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    Efeito do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) nos fatores cardiometabólicos e na atividade enzimática da butirilcolinesterase (BChE) em adolescentes obesos

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    Orientadora: Profª Dra. Neiva LeiteCoorientadora: Profª Dra. Lupe Furtado-AleTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Defesa : Curitiba, 07/07/2017Inclui referências: p.80-97Área de concentração: Exercício e EsporteResumo: A obesidade está associada aos fatores de risco cardiometabólicos na população infantojuvenil, como as dislipidemias e a maior atividade da enzima butirilcolinesterase (BChE), que pode contribuir para o desenvolvimento da aterosclerose na fase adulta. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) sobre a atividade da butirilcolinesterase (BChE) e fatores de risco cardiometabólicos em adolescentes obesos. Participaram deste estudo 48 adolescentes obesos, sendo 29 meninos e 19 meninas, divididos por sorteio em grupo intervenção com HIIT (GHIIT, n=34; 11,78±1,82 anos de idade) e grupo controle (GC, n=14; 12,29±2,33 anos de idade). Inicialmente e após 12 semanas foram avaliadas: massa corporal (MC), estatura, índice de massa corporal (IMC), IMC escore-z (IMCz), circunferência abdominal (CA), relação cintura-estatura (RCEst), percentual de gordura (%GC), glicemia em jejum (GLIC), triglicerídeos (TG), colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade-colesterol (LDL-c), lipoproteína de alta densidadecolesterol (HDL-c) e atividade da BChE. A espessura médio-intimal (EMI) da artéria carótida foi mensurada por meio de exame ultrassonográfico de alta resolução na parede posterior do vaso e bilateralmente. Também foram avaliadas a pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), frequência cardíaca de repouso (FCrep), frequência cardíaca máxima (FCmáx) e o consumo máximo de oxigênio (VO2máx). O programa constou de três fases compostas por exercícios de aquecimento, exercícios de HIIT na modalidade de corrida/caminhada em uma quadra poliesportiva, com intensidades intercaladas de 100% e 50% da frequência cardíaca de reserva, e ao final a fase de resfriamento. Cada sessão totalizou 45 minutos, realizadas três vezes por semana em dias alternados, durante 12 semanas. A análise estatística foi realizada pelos testes Anova One-Way e Mann-Whitney, tamanho do efeito (ES) e Anova de modelos mistos considerando significante p<0,05. A permanência ao programa atingiu 90% dos participantes durante as 12 semanas de HIIT. Na fase inicial, os meninos apresentaram valores médios maiores na idade, MC, estatura, IMC-z, CA, RCEst, %GC, PAS e PAD quando comparados às meninas, porém as características clínicas, bioquímicas e de aptidão cardiorrespiratória foram semelhantes entre os sexos. Após a intervenção houve redução significativa no CT (ES: 0,33), HLD-c (ES: 0,37), PAD (ES: 0,67), BChE (ES: 0,33) e FCrep (ES:0,22) no GHIIT. Entretanto, o GC apresentou aumento da PAD (ES: 0,27), BChE (ES: 0,81) e FCrep (ES: 0,52). Após 12 semanas de acompanhamento, apesar da manutenção do IMC em ambos os grupos, foram verificadas reduções em alguns fatores de risco cardiometabólicos no GHIIT e aumento do risco no GC. Conclui-se que o programa regular de atividades físicas do tipo HIIT proporciona benefícios à saúde e redução da atividade da BChE, mesmo em situações de manutenção dos parâmetros antropométricos. Enquanto que a falta de atividade física pode acarretar piora de marcadores clínicos e aumento da atividade da BChE em adolescentes obesos. As modificações na BChE expressaram sensibilidade à presença ou ausência ao programa de atividade física regular, portanto, sugere-se que a atividade da BChE possa ser utilizada no controle e acompanhamento clínico em adolescentes obesos. Palavras-chave: obesidade, fatores de risco cardiovasculares, BChE, metabolismo, adolescentes, exercício.Abstract: Obesity is associated with cardiometabolic risk factors in the child and adolescent population, such as dyslipidemia and increased activity of the butyrylcholinesterase enzyme (BChE), which may contribute to the development of adult atherosclerosis. The objective of this study was to evaluate the effect of high intensity interval training (HIIT) on butyrylcholinesterase activity (BChE) and cardiometabolic risk factors in obese adolescents. Thirty-eight obese adolescents, 29 boys and 19 girls, divided by lot in the intervention group with HIIT (GHIIT, n = 34, 11.78 ± 1.82 years of age) and control group (CG, n = 14; 12.29 ± 2.33 years of age). Initially and after 12 weeks, body mass (BM), height, body mass index (BMI), BMI z-score (BMI-z), waist circumference (WC), waist-height ratio (WHR), fat of percentage (%FAT), total cholesterol (TC), lowdensity lipoprotein (LDL-c), high-density lipoprotein-cholesterol (HDL-c) of BChE. The medial-intimal thickness (MIT) of the carotid artery was measured by means of highresolution ultrasonographic examination on the posterior wall of the vessel and bilaterally. Systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), resting heart rate (HRres), maximum heart rate (HRmax) and maximal oxygen consumption (VO2max) were also evaluated. The program consisted of three phases consisting of warm-up exercises, HIIT exercise in a walking / running mode on a multi-sport court, with intercalated intensities of 100% and 50% of reserve heart rate, and at the end of the cooling phase. Each session totaled 45 minutes, performed three times a week on alternate days, for 12 weeks. Statistical analysis was performed by Anova One-Way and Mann-Whitney tests, effect size (ES) and Anova of mixed models considering significant p <0.05. The stay in the program reached 90% of the participants during the 12 weeks of HIIT. In the initial phase, BM, height, BMI, WC, WHR, %FAT, SBP and DBP presented higher mean values in boys compared to girls, but the clinical, biochemical and cardiorespiratory fitness characteristics were similar between the sexes. After the intervention there was a significant reduction in TC (ES: 0.33), HLD-c (ES: 0.37), DBP (ES: 0.67), BChE (ES: 0.33) and HRres 0.22) in the GHIIT. However, the CG presented increased DBP (ES: 0.27), BChE (ES: 0.81) and HRres (ES: 0.52). After 12 weeks of follow-up, despite the maintenance of BMI in both groups, there were reductions in some cardiometabolic risk factors in GHIIT and increased risk in the CG. It is concluded that the regular program of physical activities of the type HIIT provides health benefits and reduction of BChE activity, even in situations of maintaining anthropometric parameters. While the lack of physical activity may lead to worsening of clinical markers and increased activity of BChE in obese adolescents. The changes in BChE expressed sensitivity to the presence or absence of the regular physical activity program, therefore, it is suggested that BChE activity can be used in the control and clinical follow-up of obese adolescents. Keywords: obesity, cardiovascular risk factors, BChE, metabolism, adolescents, exercise

    INFLUÊNCIAS DO CICLO MENSTRUAL NA PERFORMANCE DE ATLETAS: REVISÃO DE LITERATURA

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    A participação das mulheres nos esportes de alto rendimento vem crescendo, porém a literatura ainda é escassa em relação à influência dos aspectos hormonais e o ciclo menstrual (CM) na performance física. Dessa forma o objetivo do presente trabalho foi identificar a influência do CM na performance de atletas por meio de uma pesquisa de revisão da literatura, utilizando duas bases de dados (Biblioteca Virtual em Saúde-Bireme e Scientific Electronic Library Online-Scielo) e as seguintes palavras-chave (Descritores em Ciências da Saúde-DECS): “ciclo menstrual”, “ciclo ovariano”, “ciclo endometrial”, “atletas”, na língua portuguesa e disponível para leitura na íntegra entre e setembro de 2016. Foram encontrados seis artigos após a busca. Em relação aos artigos que relataram a fase específica do CM, quatro artigos avaliaram a correlação de Síndrome Pré-Menstrual (SPM) com o desempenho em atletas durante a fase pré-menstrual, um artigo estudou a variação hormonal nas diferentes fases do CM e outro artigo especificou as disfunções menstruais (oligomenorreia e amenorreia) relacionadas ao treinamento. Constatou-se que o CM interfere no sistema hormonal e em sintomas físicos e emocionais relatados pelas atletas, principalmente na fase pré-menstrual, podendo causar a SPM, e com impacto no desempenho físico

    Overweight and low height in children of urban, rural and indigenous communities

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    Changes in lifestyle have led to an increase of overweight in the juvenile population. However, there are limited studies about this topic in relation to an indigenous population. The aim of this study is to verify the overweight and height defi cit in children aged 8 and 9 years, of both sexes, from urban, rural and indigenous communities of the city of Nova Laranjeiras in the State of Paraná. The 277 (148 boys) students were divided into three groups: rural (n = 100), urban (n = 99) and Indian communities (n = 78). The measurements taken were body mass (kg), height (m) and body mass index. The statistics method was an analysis of covariance and chi-square test (P &lt;.05). Among the 277 schoolchildren, the prevalence of overweight was 14.6% in the rural area, 27.1% in urban area and 30.3% in the indigenous area in boys, and 15.7% in rural areas, 17.6% in urban and 20% in Indian girls. There was no difference in the frequency of overweight among groups for both sexes. The prevalence of height defi cit was different between the groups; it was higher in indigenous children than urban and rural children. Among the Indians, 42.4% of boys and 51.1% girls had low stature. Only indigenous children were overweight and of low height, while being prevalent in 15.1% of boys and 11.1% girls. Low stature is frequent in indigenous populations, and it would be ideal to have more research to identify its causes and consequences. Children showed high rates of overweight in all regions, demonstrating that poor eating habits and a sedentary lifestyle are not only characteristics of urban centres

    RISCOS PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE

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    Introdução: Os fatores de riscos cardiovasculares têm sido muito prevalentes em adultos jovens, principalmente em acadêmicos, devido ao estilo de vida próprio desta etapa da vida e os fatores de risco que nele se associa. Objetivo: Identificar a prevalência dos fatores de riscos cardiovasculares em acadêmicos dos cursos das áreas da saúde de uma universidade particular e uma pública do Sudoeste do Paraná. Métodos: Avaliou-se 578 acadêmicos matriculados nos primeiros e últimos anos das áreas da saúde. Para levantamento dos dados, foram coletados os dados de variáveis sociodemográficas, antropométricos, nível de atividade física e comportamento sedentário, pressão arterial, Índice de Massa Corporal e obesidade abdominal. As informações foram analisadas por meio de estatísticas descritivas bem como teste t de Student para analisar as diferenças entre os anos de curso. As análises foram realizadas no programa de estatística SPSS 25,0. Previamente, este projeto foi encaminhado e aprovado pelo comitê de ética em pesquisa com seres humanos da UNIPAR – Universidade Paranaense. Resultados: Não foram identificadas diferenças significantes entre a série inicial e final dos universitários avaliados. Já para os diferentes cursos podemos destacar que, o curso de medicina teve taxa alarmante nos seguintes fatores de risco: níveis de atividade física e comportamento sedentário (68,8% e 87,5% respectivamente). Observou-se que no primeiro ano o comportamento sedentário (43,4%) foi maior que anos finais. Já para os sexos, observa-se maiores prevalências para o comportamento sedentário (44%) nas mulheres e pressão arterial para os homens (82,6%). Conclusão: Os fatores de riscos cardiovasculares em acadêmicos da área da saúde encontram-se preocupantes. Esses resultados destacam a importância de considerar a distribuição dos cuidados nos desfechos de maior prevalência com a PA, tanto para estudantes de instituições públicas como privadas

    Endothelial Wall Thickness, Cardiorespiratory Fitness And Inflammatory Markers In Obese And Non-obese Adolescents.

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    Increased carotid intima-media thickness (c-IMT) is considered a marker of early-onset atherosclerosis and it has been found in obese children and adolescents, but the risk factors associated with this population remain to be elucidated. To compare and verify the relationship between c-IMT, metabolic profile, inflammatory markers, and cardiorespiratory fitness in obese and non-obese children and adolescents. Thirty-five obese subjects (19 boys) and 18 non-obese subjects (9 boys), aged 10-16 years, were included. Anthropometry, body composition, blood pressure, maximal oxygen consumption (VO2max), and basal metabolic rate were evaluated. Serum glucose, insulin, homeostasis model assessment of insulin resistance (HOMA-IR), blood lipids, C-reactive protein (CRP), and adiponectin were assessed. c-IMT was measured by ultrasound. The results showed that c-IMT, triglycerides, insulin, HOMA-IR, and CRP values were significantly higher in the obese group than in the non-obese group, and high-density lipoprotein cholesterol (HDL-c), adiponectin, and VO2max values were significantly lower in the obese group than in the non-obese group. The c-IMT was directly correlated with body weight, waist circumference, % body fat, and HOMA-IR and inversely correlated with % free fat mass, HDL-c, and VO2max. Our findings show that c-IMT correlates not only with body composition, lipids, insulin resistance, and inflammation but also with low VO2max values in children and adolescents.1847-5

    Endothelial wall thickness, cardiorespiratory fitness and inflammatory markers in obese and non-obese adolescents

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    Background: Increased carotid intima-media thickness (c-IMT) is considered a marker of early-onset atherosclerosis and it has been found in obese children and adolescents, but the risk factors associated with this population remain to be elucidated. Objective : To compare and verify the relationship between c-IMT, metabolic profile, inflammatory markers, and cardiorespiratory fitness in obese and non-obese children and adolescents. Method : Thirty-five obese subjects (19 boys) and 18 non-obese subjects (9 boys), aged 10-16 years, were included. Anthropometry, body composition, blood pressure, maximal oxygen consumption (VO2max), and basal metabolic rate were evaluated. Serum glucose, insulin, homeostasis model assessment of insulin resistance (HOMA-IR), blood lipids, C-reactive protein (CRP), and adiponectin were assessed. c-IMT was measured by ultrasound. Results: The results showed that c-IMT, triglycerides, insulin, HOMA-IR, and CRP values were significantly higher in the obese group than in the non-obese group, and high-density lipoprotein cholesterol (HDL-c), adiponectin, and VO2max values were significantly lower in the obese group than in the non-obese group. The c-IMT was directly correlated with body weight, waist circumference, % body fat, and HOMA-IR and inversely correlated with % free fat mass, HDL-c, and VO2max. Conclusions : Our findings show that c-IMT correlates not only with body composition, lipids, insulin resistance, and inflammation but also with low VO2max values in children and adolescents

    Efeito do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) nos fatores cardiometabólicos e na atividade enzimática da butirilcolinesterase (BChE) em adolescentes obesos

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    Orientadora: Profª Dra. Neiva LeiteCoorientadora: Profª Dra. Lupe Furtado-AleTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Defesa : Curitiba, 07/07/2017Inclui referências: p.80-97Área de concentração: Exercício e EsporteResumo: A obesidade está associada aos fatores de risco cardiometabólicos na população infantojuvenil, como as dislipidemias e a maior atividade da enzima butirilcolinesterase (BChE), que pode contribuir para o desenvolvimento da aterosclerose na fase adulta. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) sobre a atividade da butirilcolinesterase (BChE) e fatores de risco cardiometabólicos em adolescentes obesos. Participaram deste estudo 48 adolescentes obesos, sendo 29 meninos e 19 meninas, divididos por sorteio em grupo intervenção com HIIT (GHIIT, n=34; 11,78±1,82 anos de idade) e grupo controle (GC, n=14; 12,29±2,33 anos de idade). Inicialmente e após 12 semanas foram avaliadas: massa corporal (MC), estatura, índice de massa corporal (IMC), IMC escore-z (IMCz), circunferência abdominal (CA), relação cintura-estatura (RCEst), percentual de gordura (%GC), glicemia em jejum (GLIC), triglicerídeos (TG), colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade-colesterol (LDL-c), lipoproteína de alta densidadecolesterol (HDL-c) e atividade da BChE. A espessura médio-intimal (EMI) da artéria carótida foi mensurada por meio de exame ultrassonográfico de alta resolução na parede posterior do vaso e bilateralmente. Também foram avaliadas a pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), frequência cardíaca de repouso (FCrep), frequência cardíaca máxima (FCmáx) e o consumo máximo de oxigênio (VO2máx). O programa constou de três fases compostas por exercícios de aquecimento, exercícios de HIIT na modalidade de corrida/caminhada em uma quadra poliesportiva, com intensidades intercaladas de 100% e 50% da frequência cardíaca de reserva, e ao final a fase de resfriamento. Cada sessão totalizou 45 minutos, realizadas três vezes por semana em dias alternados, durante 12 semanas. A análise estatística foi realizada pelos testes Anova One-Way e Mann-Whitney, tamanho do efeito (ES) e Anova de modelos mistos considerando significante p<0,05. A permanência ao programa atingiu 90% dos participantes durante as 12 semanas de HIIT. Na fase inicial, os meninos apresentaram valores médios maiores na idade, MC, estatura, IMC-z, CA, RCEst, %GC, PAS e PAD quando comparados às meninas, porém as características clínicas, bioquímicas e de aptidão cardiorrespiratória foram semelhantes entre os sexos. Após a intervenção houve redução significativa no CT (ES: 0,33), HLD-c (ES: 0,37), PAD (ES: 0,67), BChE (ES: 0,33) e FCrep (ES:0,22) no GHIIT. Entretanto, o GC apresentou aumento da PAD (ES: 0,27), BChE (ES: 0,81) e FCrep (ES: 0,52). Após 12 semanas de acompanhamento, apesar da manutenção do IMC em ambos os grupos, foram verificadas reduções em alguns fatores de risco cardiometabólicos no GHIIT e aumento do risco no GC. Conclui-se que o programa regular de atividades físicas do tipo HIIT proporciona benefícios à saúde e redução da atividade da BChE, mesmo em situações de manutenção dos parâmetros antropométricos. Enquanto que a falta de atividade física pode acarretar piora de marcadores clínicos e aumento da atividade da BChE em adolescentes obesos. As modificações na BChE expressaram sensibilidade à presença ou ausência ao programa de atividade física regular, portanto, sugere-se que a atividade da BChE possa ser utilizada no controle e acompanhamento clínico em adolescentes obesos. Palavras-chave: obesidade, fatores de risco cardiovasculares, BChE, metabolismo, adolescentes, exercício.Abstract: Obesity is associated with cardiometabolic risk factors in the child and adolescent population, such as dyslipidemia and increased activity of the butyrylcholinesterase enzyme (BChE), which may contribute to the development of adult atherosclerosis. The objective of this study was to evaluate the effect of high intensity interval training (HIIT) on butyrylcholinesterase activity (BChE) and cardiometabolic risk factors in obese adolescents. Thirty-eight obese adolescents, 29 boys and 19 girls, divided by lot in the intervention group with HIIT (GHIIT, n = 34, 11.78 ± 1.82 years of age) and control group (CG, n = 14; 12.29 ± 2.33 years of age). Initially and after 12 weeks, body mass (BM), height, body mass index (BMI), BMI z-score (BMI-z), waist circumference (WC), waist-height ratio (WHR), fat of percentage (%FAT), total cholesterol (TC), lowdensity lipoprotein (LDL-c), high-density lipoprotein-cholesterol (HDL-c) of BChE. The medial-intimal thickness (MIT) of the carotid artery was measured by means of highresolution ultrasonographic examination on the posterior wall of the vessel and bilaterally. Systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), resting heart rate (HRres), maximum heart rate (HRmax) and maximal oxygen consumption (VO2max) were also evaluated. The program consisted of three phases consisting of warm-up exercises, HIIT exercise in a walking / running mode on a multi-sport court, with intercalated intensities of 100% and 50% of reserve heart rate, and at the end of the cooling phase. Each session totaled 45 minutes, performed three times a week on alternate days, for 12 weeks. Statistical analysis was performed by Anova One-Way and Mann-Whitney tests, effect size (ES) and Anova of mixed models considering significant p <0.05. The stay in the program reached 90% of the participants during the 12 weeks of HIIT. In the initial phase, BM, height, BMI, WC, WHR, %FAT, SBP and DBP presented higher mean values in boys compared to girls, but the clinical, biochemical and cardiorespiratory fitness characteristics were similar between the sexes. After the intervention there was a significant reduction in TC (ES: 0.33), HLD-c (ES: 0.37), DBP (ES: 0.67), BChE (ES: 0.33) and HRres 0.22) in the GHIIT. However, the CG presented increased DBP (ES: 0.27), BChE (ES: 0.81) and HRres (ES: 0.52). After 12 weeks of follow-up, despite the maintenance of BMI in both groups, there were reductions in some cardiometabolic risk factors in GHIIT and increased risk in the CG. It is concluded that the regular program of physical activities of the type HIIT provides health benefits and reduction of BChE activity, even in situations of maintaining anthropometric parameters. While the lack of physical activity may lead to worsening of clinical markers and increased activity of BChE in obese adolescents. The changes in BChE expressed sensitivity to the presence or absence of the regular physical activity program, therefore, it is suggested that BChE activity can be used in the control and clinical follow-up of obese adolescents. Keywords: obesity, cardiovascular risk factors, BChE, metabolism, adolescents, exercise

    CURRÍCULO, CULTURA ESCOLAR E DISCIPLINAMENTO

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    Esse texto aborda de maneira sucinta os debates sobre as estratégias de disciplinamento dos indivíduos na escola, e como essa instituição se constituiu na conjuntura social moderna, num instrumento modelador de comportamentos, idéias e valores. Seu objetivo é evidenciar como os processos de condicionamento e legitimação de padrões sociais têm sido fatores relevantes na construção da cultura escolar. Idéias acerca das estratégias de controle construídas pela escola serão trazidas para a discussão sobre o tema. O texto está organizado em dois momentos: o primeiro faz um delineamento da construção da escola moderna como instrumento disciplinador, socialmente utilizado para direcionar o imaginário social e cultural de grupos inteiros. O segundo expõe alguns pontos estratégicos da escola, bem como algumas das táticas aí utilizadas para disciplinar as práticas, os discursos e os sujeitos, fazendo de sua cultura interna um lugar no qual se produzem linguagens, símbolos e comportamentos sociais próprios do ambiente escolar na atualidade, mas que tendem a se estender às formas sociais que estão além de seus muros

    Aterosclerose subclínica e marcadores inflamatórios em crianças e adolescentes obesos e não obesos Atherosclerosis subclinical and inflammatory markers in obese and nonobese children and adolescents

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    OBJETIVO: Realizou-se revisão sistemática sobre espessamento médio-intimal (EMI) e marcadores inflamatórios, comparou-se EMI por metanálise e analisou-se a correlação entre EMI e variáveis inflamatórias em crianças e adolescentes obesos e não obesos. FONTES DOS DADOS: Buscaram-se artigos nas bases de dados Pubmed, Bireme e Science Direct, nos anos de 2000 a 2010, com as seguintes palavras-chave em inglês: "obesity", "adolescents", "atherosclerosis" e "child", sendo utilizados em duas combinações: obesity+adolescents+atherosclerosis e obesity+child+atherosclerosis. Utilizou-se meta-análise para comparar EMI entre obesos e não obesos. SINTESE DOS DADOS: Selecionou-se criteriosamente 16 artigos para análise final. Houve diferença da espessura de EMI entre obesos e não obesos em 12 estudos, confirmada pela meta-análise. Os obesos apresentaram concentrações de proteína C-reativa mais elevada em 13 artigos analisados (p We conducted a systematic review of intima-media thickness(IMT) and inflammatory markers, compared IMT and identified by meta-analysis related to EMI and inflammatory variables in obese and non-obese children and adolescents. We searched for articles in databases Pubmed, Bireme and Science Direct, during years 2000 to 2010, with the following key words in English: "obesity", "adolescents", "atherosclerosis" and "child ", They were used in two combinations: obesity + adolescents + atherosclerosis + child + obesity and atherosclerosis. We used meta-analysis to compare IMT between obese and non-obese patients. We carefully selected 16 articles for final analysis. There were differences in the thickness of IMT between obese and non-obese patients in 12 studies, confirmed by meta-analysis. Obese patients had concentrations of C-reactive protein higher in 13 articles analyzed (p < 0.05) and lower adiponectin levels in 4 (p < 0.05). In general, obese men had lower concentrations of adiponectin and higher values of IMT and C-reactive protein than non-obese men, showing the relationship between obesity and early inflammatory process. We concluded that there is a relationship of obesity with increased IMT and changes in concentrations of inflammatory markers in this phase
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