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Partição do carbono planctônico na cadeia trófica clássica e na rede trófica microbiana em um lago de planície de inundação da bacia do rio madeira (Amazonas)
Dissertação de Mestrado apresentada junto ao
Programa de Pós-Graduação em
Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente,
Área de Concentração em Saúde, Ambiente e
Sustentabilidade para obtenção do Título de
Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio
Ambiente.Orientador: Prof. Dr. Wanderley Rodrigues
Bastos.A estrutura e o funcionamento de comunidades planctônicas são importantes em ambientes aquáticos, por exercerem diferentes papéis nos ecossistemas, estando intimamente ligadas ao fluxo de matéria e energia através de suas múltiplas interações. Tradicionalmente, as comunidades planctônicas têm sido analisadas levando em conta principalmente a cadeia trófica clássica (fitoplâncton, zooplâncton e peixes). No entanto, o ambiente planctônico tem também outros componentes como vírus, picoplâncton autotrófico, bactérias heterotróficas e protozoários, os quais integram a rede trófica microbiana, também importante no fluxo de carbono e na ciclagem de nutrientes. Dadas as maiores temperaturas e a consequente maior necessidade de energia para preencher seus requerimentos, a rede trófica microbiana tem sido assinalada como mais relevante nos trópicos que em regiões temperadas. No presente estudo foi testada a hipótese de que o conteúdo de carbono das frações relativas à rede trófica microbiana sejam mais importantes que aquelas relativas à cadeia trófica clássica em um lago tropical. O objetivo deste estudo foi então: i) analisar a partição do carbono entre os componentes planctônicos (de vírus a zooplâncton); e ii) compreender as relações dessas frações entre si e com as condições ambientais. Para tanto o estudo foi desenvolvido no lago Puruzinho, Amazonas, Brasil (07º21’09.6¨S; 63º04’52.8¨W), conectado por um longo canal ao rio de águas brancas Madeira ao longo de um gradiente longitudinal. Amostras de água foram coletadas em triplicata em dez estações de amostragem sendo seis estações no lago e quatro no canal, em períodos de águas baixas (outubro de 2013) e de águas altas (abril de 2014). O conteúdo de carbono na biota planctônica foi quantificado para vírus, picoplâncton (bactérias heterotróficas + picoplâncton autotrófico), protozooplâncton (flagelados heterotróficos + ciliados), fitoplâncton e macrozooplâncton. Foram também analisadas variáveis climatológicas (precipitação e temperatura do ar), hidrológicas (nível hidrométrico do rio Madeira e profundidade do lago Puruzinho), físicas (transparência da água), nutrientes (fósforo e nitrogênio totais, nitrogênio orgânico total, fósforo solúvel reativo, nitrato, nitrito, amônio) e formas de carbono (carbono orgânico dissolvido, carbono orgânico total, carbono orgânico particulado). Para visualizar a formação de possíveis padrões temporais das variáveis estudadas, realizaram-se análises de ordenação (Componentes Principais) e de agrupamento (Cluster). As diferenças entre médias das variáveis analisadas entre os compartimentos e períodos do ciclo hidrológico foram identificadas através de teste não paramétrico (Kruskal-Wallis). As relações entre as frações de carbono nos componentes planctônicos entre si e entre elas e as condições ambientais foram avaliadas através de regressões lineares simples. A força da relação entre os componentes planctônicos foi avaliada pelo coeficiente de determinação (r2adj). Os dados mostraram que o carbono na microbiota total variou de 171,9 a 546,1 gC/L-¹, sendo as maiores concentrações encontradas no período de águas baixas, com dominância da fração fitoplanctônica, seguida de bactérias heterotróficas e ciliados. Nas águas altas, no entanto a fração dominante foi a de bactérias heterotróficas, seguida de fitoplâncton e ciliados. Em ambos os períodos, vírus, picoplâncton autortrófico, nanoflagelados heterotróficos e macrozooplâncton apresentaram os menores estoques de carbono, se comparados aos demais componentes do plâncton. Os resultados indicaram também que, nas águas baixas, a rede trófica microbiana e a cadeia clássica ocorreram em biomassas similares, mas em águas altas houve o predomínio da primeira. As interações tróficas reveladas pelas regressões lineares mostraram que o macrozooplâncton foi potencialmente controlado pelo fitoplâncton e este, por sua vez, regulado pela luz. Embora não tenha havido relações significativas com o fósforo solúvel
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reativo (P) no conjunto de dados, suas concentrações reduzidas nas águas baixas no lago Puruzinho apontam para um controle do fitoplâncton por P nesse período. Já na rede trófica microbiana, foi encontrado um maior número de interações dos componentes planctônicos entre si e desses com o meio abiótico. Por exemplo, nanoflagelados heterotróficos foram controlados por ciliados e que aquela fração controlou bactérias heterotróficas, picoplâncton autotrófico e vírus. Bactérias heterotróficas aumentaram com as concentrações de carbono orgânico dissolvido e ocorreram em águas mais transparentes e menos enriquecidas. Ciliados também foram dependentes das biomassas de fitoplâncton, provavelmente de organismos de menor tamanho, e ocorreram em menores teores de fósforo total na água. Por fim, o picoplâncton autotrófico que, conforme esperado, foi mais abundante em águas com menores teores de nitrogênio e fósforo totais, parecem ter sido, também, controlados por vírus. Assim, foi verificado que o fitoplâncton, bactérias heterotróficas e ciliados foram as frações mais importantes em biomassa no plâncton do lago Puruzinho, sendo nossa hipótese confirmada com maior importância da rede trófica microbiana nas águas altas, mas com um compartilhamento desta com a cadeia trófica clássica nas águas baixas
Estudo da distribuição espacial de mercúrio em sedimentos no período da cheia do rio Mutum-Paraná, Rondônia
Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Desenvolvimento
Regional e Meio Ambiente do Núcleo de
Ciências Exatas e da Terra da Fundação
Universidade Federal de Rondônia, como
parte integrante dos requisitos para a
obtenção do Grau de Mestre em
Desenvolvimento Regional e Meio
Ambiente. Orientador: Prof. Dr. Wanderley Rodrigues BastosO presente trabalho foi realizado no sedimento de fundo do rio Mutum-Paraná que se localiza
no munícipio de Porto Velho (RO). O rio Mutum-Paraná faz parte da bacia do rio Madeira, um dos
principais afluentes da margem direita do rio Amazonas, localizando-se na região do Alto rio Madeira.
Esta região no início na década de setenta até a década de noventa se caracterizou por ser uma região
exploradora de ouro aluvionar. Isto fez com que o rio Mutum-Paraná tivesse uma função importante
por ser um rio que era utilizado para manutenção de balsas e dragas do garimpo. Esta atividade fez
com que os restos das dragas com resíduos de mercúrio fossem lançados no rio Mutum-Paraná. Ainda
ocorre nesta região uma mudança da atividade econômica da exploração do minério para as atividades
agrícolas e pecuárias, embora o garimpo de ouro numa escala menor ainda continue. O desmate
provocado por essas atividades promovem a remobilização do mercúrio presente no solo fazendo com
que ele alcance os cursos d‟água. A partir disso, necessitou-se saber como este elemento se comporta
espacialmente ao longo do rio Mutum-Paraná. Foram realizados vários estudos para analisar qual o
melhor método de interpolação que poderia ser utilizado para se compreender o comportamento
espacial das seguintes variáveis: pH, matéria orgânica e concentração de mercúrio que são as variáveis
mais relevantes no estudo de mercúrio. Então, escolheu-se o método geoestatístico para interpolação
de superfícies matemáticas porque se podia detectar a validade do modelo estimado, e o método
geoestatístico não somente considera a distância entre os atributos como também considera o valor de
cada atributo. Isto faz com que a geoestatística seja um dos métodos de interpolação espacial mais
confiável utilizado. Após isto, foi realizado o estudo do comportamento estatístico dos dados e foi
analisado qual algoritmo geoestatístico se adequaria melhor aos dados coletados. A partir deste estudo
foi utilizado os algoritmos de Krigagem. A Krigagem compreende um conjunto de técnicas de
estimação e predição de superfície baseada na estrutura de correlação espacial. O método de Krigagem
permite a partir de uma análise exploratória dos dados, análise estrutural da modelagem de correlação
espacial, a interpolação estatística da superfície. Além disso, a Krigagem interpola em áreas que não
apresentam as coletas. Após isto, foram estudados quais algoritmos de krigagem poderiam ser
utilizados nos mapas de predição. Foi utilizado o algoritmo de Krigagem Ordinária que consiste em
estimadores ótimos que minimizam a variância do erro de estimação e interpola localmente a média. E
outro algoritmo utilizado é o algoritmo de Krigagem Indicativa que consiste numa interpolação para
estimar valores de incerteza. Após isto, foram realizados estudos sobre o variograma onde foi
apresentada a correlação espacial dos dados amostrados. O estudo de semivariograma foi feito através
de função matemática para poder ver quais funções apresentam melhor ajuste a correlação dos dados
espaciais no variograma. Após as análises destes semivariogramas foram confeccionados mapas de
predição com os seguintes parâmetros: matéria orgânica, pH e teor de concentração de mercúrio total.
O resultado é uma grande variação espacial destes parâmetros como, por exemplo, o pH de 4,8 até
6,72 e de concentração de mercúrio total 39,7 μg.Kg-¹ até 146,45 μg.Kg-¹, ocasionado pelas atividades
econômicas que ocorrem na bacia do rio Mutum-Paraná
Dinâmica do cromo em um ecossistema aquático sob influencia de efluentes de curtume na sub-bacia do rio Candeias, Rondônia
Dissertação de mestrado apresentada junto ao
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento
Regional e Meio Ambiente, área de
concentração em Biogeoquímica Ambiental,
para obtenção do Título de Mestre em Desenvolvimento
Regional e Meio Ambiente. Orientador: Prof. Dr. Wanderley Rodrigues BastosAtualmente, o estado de Rondônia tem como principal atividade econômica a agropecuária.
Paralelamente, outra atividade que vem crescendo graças à agropecuária é o curtimento
de couro, no qual trabalha no processamento do couro cru até o couro curtido, matéria prima
para a produção de calçados, bolsas e carteiras. Durante o processo de curtimento, um
efluente líquido rico em cromo e outros contaminantes é formado, e geralmente tal produto
não é tratado devidamente e na maioria das vezes é descartado no ambiente. Na sub-bacia do
rio Candeias, mais precisamente no baixo rio Candeias, existem dois curtumes instalados na
margem esquerda, e os efluentes produzidos pelos dois curtumes são lançados para dentro do
rio e isso pode acarretar na contaminação do ambiente aquático, podendo trazer danos ao
ecossistema local e para a saúde da população de Candeias do Jamari. Portanto, o objetivo do
estudo foi de avaliar os níveis de cromo em matrizes ambientais sob influência dos efluentes
de curtumes do rio Candeias, com o intuito de verificar a qualidade do ambiente em relação
aos limiares ambientais estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA),
verificar a distribuição do cromo em relação aos períodos de coleta, calcular os índices
de geoacumulação e simular os efeitos da maior concentração de cromo obtida no sedimento
sobre a atividade metanogênica das bactérias. Foram coletadas amostras de água, sedimento
de fundo e material particulado em suspensão (MPS) para a avaliação dos níveis de cromo em
dois períodos distintos (enchente e águas baixas). O desenho amostral compreendeu pontos a
montante e jusante dos lançamentos, na área de lançamento e nos dois tributários (rio das
Garças e rio Preto). Para a extração química do cromo nas amostras, foram utilizados reagentes
ácidos. Para a quantificação do cromo, foi utilizado o método de espectrofotometria de
absorção atômica por chama. Para a simulação dos efeitos do cromo sobre a atividade metanogênica
de bactérias, foi utilizado um lodo obtido a partir de um efluente sintético de curtume,
no qual foi adicionado à amostras de sedimento de lago na proporção desejável. A medição
da atividade metanogênica foi realizada por um sistema de medição de pressão. Baseado
nos limiares ambientais estabelecidos pelo CONAMA para água e sedimento, as amostras do
rio Candeias se apresentaram dentro dos valores permitidos, exceto para o ponto TA1 no período
de águas baixas, que teve seus valores em 1,5 e 6,1 vezes acima do permitido na amostra
de água e sedimento de fundo, respectivamente. Foi observado que houve um enriquecimento
significativo de cromo no MPS durante o período de águas baixas, enquanto no sedimento de
fundo, o índice de geoacumulação mostrou uma redução no grau de enriquecimento no mesmo
período. Tal comportamento parece estar relacionado com o pulso de inundação do rio,
que promove um maior transporte do elemento nos períodos de maior vazão, promovendo a
dispersão do cromo lançado no rio via curtumes. O valor de 549,33 mg/kg encontrado no sedimento
de fundo do ponto TA1 durante o período de águas baixas, mostrou que afeta negativamente
a atividade metanogênica de bactérias, em relação a amostras não expostas a tal concentração
Espécies de camarões como biomonitoras da contaminação por mercúrio na bacia do Rio Madeira
Dissertação de Mestrado apresentada junto
ao Programa de Desenvolvimento Regional
e Meio Ambiente, Área de Concentração
em Monitoramento Ambiental para
obtenção do Título de Mestre em
Desenvolvimento Regional e Meio
Ambiente. Orientador Prof. Dr. Wanderley Rodrigues BastosAs concentrações de mercúrio (Hg) em camarões têm sido avaliadas por vários autores devido
ao fato desses organismos estarem expostos aos riscos de contaminação e intoxicação por este
elemento. Macrobrachium brasiliense, Macrobrachium depressimanum e Macrobrachium
jelskii são espécies de camarões, sem valor comercial, mas que constituem uma rota potencial
de transferência de mercúrio ao longo da cadeia alimentar, principalmente para os peixes
comerciais que delas se alimentam, por isso, o interesse em utilizá-las como biomonitoras.
Além disso, por não haver registros da contaminação por Hg em camarões na região
amazônica, justifica-se investigá-lo nessas espécies, assim o objetivo geral deste trabalho foi
avaliar as concentrações de Hg-T em camarões inteiros e compartimentalizados no rio
Madeira e em seus afluentes no estado de Rondônia. Nesse estudo 402 espécimes de camarões
foram coletados em julho de 2008, agosto e novembro de 2009 e maio de 2010, com auxílio
de peneira e rede de arraste (4 e 7 mm entre nós adjacentes, respectivamente), sendo que se
padronizou um esforço de procura de 10 minutos para o peneiramento do sedimento e da
vegetação aquática marginal em quatro pontos de amostragem no rio Madeira: rio Madeira
frente ao Igarapé Caripuna, frente ao Igarapé Jatuarana, frente a cachoeira Santo Antônio e
frente ao Igarapé Belmont. Ainda foram amostrados camarões no rio Branco, rio Jaci-Paraná
(foz), Igarapé Jatuarana I, Igarapé Belmont e Igarapé Caripuna. Em laboratório os camarões
foram pesados em balança analítica e digeridos no forno de microondas específico para
digestão de amostras utilizando-se de 1 mL de H2O2, 3 mL de HNO3 e 3 mL KMnO4. A
quantificação de Hg foi realizada pela técnica de espectrofotometria de absorção atômica por
geração de vapor frio. Alguns camarões foram analisados, quanto à concentração de Hg-T,
individualmente e por inteiro, enquanto outros de forma compartimentalizada e agrupados em
pools (grupos) de exoesqueleto, tecido muscular e hepatopancreático. Esses pools foram
organizados por classes de tamanho. As concentrações médias de Hg-T nos indivíduos não
compartimentalizados variaram de 0,043±0,038 a 0,309±0,222 mg.kg-1. As concentrações de
Hg-T foram menores nos tecidos musculares e maiores no tecido hepatopancreático, elas
variaram de 0,016±0,013 mg.kg-1 no tecido muscular a 0,387 mg.kg-1 no tecido
hepatopancreático, tais valores estão abaixo dos limites determinados pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária para consumo humano (0,50 mg.kg-1). Pode-se afirmar que os
camarões podem ser utilizados como biomonitores da presença de Hg na bacia rio Madeira,
pelos seguintes fatores: são pouco móveis e podem ser encontrados em abundância no período
de vazante, entretanto pode-se mencionar como desvantagem para o biomonitoramento das
concentrações de Hg-T em camarões, o fato da sazonalidade influenciar na densidade destes
organismos, pois estes encontram-se muito dispersos no período de águas altas
Dinâmica tempore-espacial de carbono orgânico e mercúrio em solo sob sistemas agroflorestais no Sul do Amazonas
Tese de Doutorado, apresentada junto ao Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente. Área de Concentração em Ambiente, Saúde & Sustentabilidade. Requisito para obtenção do Título de Doutor em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.Orientador: Prof. Dr. Wanderley Rodrigues Bastos.O sistema agroflorestal (SAF) é uma categoria de uso da terra que integra no mesmo espaço geográfico: plantas lenhosas perenes com cultivos agrícolas e / ou criação de animais. Este sistema de produção agrícola, além de gerar renda e alimentos e, em virtude das mudanças no uso e cobertura da terra, em curso no sul do Amazonas, é apontado como estratégico na mitigação das emissões de dióxido de carbono (CO2) e, é uma alternativa de uso da terra capaz de atenuar a remobilização de mercúrio em solo cultivado. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi analisar em diferentes categorias e classes de uso e cobertura da terra a dinâmica do carbono orgânico e do mercúrio total enquanto potenciais indicadores de qualidade ambiental do ecossistema solo, sob vegetação nativa e cultivada no assentamento rural Umari, Lábrea sul do Amazonas. Foram utilizados quatro métodos: i) processamento digital de imagem e confecção de mapas temáticos; ii) instalação de parcelas fixas e escavações de perfis pedológicos e monólitos de solo; iii) determinação dos teores de Hg e teores de carbono orgânico do solo; e iv) análise estatística e geoestatística. Os solos amostrados nos sistemas agroflorestais (SAF’s) com dez anos ou mais de implantação apresentaram elevada capacidade de renteção de carbono (EC) de 0 – 20cm no SQF15 (24,99 Mg C. ha), SAF19 (26,31 Mg C. ha) e SQF≥1035 (30,16 Mg C. ha); e mercúrio (Hg) SQF≥1035a (180 ng/g), SQF≥1039 (218 ng/g) e SQF15 (273 ng/g) quanto comparado aos EC e Hg registrados em solo sob agricultura itinerante (Ai) (EC = 12,35 Mg C. ha e Hg = 75 ng/g) e agricultura itinerante com pousio de treze anos (Aip13) (EC =13,66 Mg C. ha e Hg = 124 ng/g). Os teores de CO e Hg observados no SAF são proporcionais aos registrados em solo sob Floresta nativa (EC = 31,42 Mg C. ha e Hg = 196 ng/g), usada como referência. Portanto, os SAF’s, a médio e longo prazo, devido ao baixo revolvimento do solo promovem melhorias, a qualidade do solo e contribuem no aumento dos estoques de carbono e na reternção de mercúrio entre outros elementos traços depositados no solo na forma gasosa e / ou particulada
Deforestation patterns and stages of the Southern Amazon agricultural frontier
From 1980 to 2020, the Paciá River Drainage Basin (BHRP – Bacia Hidrográfica do Rio Paciá), located in the Southern Amazon agricultural frontier, underwent an accelerated process of change in human land use and occupation. This study aimed to identify and analyze deforestation patterns, relating them to landscape metrics and the stages of expansion of the agricultural frontier. The methodology was based on the following phases: 1) organizational structure of GIS (Geographic Information System) modeling; 2) mapping and classification of deforestation patterns; 3) mapping of the expansion stages of the agricultural frontier. Diffuse and geometric patterns represented 72.5% of the polygons analyzed, corresponding to 15.64% of deforestation. However, linear and consolidated patterns, which referred to 12.5% of the polygons, represented 65.5% of the deforested areas in the BHRP. The spatial arrangements of deforestation polygons are associated with two evolutionary stages of the Amazon agricultural frontier: permanent/consolidated, which is located along the Transamazon highway, and pioneer/diffuse, located along the banks of rural roads and the main course of the Paciá River
RIBEIRINHOS DA AMAZÔNIA: INFLUÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO NA SAÚDE
Diante das inúmeras discussões que permeiam o tema desenvolvimento, destaca-se a necessidade de ações efetivas para a preservação do meio ambiente. Várias tentativasem nível mundial buscam mitigar os impactos das ações antrópicas que cada vez maistem afetado nosso planeta. O presente estudo objetiva a abordagem de referenciaisteóricos acerca dos possíveis impactos do desenvolvimento na saúde de populaçõesribeirinhas da Amazônia, a partir de mudanças nos modos de vida. Foi conduzida umarevisão bibliográfica atualizada a respeito das principais variáveis relacionadas com oimpacto do desenvolvimento na saúde dessas populações. Observou-se que os conceitosde desenvolvimento e crescimento econômico em muitas situações são colocadosequivocadamente como sinônimos, sendo essa uma conflituosa relação que ofereceriscos à preservação do meio ambiente. Dentre os principais exemplos que evidenciamessa relação estão: o desmatamento das florestas, a indiscriminada exploração dasreservas minerais, a extinção de espécies da fauna e a diminuição dos volumes de águapotável. Neste cenário constata-se que as populações ribeirinhas da Amazônia passampor um gradual distanciamento de suas atividades tradicionais de subsistência e cadavez mais se tornam dependentes do dinheiro oriundo do trabalho assalariado e dosprogramas sociais do governo federal. Essa mudança tem promovido alterações nopadrão de dieta e de atividade física. Tais situações impactam negativamente na saúdedos ribeirinhos, caracterizando o que podemos chamar de transição nutricional e suasconsequências como o aumento das doenças crônico-degenerativas
Cytotoxicity and genotoxicity of low doses of mercury chloride and methylmercury chloride on human lymphocytes in vitro
Mercury is a xenobiotic metal that is a highly deleterious environmental pollutant. The biotransformation of mercury chloride (HgCl2) into methylmercury chloride (CH3HgCl) in aquatic environments is well-known and humans are exposed by consumption of contaminated fish, shellfish and algae. The objective of the present study was to determine the changes induced in vitro by two mercury compounds (HgCl2 and CH3HgCl) in cultured human lymphocytes. Short-term human leukocyte cultures from 10 healthy donors (5 females and 5 males) were set-up by adding drops of whole blood in complete medium. Cultures were separately and simultaneously treated with low doses (0.1 to 1000 µg/l) of HgCl2 and CH3HgCl and incubated at 37ºC for 48 h. Genotoxicity was assessed by chromosome aberrations and polyploid cells. Mitotic index was used as a measure of cytotoxicity. A significant increase (P < 0.05) in the relative frequency of chromosome aberrations was observed for all concentrations of CH3HgCl when compared to control, whether alone or in an evident sinergistic combination with HgCl2. The frequency of polyploid cells was also significantly increased (P < 0.05) when compared to control after exposure to all concentrations of CH3HgCl alone or in combination with HgCl2. CH3HgCl significantly decreased (P < 0.05) the mitotic index at 100 and 1000 µg/l alone, and at 1, 10, 100, and 1000 µg/l when combined with HgCl2, showing a synergistic cytotoxic effect. Our data showed that low concentrations of CH3HgCl might be cytotoxic/genotoxic. Such effects may indicate early cellular changes with possible biological consequences and should be considered in the preliminary evaluation of the risks of populations exposed in vivo to low doses of mercury.Faculdade de Itaituba Departamento de Pós-GraduaçãoUniversidade Federal do Pará Centro de Ciências Biológicas Departamento de BiologiaUniversidade Federal do Pará Centro de Ciências Biológicas Departamento de PatologiaUniversidade de São Paulo Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Departamento de GenéticaFundação Universidade Federal de Rondônia Departamento de Medicina Laboratório de Biogeoquímica AmbientalUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Escola Paulista de Medicina Departamento de MorfologiaUNIFESP, EPM, Depto. de MorfologiaSciEL
VARIABILIDADE DE ATRIBUTOS FÍSICO-QUÍMICOS E DOS ESTOQUES DE CARBONO ORGÂNICO EM ARGISSOLO VERMELHO SOB SISTEMAS AGROFLORETAIS NO ASSENTAMENTO UMARI SUL DO AMAZONAS
Os sistemas agroflorestais (SAF’s) além de gerar renda e alimentos, apresentam potencial para atenuar a liberação de carbono do solo, causada pela mudança no uso da terra na Amazônia. Nosso objetivo foi avaliar a variabilidade de atributos físico-químicos do solo e dos estoques de carbono (EC) orgânico do solo em SAF’s do assentamento rural Umari, sul do Amazonas. Foram utilizados quatro métodos: i) preparação de base cartográfica e processamento digital de imagem, ii) construção parcela fixa e monólito de solo, iii) análise física e química de solo e iv) análise estatística e geoestatística. No SAF19 e SQF15 observou-se os maiores EC (21,02 Mg C. ha-1 e 18.86 Mg C. ha-1) na camada de 0 -10cm de profundidade no período chuvoso e os menores EC (2,58 Mg C. ha-¹) foram registrados na agrícola itinerante. Os SAF’s com maior tempo de adoção promoveram o aumento do EC e a recuperação de atributos químicos do solo do PA-Umari
MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR EM RESIDÊNCIAS URBANAS E RURAIS DE PORTO VELHO- RO
A presente pesquisa teve como objetivo estabelecer uma análise da concentração total do Material Particulado Atmosférico presente na área externa e interna das residências dos alunos de duas escolas públicas do município de Porto Velho, Rondônia, uma na área urbana e uma na área rural, representando espacialmente locais com características de uso e ocupação do solo diferentes entre si e em períodos distintos sazonalmente. Para tal objetivo foram utilizados filtros de amostragem passiva instalados nas residências dos alunos, e posteriormente submetidos a análises gravimétricas em laboratório e análise estatística. Os resultados apontaram relação entre a precipitação pluviométrica, a distribuição espacial e as características dos padrões construtivos das residências, durante os períodos de verão (chuva) e inverno (seco) na região amazônica, com aumento da carga de material particulado total no período seco onde há um predomínio de eventos de queimadas
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