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    A criança das pesquisas, a criança nas pesquisas... A criança faz pesquisa?

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    Este artigo problematiza o lugar das crianças nas pesquisas na área da Educação, mais especificamente, na Educação Infantil, a partir da visão da multiplicidade de crianças que vivem diversas infâncias e produzem culturas infantis nas condições dadas. Trata-se de um conjunto de reflexões que fazemos no nosso percurso investigativo e que nos instiga a descolonizarmos os modos de fazer pesquisa. Para isso, precisamos enfrentar as dicotomias, o adultocentrismo, a subordinação e o colonialismo que forjam a produção científica brasileira, colocando no centro do debate, além das relações de poder, a intersecção entre raça, etnia, religião, gênero, sexualidade, classe social e idade.  Nossas proposições e inquietações são iniciadas com a discussão da criança como sujeito que pensa (epistêmico), que produz cultura, história e que participa e interfere política e economicamente na sociedade. Em seguida, apontamos algumas contribuições da Sociologia da Infância e da Pedagogia da Educação Infantil para essa “reviravolta científica”, de considerar a criança como sujeito de pesquisa. Finalizamos com várias questões e desafios que ainda devemos enfrentar para, de fato, colocarmos a criança como participante do processo investigativo, considerando suas criações e suas falas, como alguém que faz pesquisa

    A criança e sua infância: combates no saber em educação

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    Esta pesquisa é vinculada à linha de pesquisa Processos formativos, diferença e valores e discute o tema da produção de práticas e significados para os processos educacionais. Apresenta como seu objeto de estudo os conceitos de criança e infância articulados aos de culturas infantis e identidades infantis , categorias essas que transpõem a formação de professores e sua prática pedagógica. Foi traçado como seu principal objetivo o mapeamento desses conceitos e a análise da forma como está ocorrendo a sua apropriação e consolidação, através dos trabalhos apresentados no Grupo de Trabalho (GT) Educação da criança de 0 a 6 anos , da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (ANPED), no período de 2000 a 2004. Para tal empreendimento, realizei estudos e análises teóricas e metodológicas embasadas em discussões sobre cultura e também referentes às singularidades do corpus documental. Também esquematizei a pesquisa a partir do rastreamento dos dados quantitativos e qualitativos e da problematização e discussão dos principais eixos que articulavam os enunciados e conceitos em debate. Os principais resultados obtidos indicam para: 1) a existência de uma hegemonia geográfica desses trabalhos, pois a maioria dos autores é de instituições acadêmicas das regiões sul e sudeste do Brasil; 2) uma forte tendência temática e teórica de estudos embasados na Sociologia da Infância, com ênfase em seu viés antropológico; 3) de uma direção baseada na Psicologia, com seus estudos sobre o desenvolvimento, passando-se a perspectivas históricas, filosóficas, sociais e culturais. Enfim, o conjunto dos estudos revela um momento de variação teórica e temática, em que os Estudos da Cultura e os Estudos Culturais se articulam em torno da tematização e teorização das culturas infantis .This research is tied to the research line Formative processes, difference and values and argue the practical subject of the production and meanings for the educational processes. It presents as its object of study the concepts of child and childhood articulated to infantile culture and infantile identity concepts of which categories overcomes the teacher education and its pedagogical practice. Mapping of these concepts and analysis of how its adequacy and consolidation are taking place was the aim of the works presented in Education of Children from 0 to 6 Grupo de Trabalho (GT) (Work Group WK), from Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Gradução em Educação (ANPED) (National Association for Research and Post-Graduation in Education) during the period of 2000 to 2004. For said work I ve carried out studies and theoretical and methodological analysis based on discussions about culture which were also related to singularities of the documental corpus. I ve also outlined this study from the quantitative and qualitative data tracking and the problematization and discussion of the main issues which articulated the statement and concepts in question. The main results obtained were indicative of: 1) an existence of a geographic hegemony of these works since most authors belong to academic institutions from the South and Southeast of Brazil; 2) marked theoretical and thematic study tendencies based on the Sociology of Childhood emphasizing its anthropologic bias; 3) guidelines aimed to Psychology being its studies about development followed by historical, philosophical, social and cultural perspectives. Finally, the set of studies reveals a theoretical and thematic variation issue of which Studies of Culture and Cultural Studies were articulated in the thematization and theorization of infantile cultures .Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES

    (In) visible children in the political discourse of early childhood education : between images and words

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    Orientadores: Elisa Angotti Kossovitch, Ana Lúcia Goulart de FariaTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de EducaçãoResumo: Esta pesquisa fez alguns movimentos a fim de problematizar as crianças "(in) visíveis" nos discursos políticos da educação infantil, mais especificamente, nos documentos oficiais que determinam essa etapa da educação básica brasileira, publicados pelo MEC (Ministério da Educação) no período de 2006 a 2014. A investigação bibliográfica, de abordagem qualitativa, se constitui numa interlocução com a História, Sociologia, Antropologia e Filosofia e com as contribuições das perspectivas pós-colonialista, da Filosofia da diferença e da Sociologia da Infância. Lancei mão da cartografia, proposta por Deleuze, para dar conta desse território, dos traçados, fluxos, linhas e dinâmicas desses discursos a fim de pensar a multiplicidade que envolve as crianças e suas infâncias e de como raça, classe, gênero, cultura, religião, região e sexualidade estão sendo considerados/abordados em tais narrativas. Foram movimentos de possibilidades de cartografar, de inventar, de escapar, de subverter. De composições, de fragmentos, de rastros, de indícios. De contrariar a estética da (in)visibilidade, da subordinação, da homogeneização, do eurocentrismo, das imagens clichês. Para problematizar As crianças para além de uma infância, para além de uma idade, para além de um ofício, para além da proteção, para além da educação. Que escapam das Visibilidades escolarizadas das crianças sujeitos de direitos, cidadão, aluno e das invisibilidades colonizadas das crianças negras, indígenas, quilombolas, caiçaras, imigrantes, candomblecistas, homossexuais, transexuais etc.. Para profanar o improfanável, a educação. Essa educação colonizada, padronizada, estereotipada, adultizada, enraizada, que sedimenta discursos racistas, homofóbicos, machistas que legitimam a dominação, a subordinação e a exclusão num jogo de poder econômico, político, social, linguístico, pedagógico e epistêmico que anula as diferenças e busca a unicidade, a mesmidade, a totalidade, a homogeneidade. Tal profanação permite confabular pedagogias descolonizadoras, brasileiras que possibilitem outras estéticas, outras epistemologias, outros devires-criança, infâncias nômadesAbstract: This research has made some moves in order to discuss the "(in) visible" children in political speeches of early childhood education, more specifically, in the contemporary official documents that determine the stage of basic education. Bibliographical research, qualitative approach, constitute a legal dialogue with History, Sociology, Anthropology and Philosophy and with the contributions of postcolonial strands perspective, the Philosophy of difference and the Sociology of childhood. I used cartography, proposed by Deleuze, to study that territory, the strokes, lines and dynamic streams of these speeches in order to consider the multiplicity that engages children and their childhoods and how race, class, gender, culture, religion, and sexuality are being considered in such narratives. Were mapping possibilities movements, to invent, to escape, to subvert. Of compositions, fragments of traces of evidence. To counter the aesthetics of (in) visibility, subordination, the homogenization of Eurocentrism, the images cliches. For the questioning of children beyond a childhood, in addition to age, other than a trade, in addition to protection, beyond education. Beyond the visibilities children educated subjects of rights, citizen, student and invisibilities children black colonized indigenous, quilombolas, caiçaras, immigrants, homosexuals, transsexuals and candomblecistas. To desecrate the unprofane education. Such education colonized, standardized, stereotypical, rooted, which is silted racist discourses, homophobic, sexist for making the domination, subordination and exclusion of economic power, political, social, pedagogical and linguistic epistemic which nullifies the differences and seek unity, the totality, the homogeneity. Such desecration allows confabulare uncolonized pedagogies, macunaímicas, Brazilian, allowing other aesthetic, other epistemologies, other child affects, nomadic childhoodsDoutoradoCiencias Sociais na EducaçãoDoutora em Educaçã

    O ano que não tem fim: as crianças e suas infâncias em tempos de pandemia

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    It was thinking about the many possibilities of living these other times in times of pandemic, that several questions arose: If children are not in early childhood education institutions, where are they? With whom? What are they doing? How are you kidding? How are they reinventing ways of life in times of social isolation? Based on these questions, the group of studies and research in Pedagogies and Children's Cultures (GEPPECI) at the Federal University of Alagoas (UFAL) started a sequence of lives on their Instagram, which culminated in a webinar and materialized in the proposal of this dossier. In an attempt to learn a little about how the different children are living their childhoods in times of a pandemic, we invited several researchers from different regions of Brazil to contribute to this debate. We have gathered here 10 articles that bring a little bit of the multiplicity of experiences lived by Brazilian, Portuguese and Italian childhoods and that help to decolonize the universal and abstract conception of children. We would like this dossier to contribute to decolonize the look to the different Brazilian children who live their experiences in different corners of this country, but who also suffer the cruelties of this system and this necropolitics (MBEMBE, 2018), reacting, subverting, (re) creating others possibilities of stocks and education.Foi pensando nas muitas possibilidades de viver esses outros tempos em tempos de pandemia, que surgiram várias indagações: Se as crianças não estão nas instituições de educação infantil, onde estão? Com quem? O que estão fazendo? Como estão brincando? Como estão reinventando os modos de vida em tempos de isolamento social? A partir desses questionamentos o grupo de estudos e pesquisas em Pedagogias e Culturas Infantis (GEPPECI) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) iniciou uma sequência de lives no seu instagram, que culminou num webnário e se materializa na proposta deste dossiê. Na tentativa de conhecer um pouco como as diversas crianças estão vivendo as suas infâncias em tempos de pandemia, convidamos várias/os pesquisadoras/es de diferentes regiões do Brasil para contribuir com esse debate. Reunimos aqui 10 artigos que trazem um pouco a multiplicidade de experiências vivenciadas pelas infâncias brasileiras, portuguesa e italiana e que que ajudam a descolonizar a concepção universal e abstrata de criança. Gostaríamos que este dossiê contribuisse para descolonizar o olhar para as diversas crianças brasileiras que vivem suas experiências em diferentes cantos desse país, mas que sofrem também as crueldades desse sistema e dessa necropolítica (MBEMBE, 2018), reagindo, subvertendo, (re)criando outras possibilidades de existências e de educação.

    O que quer dizer educação emancipatória na creche para as crianças de 0-3 anos? Entre o adultocentrismo e a descolonização

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    Este artigo discutirá a creche como espaço de emancipação humana e de construção de epistemologias e experiências descolonizadoras. Pensar numa educação emancipatória desde o nascimento pressupõe-se desconstruir várias concepções que percorrem o imaginário e a práxis educativa das instituições brasileiras e que, por muito tempo, invisibilizaram as crianças pequenas e os bebês. É preciso colocar de ponta cabeça os modos de pensar as crianças pequenininhas e os espaços educativos. É necessário trazer as especificidades, as multiplicidades e as possibilidades desses sujeitos históricos e concretos que produzem culturas infantis e resistem a colonização, a opressão e a subordinação da sociedade adultocêntrica. Para isso, posicionamos nosso olhar na tensão das abordagens marxistas em direção as perspectivas pós-colonialistas a fim de antropofagicamente produzir inspirações teóricas e metodológicas para pensar as crianças, as infâncias e a educação infantil. Palavras-chave: Emancipação; creche; crianças pequenas; bebês; culturas infantis; adultocentrismo; pedagogia descolonizadora
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