Cuadernos Chilenos de Historia de la Educación (CCHE)
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    “Rebelión en la ciudadela universitaria”: el movimiento estudiantil reformista de los años sesenta en la Universidad Técnica Federico Santa María, y el derrocamiento del clan Edwards

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    The 1966 academic year at the Universidad Técnica Federico Santa María began with a major student strike in protest against the strict regulations and a system of governance led by Agustín Edwards Eastman, regarded as authoritarian and monarchical. Years of accumulated student discontent culminated the following year in an extended strike and occupation of university facilities, which lasted six months and intensified demands for profound reforms. The lack of satisfactory responses from university authorities further deepened the conflict, prompting the intervention of the National Congress and the government of Eduardo Frei Montalva, ultimately resulting in the drafting of new statutes for the university. This process marked the beginning of university reform at the institution and the definitive departure of the Edwards clan from its administration as of 1968. Through the examination of archival records from the period and the testimonies of some of its key actors, this study seeks to reconstruct and analyze the main milestones of this historic student mobilization, which significantly reshaped the course of this regional university with a scientific and technological focus.El año académico de 1966, en la Universidad Técnica Federico Santa María, comenzó con una importante huelga estudiantil en protesta contra las estrictas normas y un sistema de gobierno encabezado por Agustín Edwards Eastman, considerado como autoritario y monárquico. El descontento estudiantil, acumulado durante años, generó en 1967 una extensa huelga y toma de las dependencias universitarias, que se prolongó por seis meses e impulsó la demanda de profundas reformas. La falta de respuestas satisfactorias por parte de las autoridades universitarias agudizó el conflicto, lo que provocó la intervención del Congreso Nacional y del gobierno de Eduardo Frei Montalva, y concluyó con la redacción de nuevos estatutos para la universidad. Este proceso marcó el inicio de la reforma universitaria en la institución, y la salida definitiva del clan Edwards de su administración a partir de 1968. A través de la revisión de archivos de la época y el testimonio de algunos de sus protagonistas, este estudio busca reconstruir y comprender los principales hitos de esta histórica movilización estudiantil, que transformó sustancialmente el rumbo de esta universidad regional de enfoque científico-tecnológico.O ano acadêmico de 1966 na Universidad Técnica Federico Santa María começou com uma grande greve estudantil em protesto contra as regras rígidas e um sistema de governo liderado por Agustín Edwards Eastman que era considerado autoritário e monárquico. O descontentamento estudantil que havia se acumulado ao longo dos anos levou a uma ampla greve e à tomada dos prédios da universidade no ano seguinte, que durou seis meses e gerou demandas por reformas abrangentes. A falta de respostas satisfatórias por parte das autoridades universitárias exacerbou o conflito, o que levou à intervenção do Congresso Nacional e do governo de Eduardo Frei Montalva, concluindo com a elaboração de novos estatutos para a universidade. Esse processo marcou o início da reforma universitária na instituição e a saída definitiva do clã Edwards de sua administração em 1968. Por meio da análise de arquivos da época e do testemunho de alguns de seus protagonistas, este estudo busca reconstruir e compreender os principais marcos dessa histórica mobilização estudantil, que transformou substancialmente o curso dessa universidade regional com foco científico-tecnológico

    As dimensões de Hacer. O resgate editorial de uma experiência cultural, pedagógica e política no litoral argentino (1967-1970)

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    Hacer. Publicación mensual para maestros (Rosario, 1967-1970) represents a singular editorial experience within the field of Argentine pedagogical press. Created by teachers from the Litoral region amid a context of growing educational conflict and censorship, its proposal combined disciplinary updates, didactic reflection, aesthetic design, and political commitment. This article analyzes the magazine from a situated perspective, drawing on the archival, material, and visual turns, and proposes a reading of Hacer as a pedagogical, cultural, and affective artifact. Based on the analysis of its 15 issues —preserved in the archive of Biblioteca Vigil— the study examines three core dimensions: the trajectories of the editorial team; the graphic materiality and modes of circulation, and the magazine’s strategies of interpellation its readership. The findings reveal how Hacer aimed to transform public education and professional teaching culture from a position shaped by tensions of class, academic formation, and aesthetic sensitivity. The figure of the teacher-reader evoked by the magazine embodies these tensions: one who was expected to be both a refined and updated reader, a reflective practitioner, and a political subject —offering an alternative stance against technocracy, silence, and the fragmentation of teaching work. La revista Hacer. Publicación mensual para maestros (Rosario, 1967-1970) constituye una experiencia editorial olvidada dentro del campo de la prensa pedagógica argentina. Elaborada por docentes del litoral en un contexto de creciente conflictividad educativa y censura ideológica, su singular propuesta combinó actualización disciplinar, reflexión didáctica, diseño estético y compromiso político. Este artículo analiza la revista desde una perspectiva situada, articulando aportes del giro archivístico, material y visual, y propone su abordaje como artefacto pedagógico, cultural y afectivo. A partir del análisis de sus 15 números —conservados en el archivo histórico de la Biblioteca Vigil de Rosario—, se examinan tres ejes: las trayectorias del equipo editorial; la materialidad gráfica y su circulación, y las formas de interpelación al lectorado. El estudio muestra cómo Hacer buscó integrarse a un proceso de renovación de la educación pública y de la cultura profesional docente, sin escapar a múltiples atravesamientos de clase, generacional y propios de un capital cultural. La figura del maestro convocado encarna esas tensiones: alguien que debía, a la vez, ser un lector refinado y actualizado, un actor reflexivo y un sujeto político dispuesto a abrirse camino en un gesto alternativo a la tecnocracia, el autoritarismo y la fragmentación deltrabajo docente.A revista Hacer. Publicación mensual para maestros (Rosário, 1967-1970) constitui uma experiência editorial esquecida dentro do campo da imprensa pedagógica argentina. Criada por docentes do litoral em um contexto de crescente agitação educacional e censura ideológica, sua proposta singular combinou atualização disciplinar, reflexão didática, design estético e compromisso político. Este artigo analisa a revista a partir de uma perspectiva situada, articulando contribuições do giro arquivístico, material e visual, e propõe sua abordagem como artefato pedagógico, cultural e afetivo. A partir da análise de seus 15 números —conservados no arquivo histórico da Biblioteca Vigil de Rosário— examinam-se três eixos: as trajetórias da equipe editorial; a materialidade gráfica e sua circulação; e as formas de interpelação ao leitorado. O estudo mostra como Hacer buscou se integrar a um processo de renovação da educação pública e da cultura profissional docente, sem escapar de múltiplos atravessamentos de classe, geracionais e próprios de um capital cultural. A figura do professor convocado encarna essas tensões: alguém que devia, ao mesmo tempo, ser um leitor refinado e atualizado, um ator reflexivo e um sujeito político disposto a abrir caminho em um gesto alternativo à tecnocracia, ao autoritarismo e à fragmentação do trabalho docente

    Paraná taught to Children: Eurocentric and Racial Narratives in Regional Textbooks from Paraná (1903-1996)

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    Este artigo examina como as autoridades políticas e educacionais do Paraná, um estado no sul do Brasil, apoiaram a produção de manuais didáticos regionais. Esses livros contribuíram para a invenção e difusão do ideário do "Paraná europeu" —uma narrativa historiográfica que defendia que fatores geográficos, etnográficos e culturais tornaram o Paraná um "estado europeu" e "branco", distinto de outras regiões brasileiras, construído sobre um "território vazio"—. Essa construção discursiva, que romantiza a colonização europeia e minimiza a presença indígena e negra, perpetuou-se por quase um século, moldando a percepção do Paraná veiculada nos livros didáticos. Alteridades não-europeias são estereotipadas, ocultadas ou minimizadas. Analisamos um conjunto de manuais didáticos, apoiados por autoridades e distribuídos nas escolas oficiais: O Paraná e o Brasil (1903), de Sebastião Paraná; Pequena história do Paraná (1953), de Cecília Westphalen; A Abelhinha estuda história do Paraná (1969), de Renée Swain, e Histórias do cotidiano paranaense (1996), de Maria Auxiliadora Schmidt. Investigamos as relações entre a operação historiográfica, o campo político, intelectual e educacional, e como os sujeitos históricos (europeus, indígenas, negros) são representados. A análise evidencia diferentes estágios e propósitos na escrita da história, revelando ambiguidades, contradições, e permanências na representação de um Paraná forjado como europeu.Este artículo examina cómo las autoridades políticas y educativas de Paraná, un estado al sur de Brasil, respaldaron la producción de manuales didácticos regionales. Estos libros contribuyeron a la invención y difusión del ideario del "Paraná europeo" —una narrativa historiográfica que defendía que factores geográficos, etnográficos y culturales convirtieron a Paraná en un "estado europeo" y "blanco", distinto de otras regiones brasileñas y edificado sobre un "territorio vacío"—. Esta construcción discursiva, que romantiza la colonización europea y minimiza la presencia indígena y negra, se perpetuó durante casi un siglo, configurando la percepción de Paraná vehiculada en los libros de texto. Las alteridades no europeas son estereotipadas, ocultadas o minimizadas. Se analiza un conjunto de manuales didácticos, apoyados por autoridades y distribuidos en escuelas oficiales: O Paraná e o Brasil (1903), de Sebastião Paraná; Pequena história do Paraná (1953), de Cecília Westphalen; A Abelhinha estuda história do Paraná (1969), de Renée Swain, e Histórias do cotidiano paranaense (1996), de Maria Auxiliadora Schmidt. Se investigan las relaciones entre la operación historiográfica, el ámbito político, intelectual y educativo, y cómo son representados los sujetos históricos (europeos, indígenas, negros). El análisis evidencia diferentes etapas y propósitos en la escritura de la historia, revelando ambigüedades, contradicciones y permanencias en la representación de un Paraná forjado como europeo.This article examines how the political and educational authorities of Paraná, a state in southern Brazil, supported the production of regional textbooks. These books contributed to the invention and dissemination of the "European Paraná" ideology —a historiographical narrative that argued geographical, ethnographic, and cultural factors rendered Paraná a "European" and "white" state, distinct from other Brazilian regions, and constructed upon a "vacant territory." This discursive construction, which romanticizes European colonization and minimizes indigenous and black presence, persisted for nearly a century, shaping the perception of Paraná as conveyed in textbooks. Non-European alterities are stereotyped, concealed, or minimized. We analyze a set of textbooks, supported by authorities and distributed in official schools: O Paraná e o Brasil (1903), by Sebastião Paraná; Pequena história do Paraná (1953), by Cecília Westphalen; A Abelhinha estuda história do Paraná (1969), by Renée Swain, and Histórias do cotidiano paranaense (1996), by Maria Auxiliadora Schmidt. We investigate the relationships among the historiographical operation, the political, intellectual, and educational fields, and how historical subjects (Europeans, indigenous peoples, black individuals) are represented. The analysis reveals different stages and purposes in historical writing, uncovering ambiguities, contradictions, and continuities in the representation of a Paraná forged as European

    La necesidad de un nuevo sistema de educación pública para Venezuela. Ideas pedagógicas de Francisco Michelena y Rojas (1801-1876)

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    El presente artículo explora las ideas pedagógicas de Francisco Michelena y Rojas (1801-1876) en el contexto de la construcción del sistema educativo venezolano a partir de 1830. Metodológicamente, se analiza una edición completa del periódico Reformas Legales de 1837, que contiene las opiniones de Michelena sobre la educación, la instrucción popular, la organización del sistema educativo y el papel del Estado en el desarrollo económico. En su pensamiento destacan ideas pedagógicas relevantes para la educación en el contexto de la modernidad y su propuesta de un nuevo sistema educativo que incluya la instrucción primaria, secundaria técnica y superior, adaptado a las necesidades del país. Además, se examinan sus planteamientos sobre la educación de las mujeres y la necesidad de enseñar en lengua materna, así como sus críticas a la educación tradicional y su defensa de las escuelas técnicas, donde se apliquen los conocimientos científicos a la industria. Se argumenta que Michelena veía la ignorancia como la principal causa del atraso en las naciones americanas, y que la educación era esencial para el desarrollo y el progreso social. Siendo una primera aproximación a las ideas pedagógicas del autor, se abre un campo de reflexión y estudio respecto a las ideas pedagógicas que configuran los sistemas de instrucción pública en el siglo XIX venezolano y latinoamericano.The article explores the pedagogical ideas of Francisco Michelena y Rojas (1801-1876) in the context of the construction of the Venezuelan educational system from 1830 onwards. Methodologically, the study is based on the analysis of a complete edition of Reformas Legales of 1837, examining Michelena's views on education, popular instruction, the organisation of the educational system and the role of the state in economic development. His thought highlights pedagogical ideas relevant to education in the context of modernity. The study highlights his proposal for a new educational system that would include primary, secondary technical and higher education, adapted to the needs of the country. It also examines his approaches to women's education and the need to teach in the mother tongue, as well as his criticisms of traditional education and his advocacy of technical schools where scientific knowledge is applied to industry. It is argued that Michelena saw ignorance as the main cause of backwardness in American nations and that education was essential for development and social progress. Being a first approach to the author's pedagogical ideas, it opens a field of reflection and study regarding the pedagogical ideas that shape the systems of public instruction in the Venezuelan and Latin American 19th century.O artigo explora as ideias pedagógicas de Francisco Michelena y Rojas (1801-1876) no contexto da construção do sistema educativo venezuelano a partir de 1830. Metodologicamente, o estudo baseia-se na análise de uma edição completa das Reformas Legales de 1837, examinando as opiniões de Michelena sobre a educação, a instrução popular, a organização do sistema educativo e o papel do Estado no desenvolvimento económico. O seu pensamento destaca ideias pedagógicas relevantes para a educação no contexto da modernidade. O estudo destaca a sua proposta de um novo sistema educativo que inclui o ensino primário, secundário, técnico e superior, adaptado às necessidades do país. Examina também as suas abordagens à educação das mulheres e à necessidade de ensinar na língua materna, bem como as suas críticas ao ensino tradicional e a sua defesa de escolas técnicas onde o conhecimento científico é aplicado à indústria. Defende-se que Michelena via a ignorância como a principal causa do atraso das nações americanas e que a educação era essencial para o desenvolvimento e o progresso social. Sendo uma primeira abordagem às ideias pedagógicas do autor, abre-se um campo de reflexão e estudo sobre as ideias pedagógicas que enformam os sistemas de instrução pública no século XIX venezuelano e latino-americano

    Educação, memória e interculturalidade: Trajetória e reflexões com Sergio González Miranda

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    Sergio González Miranda holds a degree in Sociology from the University of Chile and a Master's degree in Urban and Regional Development Planning from the Pontifical Catholic University of Chile. He also has a postgraduate degree in Social Sciences from the Latin American Faculty of Social Sciences (FLACSO), a PhD in American Studies with a specialization in International Relations from the University of Santiago, Chile, and a PhD in Education from the Christian Humanist Academy University. He has been the lead researcher on various projects for the National Commission for Science and Technology (CONICYT) and the National Fund for Scientific and Technological Research (FONDECYT). After receiving the National History Award from the Ministry of Education in 2014, he was recognized as an Illustrious Son of Iquique, and later joined the CONICYT Council (2017) and the Humanities Committee of the National Accreditation Commission of Chile (CNA). He has published several articles in specialized journals and books in his three areas of expertise: cross-border relations, saltpeter mining, and education. He has also served as a professor and academic at the University of Tarapacá in the cities of Iquique and Arica.Sergio González Miranda es sociólogo por la Universidad de Chile y magíster en Planificación del Desarrollo Urbano y Regional por la Pontificia Universidad Católica de Chile. Además, cuenta con un postgrado en Ciencias Sociales de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO), es doctor en Estudios Americanos con mención en Relaciones Internacionales por la Universidad de Santiago de Chile y doctor en Educación por la Universidad Academia de Humanismo Cristiano. Ha sido investigador responsable de diversos proyectos de la Comisión Nacional de Ciencia y Tecnología (CONICYT) y del Fondo Nacional de Investigación de Desarrollo Científico y Tecnológico (FONDECYT). Luego de recibir el Premio Nacional de Historia por el Ministerio de Educación, en 2014, fue reconocido como Hijo Ilustre de Iquique, para después integrar el Consejo de CONICYT (2017) y el Comité de Humanidades de la Comisión Nacional de Acreditación de Chile (CNA). Ha publicado diversos artículos en revistas especializadas y libros en sus tres áreas de especialización: relaciones transfronterizas, minería del salitre y educación. También, se ha desempeñado como profesor y académico de la Universidad de Tarapacá, en las ciudades de Iquique y Arica. La siguiente entrevista al doctor González Miranda se enfoca en su producción historiográfica y en sus aportes al campo de la educación chilena, especialmente, a la producida en el norte del país. Esperamos que este ejercicio se convierta en una oportunidad para fortalecer la historia de la educación, al tiempo que buscamos reconocer a quienes ya no nos acompañan, como el profesor Iván Núñez y tantos otros/as, que desde la académica o el campo han hecho de la educación una vocación y un oficio.Sergio González Miranda é sociólogo pela Universidade do Chile e mestre em Planejamento do Desenvolvimento Urbano e Regional pela Pontifícia Universidade Católica do Chile. Além disso, possui pós-graduação em Ciências Sociais pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), é doutor em Estudos Americanos com menção em Relações Internacionais pela Universidade de Santiago do Chile e doutor em Educação pela Universidade Academia de Humanismo Cristão. Foi pesquisador responsável por diversos projetos da Comissão Nacional de Ciência e Tecnologia (CONICYT) e do Fundo Nacional de Pesquisa em Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FONDECYT). Depois de receber o Prêmio Nacional de História pelo Ministério da Educação, em 2014, foi reconhecido como Filho Ilustre de Iquique, para depois integrar o Conselho da CONICYT (2017) e o Comitê de Humanidades da Comissão Nacional de Acreditação do Chile (CNA). Publicou diversos artigos em revistas especializadas e livros em suas três áreas de especialização: relações transfronteiriças, mineração de salitre e educação. Também atuou como professor e acadêmico da Universidade de Tarapacá, nas cidades de Iquique e Arica

    Educar para a nação: jornais escolares e o projeto de nacionalização em Santa Catarina (décadas de 1930-1940)

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    From the 1930s onward, school newspapers, along with other auxiliary associations, were prescribed to schools by the Department of Education of Santa Catarina. Especially during the Estado Novo (1937-1945), these practices became key instruments of the nationalization project under way since the late nineteenth century. Above all through school newspapers, agricultural clubs, and pro–national language leagues, the use of the Portuguese language and civic and moral values were promoted, aiming to teach children —especially those of German and Italian descent— to become “Brazilian”. This article analyzes both the context in which these newspapers were produced and the narratives about school life published in their pages. Texts signed by students, though under teachers’ supervision, reveal writing and reading practices that help to understand the nationalization project through school culture. The study is part of broader research on school newspapers, funded by CNPq and FAPESC, which has already catalogued more than 1,300 titles produced between 1895 and 1975. These periodicals form part of Brazil’s educational historical heritage. They are memories of past subjects and school practices, describing classes, books, festivities and tributes. The narratives show how school, political and historical cultures intersect, revealing both adherence to and distance from future projects conceived in other times.A partir de la década de 1930, los periódicos escolares, junto con otras asociaciones auxiliares, fueron prescritos a las escuelas por el Departamento de Educación de Santa Catarina. Principalmente durante el Estado Novo (1937-1945), tales prácticas se convirtieron en instrumentos fundamentales del proyecto de nacionalización en marcha desde finales del siglo XIX. Sobre todo, a través de los periódicos escolares, los clubes agrícolas y las ligas pro lengua nacional, se difundía el uso del idioma portugués y los valores cívicos y morales, con el propósito de enseñar a los niños —especialmente a los descendientes de inmigrantes alemanes e italianos— a convertirse en “brasileños”. Este artículo analiza el contexto de producción de esos periódicos y las narrativas sobre la vida escolar difundidas en sus páginas. Los textos firmados por estudiantes, aunque bajo supervisión docente, muestran prácticas de escritura y lectura que permiten comprender el proyecto de nacionalización a través de la cultura escolar. El estudio forma parte de una investigación más amplia sobre periódicos escolares, financiada por el CNPq y la FAPESC, que ya ha inventariado más de 1.300 títulos elaborados entre 1895 y 1975. Estos periódicos integran el patrimonio histórico-educativo nacional. Son memorias de sujetos y prácticas escolares del pasado que describen clases, libros, festividades y homenajes. Las narrativas evidencian cómo las culturas escolar, política e histórica se entrecruzan, revelando adhesiones y distanciamientos de proyectos de futuro concebidos en otros tiempos.A partir da década de 1930, jornais escolares junto a outras associações auxiliares, foram prescritos às escolas pelo Departamento de Educação de Santa Catarina. Principalmente no Estado Novo (1937-1945), tais práticas converteram-se em instrumentos fundamentais do projeto de nacionalização em curso desde o final do século XIX. Sobretudo por meio dos jornais, dos clubes agrícolas e das ligas pró-língua nacional, difundiam-se o uso da língua portuguesa e valores cívicos e morais, com o objetivo de ensinar as crianças, especialmente descendentes de imigrantes alemães e italianos, a se tornarem “brasileiras”. Este artigo analisa o contexto de produção desses jornais e as narrativas sobre o cotidiano escolar veiculadas em suas páginas. Textos assinados por estudantes, ainda que sob controle docente, mostram práticas de escrita e leitura que permitem compreender o projeto de nacionalização a partir da cultura escolar. O estudo integra uma pesquisa mais ampla sobre jornais escolares, financiada pelo CNPq e pela FAPESC, que já inventariou mais de 1.300 títulos elaborados entre 1895 e 1975. Esses periódicos integram o patrimônio histórico-educativo nacional. São memórias de sujeitos e práticas escolares do passado, com descrições de aulas, livros, festividades e homenagens. As narrativas evidenciam como as culturas escolar, política e histórica se entrecruzam, revelando adesões e distanciamentos de projetos de futuro concebidos em outros tempos

    Os Congressos Pan-americanos de Educação Física como lugar de produção de uma educação física (1943-1950)

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    The Pan-American Congress of Physical Education held its first edition in 1943, bringing together representatives from various countries and institutions interested in discussing and proposing directions for the development of Physical Education across the continent. Focusing on its structure and functioning as the main axis of analysis, this study aims to examine the Pan-American Congresses of Physical Education as a site for the production of knowledge in this field, through its first three editions —Brazil (1943), Mexico (1946), and Uruguay (1950)—. The research draws on an extensive set of sources, including the Congress Proceedings, Theme Studies, and the Boletín of the Asociación de Profesores de Educación Física of Argentina, among others. The results indicate that the congresses operated as spaces for the production and circulation of knowledge in Physical Education, where exchanges among American countries contributed to shaping practices and conceptions that transcended national borders, consolidating a transnational character of Physical Education.El Congreso Pan-americano de Educación Física tuvo su primera edición en 1943, y reunió a representantes de diversos países e instituciones interesados en debatir y proponer caminos para la constitución de una educación física en el continente. Tomando como eje de análisis su estructura y funcionamiento, este estudio tiene como objetivo analizar los Congresos Pan-americanos de Educación Física como un espacio de producción de una educación física en sus tres primeras ediciones —Brasil (1943), México (1946) y Uruguay (1950)—. Como fuentes, se utilizó un conjunto amplio de documentos —memorias del congreso, estudios del temario, el Boletín de la Asociación de Profesores de Educación Física de Argentina, entre otros—. Como resultado, fue posible observar que los congresos funcionaron como espacios de producción y circulación de saberes en educación física, en los cuales el intercambio entre países americanos contribuyó a conformar prácticas y concepciones que trascendieron fronteras, consolidando una educación física de carácter transnacional.O Congresso Pan-americano de Educação Física teve sua primeira edição em 1943, e reuniu representantes de diversos países e instituições interessados em debater e propor caminhos para a constituição de uma educação física no continente. Tomando como eixo de análise sua estrutura e funcionamento, esse estudo tem como objetivo analisar os Congressos Pan-americanos de Educação Física como lugar de produção de uma Educação Física, em suas três primeiras edições —Brasil (1943), México (1946) e Uruguai (1950)—. Como fontes, utilizei um conjunto extenso de documentos —memórias do congresso; estudos de temário; Boletín de la Asociación de Profesores de Educación Física da Argentina; entre outros—. Como resultado, foi possível perceber que os congressos funcionaram como espaços de produção e circulação de saberes em educação física, nos quais o intercâmbio entre países americanos contribuiu para formar práticas e concepções que ultrapassaram fronteiras, consolidando uma educação física de caráter transnacional

    Normalismo, educação social e manuais educacionais. Os caminhos para a legitimidade do normalista Luis C. Infante (Lima, 1905-1950)

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    This research examines the figure of the normalista —the teacher trained in normal schools— as an intellectual, using Luis C. Infante as a case study. It analyzes how the teaching profession and educational renewal operated as mechanisms of intellectual and professional legitimization within a context of increasing social demand and expectation surrounding education. Drawing on pedagogical journals and the author’s published works, the study reconstructs the normalista field and its discursive configuration. It argues that the Peruvian normalista did not constitute an anomaly of modernity but was instead part of an emerging group of educational reformers in the first half of the twentieth century.Esta investigación examina la figura del normalista —el maestro formado en escuelas normales— como intelectual, utilizando a Luis C. Infante como caso de estudio. Analiza cómo la profesión docente y la renovación educativa funcionaron como mecanismos de legitimación intelectual y profesional en un contexto de creciente demanda y expectativa social en torno a la educación. Basándose en revistas pedagógicas y en las obras publicadas por el autor, el estudio reconstruye el campo normalista y su configuración discursiva. Sostiene que el normalista peruano no constituía una anomalía de la modernidad, sino que formaba parte de un grupo emergente de reformadores educativos en la primera mitad del siglo XX.Esta investigação examina a figura do normalista —o professor formado em escolas normais— como intelectual, utilizando Luis C. Infante como caso de estudo. Analisa como a profissão docente e a renovação educativa funcionaram como mecanismos de legitimação intelectual e profissional num contexto de crescente procura e expectativa social em torno da educação. Com base em revistas pedagógicas e nas obras publicadas pelo autor, o estudo reconstrói o campo normalista e a sua configuração discursiva. Defende que o normalista peruano não constituía uma anomalia da modernidade, mas fazia parte de um grupo emergente de reformadores educacionais na primeira metade do século XX

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