Paraná taught to Children: Eurocentric and Racial Narratives in Regional Textbooks from Paraná (1903-1996)

Abstract

Este artigo examina como as autoridades políticas e educacionais do Paraná, um estado no sul do Brasil, apoiaram a produção de manuais didáticos regionais. Esses livros contribuíram para a invenção e difusão do ideário do "Paraná europeu" —uma narrativa historiográfica que defendia que fatores geográficos, etnográficos e culturais tornaram o Paraná um "estado europeu" e "branco", distinto de outras regiões brasileiras, construído sobre um "território vazio"—. Essa construção discursiva, que romantiza a colonização europeia e minimiza a presença indígena e negra, perpetuou-se por quase um século, moldando a percepção do Paraná veiculada nos livros didáticos. Alteridades não-europeias são estereotipadas, ocultadas ou minimizadas. Analisamos um conjunto de manuais didáticos, apoiados por autoridades e distribuídos nas escolas oficiais: O Paraná e o Brasil (1903), de Sebastião Paraná; Pequena história do Paraná (1953), de Cecília Westphalen; A Abelhinha estuda história do Paraná (1969), de Renée Swain, e Histórias do cotidiano paranaense (1996), de Maria Auxiliadora Schmidt. Investigamos as relações entre a operação historiográfica, o campo político, intelectual e educacional, e como os sujeitos históricos (europeus, indígenas, negros) são representados. A análise evidencia diferentes estágios e propósitos na escrita da história, revelando ambiguidades, contradições, e permanências na representação de um Paraná forjado como europeu.Este artículo examina cómo las autoridades políticas y educativas de Paraná, un estado al sur de Brasil, respaldaron la producción de manuales didácticos regionales. Estos libros contribuyeron a la invención y difusión del ideario del "Paraná europeo" —una narrativa historiográfica que defendía que factores geográficos, etnográficos y culturales convirtieron a Paraná en un "estado europeo" y "blanco", distinto de otras regiones brasileñas y edificado sobre un "territorio vacío"—. Esta construcción discursiva, que romantiza la colonización europea y minimiza la presencia indígena y negra, se perpetuó durante casi un siglo, configurando la percepción de Paraná vehiculada en los libros de texto. Las alteridades no europeas son estereotipadas, ocultadas o minimizadas. Se analiza un conjunto de manuales didácticos, apoyados por autoridades y distribuidos en escuelas oficiales: O Paraná e o Brasil (1903), de Sebastião Paraná; Pequena história do Paraná (1953), de Cecília Westphalen; A Abelhinha estuda história do Paraná (1969), de Renée Swain, e Histórias do cotidiano paranaense (1996), de Maria Auxiliadora Schmidt. Se investigan las relaciones entre la operación historiográfica, el ámbito político, intelectual y educativo, y cómo son representados los sujetos históricos (europeos, indígenas, negros). El análisis evidencia diferentes etapas y propósitos en la escritura de la historia, revelando ambigüedades, contradicciones y permanencias en la representación de un Paraná forjado como europeo.This article examines how the political and educational authorities of Paraná, a state in southern Brazil, supported the production of regional textbooks. These books contributed to the invention and dissemination of the "European Paraná" ideology —a historiographical narrative that argued geographical, ethnographic, and cultural factors rendered Paraná a "European" and "white" state, distinct from other Brazilian regions, and constructed upon a "vacant territory." This discursive construction, which romanticizes European colonization and minimizes indigenous and black presence, persisted for nearly a century, shaping the perception of Paraná as conveyed in textbooks. Non-European alterities are stereotyped, concealed, or minimized. We analyze a set of textbooks, supported by authorities and distributed in official schools: O Paraná e o Brasil (1903), by Sebastião Paraná; Pequena história do Paraná (1953), by Cecília Westphalen; A Abelhinha estuda história do Paraná (1969), by Renée Swain, and Histórias do cotidiano paranaense (1996), by Maria Auxiliadora Schmidt. We investigate the relationships among the historiographical operation, the political, intellectual, and educational fields, and how historical subjects (Europeans, indigenous peoples, black individuals) are represented. The analysis reveals different stages and purposes in historical writing, uncovering ambiguities, contradictions, and continuities in the representation of a Paraná forged as European

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Last time updated on 17/12/2025

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