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    Fatores associados à não adesão aos antirretrovirais em adultos com AIDS nos seis primeiros meses da terapia em Salvador, Bahia, Brasil

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    O controle da replicação viral é essencial na terapia antirretroviral altamente potente (TARV) e a adesão ao tratamento é o fundamento para esse controle. Fatores individuais e externos influenciam a adesão aos antirretrovirais (ARV). Estudo transversal para investigar fatores associados à não adesão à TARV, em indivíduos com AIDS em Salvador, Bahia, Brasil, com idade ≥ 13 anos e primeira prescrição em 2009. Dados coletados em prontuários e registros da farmácia. Dos 216 pacientes, 65,3% eram homens; idade média 37,8 ± 9,5 anos, solteiros 67,9%; heterossexuais 64%; > 8 anos de estudo 65,3%, etilistas 61,5% e não relatou tabagismo 75,1% ou uso de drogas 93,7%. Iniciaram a TARV com TCD4+ < 350 células/mm3 94%, 61,8% sintomáticos e 68,4% apresentaram reação adversa ao medicamento. Prevalência de não adesão 25%. Variáveis associadas: maior tempo entre o diagnóstico de infecção pelo HIV e a AIDS (aOR = 3,9), reação adversa ao medicamento (aOR = 2,4), idade menor que 34 anos (aOR = 2,2), menos que 8 anos de estudo (aOR = 2,2) e uso de drogas (aOR = 2,6). A alta taxa de não adesão é um problema importante nos seis primeiros meses da TARV

    Common Mental Disorders: socio-demographic and pharmacotherapy profile

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    OBJECTIVE: this study reports an association between Common Mental Disorders and the socio-demographic and pharmacotherapy profiles of 106 patients cared for by a Primary Health Care unit in the interior of São Paulo, Brazil. METHOD: this is a cross-sectional descriptive exploratory study with a quantitative approach. Structured interviews and validated instruments were used to collect data. The Statistical Package for Social Science was used for analysis. RESULTS: The prevalence of Common Mental Disorders was 50%. An association was found between Common Mental Disorders and the variables occupation, family income, number of prescribed medications and number of pills taken a day. Greater therapy non-adherence was observed among those who tested positive for Common Mental Disorders. CONCLUSION: this study's results show the importance of health professionals working in PHC to be able to detect needs of a psychological nature among their patients and to support the implementation of actions to prevent the worsening of Common Mental Disorders

    Adesão à terapia antiretroviral para HIV/AIDS

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    A não-adesão à terapêutica antiretroviral altamente eficaz (HAART) é considerada, no plano individual, como um dos mais ameaçadores perigos para a efetividade do tratamento da pessoa com HIV/aids e para a disseminação de vírus-resistência, no plano coletivo. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar, mediante revisão de literatura, os fatores de risco para não-adesão à HAART, além de agrupá-los e relacioná-los à pessoa em tratamento, à doença, ao tratamento e ao serviço de saúde e suporte social. A literatura aponta para a necessidade da realização de estudos que avaliem aspectos socioculturais, crenças, qualidade do serviço prestado, relações do cliente com a equipe multiprofissional e outros referentes à raça e aos efeitos colaterais dos anti-retrovirais. Estes estudos visam a favorecer o estabelecimento de estratégias que melhorem a adesão dos clientes à HAART, ao mesmo tempo em e que contribuem para a construção e exercício da cidadania

    Adesão às consultas e ao tratamento medicamentoso de pacientes em ensaios clínicos randomizados da indústria

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    Estudo de coorte histórico que avaliou a taxa adesão dos pacientes de ensaios clínicos randomizados (ECR) da indústria farmacêutica na área de cardiologia às consultas de seguimento e ao tratamento medicamentoso. Estudo conduzido na unidade de pesquisa de cardiologia de um hospital público e universitário em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A adesão foi considerada como ≥ a 80%. Foram revisados os registros de sete ECR (120 prontuários). Verificou-se que 117 (97%) pacientes apresentaram adesão às visitas de seguimento ≥ a 80%; 83,3% dos pacientes apresentaram taxa de adesão ≥ 80% à medicação do estudo; a mediana do número de comprimidos ingeridos entre os pacientes com boa adesão foi de 175 (72-500) e entre os pacientes com menor adesão foi de 500 (500-962). Estes resultados indicam que pacientes em estudos com seguimento mais longo e maior número de comprimidos apresentam prejuízo na adesão

    Pacientes vivendo com HIV/AIDS e coinfecção tuberculose: dificuldades associadas à adesão ou ao abandono do tratamento

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    Pesquisa realizada em Fortaleza-CE, entre março e abril de 2011, com o objetivo de identificar as dificuldades que influenciam a adesão ou o abandono do tratamento de tuberculose em pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Estudo qualitativo, com informações coletadas por meio de entrevista semiestruturada aplicada a pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e coinfecção tuberculose. Utilizamos o discurso do sujeito coletivo para a análise dos resultados. Os pacientes relataram dificuldades relacionadas aos aspectos socioeconômicos, ao estilo de vida e ao uso da medicação. O uso de álcool e o consumo de drogas ilícitas surgiram como fatores que levam a episódios de interrupção do processo terapêutico da doença. Concluímos que as barreiras relacionadas aos aspectos sociais, econômicos e ao estilo de vida são mais difíceis de serem enfrentadas para uma adesão continuada ao tratamento, tornando necessário o papel desempenhado pelos profissionais da saúde, apoiado por políticas públicas e sociais mais resolutivas.
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