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    Eficiência de uso da água de mamoneiras nas condições agroecológicas do semiárido/Water use efficiency of castor bean variety in agroecological semiarid conditions

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    A eficiência no uso da água pela cultura da mamona é um parâmetro essencial para a avaliação das cultivares no semiárido e precisa ser feito, preferencialmente, observando os componentes do balanço de água no solo influentes no sistema. Assim, devem-se computar as entradas e saídas de água no volume de controle do sistema solo-planta-atmosfera. Nesse sentido, o objetivo da proposta é avaliar o comportamento de oito cultivares de mamoneira (IAC 2028, IAC 226, IAC Guarani, BRS Nordestina, BRS Paraguaçu, BRS Energia, EDBA MPA 11, EBDA MPB 01) quanto aos componentes do balanço de água no solo e calcular a eficiência no uso da água (EUA), num delineamento em blocos aleatorizados, com três repetições e 4 plantas por parcela experimental. A EUA foi calculada com base na razão entre produtividade e evapotranspiração real. Foram instalados tensiômetros a 0,5 e 0,7 m de profundidade para a determinação do gradiente de potencial total da água no solo, utilizado no cálculo das densidades de fluxo (drenagem interna ou ascensão capilar). O tensiômetro instalado a 0,6 m foi utilizado para a medida do conteúdo de água, a qual é usada para a estimativa da condutividade hidráulica, a qual foi determinada pelo método do perfil instantâneo. A precipitação pluvial foi medida numa estação meteorológica automática, instalada na área experimental, observando-se que a precipitação pluvial afeta diretamente a variação de armazenagem, em que os períodos de maior precipitação os balanços são positivos e os de menor precipitação tem valores do balanço negativos. As variações observadas nos valores de ascensão capilar e drenagem interna são pequenas, porém, revelam as diferenças de demanda entre as cultivares; as maiores produtividade e EUA foram determinadas para a cultivar BRS Paraguaçu, não se diferindo das demais cultivares, exceto da cultivar BRS Energia

    Limestone mobility and its relationship with the pore structure of the soil

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    Solos ácidos predominam nas superfícies pré-cambrianas que ocorrem em grandes partes das regiões tropicais no mundo. O baixo pH indisponibiliza nutrientes e eleva o teor de alumínio lábil, fatores limitantes para o crescimento radicular e rendimento das culturas agrícolas. O calcário é utilizado no manejo agrícola para elevar o pH do solo a valores considerados adequados (pH em água entre 6 e 7), mitigando os efeitos adversos da acidez e fornecendo os cátions Ca e Mg para o sistema. Essa prática tem apresentado efeitos limitados em trabalhos referências na literatura devido a sua baixa solubilidade em água. No entanto, percebe-se nesses estudos uma falta de detalhes sobre a estrutura porosa do solo. Nesse sentido, o objetivo da proposta foi avaliar a mobilidade de calcário em função de sua granulometria, e sua relação com a estrutura porosa do solo (distribuição de poros, índice de continuidade de poros e índice de organização da macroporosidade), bem como o consequente condicionamento químico do perfil do solo (pH CaCl2, pH H2O, Ca e Mg nas camadas de 0-0,05, 0,05-0,10, 0,10-0,15, 0,15-0,20, 0,20-0,25, 0,25- 0,30, 0,30-0,35, 0,35-0,40, 0,40-0,45, 0,45-0,50, 0,50-0,60, 0,60-0,70, 0,70-0,80, 0,80-0,90 e 0,90-1,00 m) em função da dosagem aplicada superficial (0, 3, 6, 12 e 20 ton ha-1) e seus efeitos na produtividade da cultura da soja. O trabalho foi realizado em dois locais, simultâneos na safra de 2021/22: na Fazenda Santo Inácio, num Latossolo Amarelo Distrófico de textura franco-argiloarenosa, em Luís Eduardo Magalhães - BA; e na Fazenda Terra Unida, num Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico de textura argilosa, em Alto Parnaíba - MA. A superfície em ambos os locais apresenta declividade desprezível. Os experimentos 1 e 2 foram montados em DBC, com cinco tratamentos (doses de calcário), quatro e três repetições, totalizando 20 e 15 parcelas experimentais, respectivamente. O calcário utilizado nestes estudos foi escolhido em função de sua granulometria, não considerando qual seria a melhor relação de CaO e MgO, mas sim a sua característica física, tendo 97% de peneira de fundo, 98% de PRNT e concentrações de 52% de CaO e de 1% de MgO. Com o aumento das doses de calcário, houve maiores mudanças das características químicas do perfil do solo franco argilo-arenoso em comparação do de textura argiloso. O índice de organização da macroporosidade para o solo franco argilo-arenoso foi superior nas camadas de 0-0,1, 0,1-0,2 e 0,3-0,4 m (16,5, 82,2 e 35,7%) em relação ao solo argiloso. A mobilidade se relaciona diretamente com a estrutura porosa do solo, o teor de água no solo, a granulometria das partículas do calcário e pode-se afirmar que a mobilidade é maior num solo com uma maior macroporosidade e/ou uma maior conectividade dos poros, principalmente no potencial matricial de -10 kPa, em combinação com um calcário com granulometria mais fina. No solo de textura argilosa não houve alterações de pH em Camada, independente da dose de calcário aplicada. Já no solo de textura franco argiloarenosa, no tratamento 5 (20 ton ha-1 de calcário), o pH foi alterado para valores acima de 6 até a Camada de 0,5 m, enquanto na testemunha o pH ficou acima de 6 apenas até a camada de 0,2 m.Acidic soils predominate on the Precambrian surfaces that occur in large parts of the tropical regions of the world. Low pH makes nutrients unavailable and increases the labile aluminum content, limiting factors for root growth and yield of agricultural crops. Limestone is used in agricultural management to raise soil pH to values considered adequate (pH in water between 6 and 7), mitigating the adverse effects of acidity and supplying Ca and Mg cations to the system. This practice has shown limited effects in reference works in the literature due to its low solubility in water. However, these studies lack details about the porous structure of the soil. In this sense, the objective of the proposal was to evaluate the mobility of limestone as a function of its granulometry, and its relationship with the pore structure of the soil (pore distribution, pore continuity index and macroporosity organization index), as well as the consequent chemical conditioning of the soil profile (pH CaCl2, pH H2O, Ca and Mg in the layers of 0-0.05, 0.05-0.10, 0.10-0.15, 0.15-0.20, 0.20-0.25, 0.25- 0.30, 0.30-0.35, 0.35-0.40, 0.40-0.45, 0.45-0.50, 0, 50-0.60, 0.60-0.70, 0.70-0.80, 0.80-0.90 and 0.90-1.00 m) depending on the surface dosage applied (0, 3, 6, 12 and 20 ton ha-1) and their effects on soybean productivity. The work was carried out in two locations, simultaneously in the 2021/22 harvest: at Fazenda Santo Inácio, in a Dystrophic Yellow Latosol with a sandy clay loam texture, in Luís Eduardo Magalhães - BA; and at Terra Unida Farm, in a Dystrophic Red-Yellow Latosol with clayey texture, in Alto Parnaíba - MA. The surface at both locations shows negligible slope. Experiments 1 and 2 were set up in DBC, with five treatments (limestone doses), four and three replications, totaling 20 and 15 experimental plots, respectively. The limestone used in these studies was chosen on the basis of its granulometry, not considering what would be the best CaO and MgO ratio, but rather its physical characteristics, having 97% of bottom sieve, 98% of PRNT and concentrations of 52% of CaO and 1% MgO. With the increase in limestone doses, there were greater changes in the chemical characteristics of the clayey-sandy loam soil profile compared to the clayey soil profile. The macroporosity organization index for the sandy clay loam soil was higher in the layers of 0-0.1, 0.1-0.2 and 0.3-0.4 m (16.5, 82.2 and 35.7%) compared to clayey soil. Mobility is directly related to the porous structure of the soil, the water content in the soil, the granulometry of the limestone particles and it can be stated that mobility is greater in a soil with greater macroporosity and/or greater connectivity of the pores, mainly in the matrix potential of -10 kPa, in combination with a limestone with a finer granulometry. In the clayey soil, there were no pH changes in depth, regardless of the applied lime rate. In the clayey-sandy loam soil, in treatment 5 (20 ton ha-1 of limestone), the pH was changed to values above 6 up to a depth of 0.5 m, while in the control the pH was above 6 only up to the layer of 0.2 m
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