Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    The final metaphysics of Leibniz and the question of the idealism

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    nuloA questão da natureza e do sentido de um "idealismo leibniziano" encontra-se, já há vinte anos, no centro de um grande debate nos estudos leibnizianos, principalmente anglo-saxões. A conepção mais consequente e mais radical desse idealismo foi exposta por Robert Merrihew Adams (Leibniz, Determinist, Theist, Idealist, 1994): " o princípio mais fundamental da metafísica de Leibniz é que não há nada mais nas coisas que substâncias simples e, nelas, as percepções e as apetições". (p. 217). Esse debate encontra um outro sobre o reconhecimento de períodos na formação da metafísica leibniziana e sobre o ponto de vista que permite dar conta desses períodos da maneira mais adequada: expressão constante de um "Sistema de Leibniz" invariável em suas teses e sua estrutura, ou, antes, pesquisa aberta na qual a invenção concentual não se fecha nunca em uma fórmula sistemática única? Com efeito, mesmo aqueles que quiseram reconhecer um período de "anos intermediários" (Daniel Garber), durante o qual Leibniz não teria aderido ao idealismo, geralmente concederam que a última metafísica, aquela que se desenvolve propriamente segundo a tese monadológica, está, finalmente, bem caracterizada por essa adesão. Proponho-me desenvolver os seguintes argumentos: 1. Do ponto de vista genético, a tese monadológica responde originariamente à exigência de um funamento da realidade dos corpos. 2. O desenvolvimento da metafísica leibniziana do último período (depois de 1700) não dispensam a caracterização de uma verdadeira "substância corporal". 3. É a especificação do que chama de "organismo" que impede Leibniz de deixar a última palavra a um idealismo tal como o que se atribui a ele. Se há idealismo, é preciso entendê-lo em outro sentido.La question de la nature et du sens d´un "idéalisme leibnizien" s trouve, depuis plus d´une vingtaine d´années, au centre d´un grand débat dans les études leibniziennes, principalement anglo-saxonnes. La conception la plus conséquence et la plus radicale d´un tel idéalisme a été exposée par Robert Merrihew Adams (Leibniz, Determinist, Theist, Idealist, 1994): "Le principe le plus fondamental de la métaphysique de Leibniz est que íl n´ya rien dá autre dans les choses que les substances simples et, en elles, les perceptions et les appétitions". Cela signifie que les corps, qui ne sont pas des substances simples, peuvent seulemente être construits à partir des substances simples et de leurs propriétés de perception et d´appétition". Ce débat en rencontre un autre, qui porte sur la reconnaissance de périodes dans la formation de la métaphysique leibnizienne et sur le point de vue qui permet d´en rendre compte de la façon la plus adéquate: expression constante d´un <> invariant dans ses théses et sa structure, ou plutôt recherche ouverte où l´invention conceptuelle ne se referme jamais sur un formule systématique unique? En effet, ceux-là même qui ont voulu reconnaître une période des "années moyennes" (Daniel Garber), où Leibniz n´aurait pas adhéré à l´idéalisme, on généralement concédé que la dernière métaphysique, celle qui se déploie proprement selon la thèse monadologique, est bien caractérisée finalement par cette adhésion. Je me propose de développer les arguments suivants: 1. Du point de vue génétique, la thèse monadologique répond bien originellement à la requête d´un fondement de la réalité des corps. 2. Les dévelopments de la métaphysique leibnizienne de la dernière période (après 1700) ne donnent pas congé à la recherche de caractérisation d´une vraie "substance corporelle". 3. C´est spécificité de ce qu´il appelle l`"Organisme" qui lui est attibué. Si idéalisme il y a, il faut l´entendre en un autre sens

    Universality and symbolization in Leibniz

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    A partir da concepção de um racionalismo integral, em que vigora o ideal da plena demonstrabilidade segundo o paradigma identitário da verdade, configura-se em Leibniz a questão da universalidade, que seria enunciada com mais pertinência como a do determinismo universal. São dois aspectos de uma mesma questão: em primeiro lugar, a universalidade no sentido arquitetônico, correspondente à totalidade; em segundo lugar, a determinação absoluta do indivíduo singular. Tanto num caso quanto no outro, a plena determinação é inalcançável para a mente humana. Mas as operações simbólicas de determinação, permitem, de alguma maneira, contornar a impossibilidade de uma visão simultânea e articulada de todos os elementos de um composto e, assim, nos encaminham na direção de uma universalidade determinante. Os fundamentos, os procedimentos e os riscos aí envolvidos constituem o tema desse texto.Based on the conception of an integral rationalism, in which the ideal of a full demonstrability takes place according to the identitary paradigm of the truth, the question of universality is configured in Leibniz, which a would then be more pertinently enunciated as the subject of universal determinism. The following are two aspects of a single question: in the first place, universality in its architectural sense, corresponding to the totality; in the second place, the absolute determination of the singular individual. In one case as well as the orther, complete determination cannot be reached by the human mind. But symbolic determination operations allow, somehow, for the avoidance of the impossiblity of a simultaneous and articulate vision of all of the elements of a compound and, thus, we are lead in the direction of determinable universality. The fundaments, procedures and risks involved therein constitute the subject of this text

    Leibniz: expression and universal Characteristic

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    A crítica de Leibniz à prova a priori da existência de Deus, retomada de Anselmo por Descartes, resume-se à observação de que, antes de admitir a existência de um ser perfeitíssimo, é preciso provar a possibilidade d noção de um tal ser; e, para isso, é preciso mostrar a compatibilidade entre as perfeições divinas. A prova é correta, mas incompleta. Leibniz jamais completou essa prova, com exceção de um texto escrito em 1676, porque, para isso, precisaria lançar mão de sua Característica universal, cujos elementos seriam os pensamentos simples que exprimiriam as formas simples ou perfeições divinas. O projeto de criação de uma língua formal ou Característica universal, embora tenha permanecido inacabado, jamais foi abandonado por Leibniz. Todavia, ao delinear o projeto, Leibniz esclarece que a Característica explicaria com exatidão as verdades necessárias, mas não as verdades contingentes (as quais poderiam ser admitidas com alta probabilidade, mas não com exatidão). Ora, se fosse possível provar a compatibilidade entre as perfeições divinas,seria também necessário explicar como a incompatiblidade entre os mundos possíveis se origina dessa compatibilidade primordial; seria preciso explicar como o contingente nasce do interior do necessário.Leibniz´s criticism of the a priori proof of God´s existence, taken from Anselm by Descartes, is restricted to the observation that, before the existence of a perfect being may be admitted, one must prove the possiblity of the notion of such a beiing, which, in turn, requires a demonstration of the compatibility between divine perfections. The proof is correct, but incomplete. Leibniz never completed this proof, except for a text written in 1676, since, to manage that, he would have to employ his universal Characteristic, the elements of which would be the simple thoughts expressing the simple forms, or divine perfections. The project to creat a forma language, or universal Characteristic, was never abndoned by Leibniz, even thought it was to remain unfinished. However, in outlining the project, he clearly states that the Characteristic would accurately explain the necessary truths, but not the contingent truths (which could be admitted with a high degree of probability but not with exactness). If it were possible to prove the compatibility between divine perfections, it would also be necessary to explain how to explain how the incompatibility between possible worlds stems from this primordial compatibility, and how the contingent originates from within the necessary. Our hypothesis is that the apparent failure of the Characteristic project and the lack of understanding of the relationship between necessity and contingency results in a theory of expression that, in opposition to the clarity of intuition, reserves a place for the confuse and the obscure

    Spinoza´s philosophy beyond the body-machine: the parallelism in question

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    Pretendemos analisar alguns trechos da ètica para buscar compreender uma célebre indagação espinosana: o que pode um corpo? Tradicionalmente, é a mente que governa o corpo. Tudo o que surge como criação ou inovação segue-se de uma ação da mente sobre o corpo. Não sendo este mais do que o lugar das relações necessárias, mecânicas ou, ainda pior, o lugar dos pecados, a liberdade não viria senão da sujeição do corpo pela mente. Esta não seria ativa senão na medida em que aquele fosse passivo. Com Espinosa, esse tradicional ponto de vista é inteiramente invertido e é esta inversão que acaba por dar sentido à questão "o que pode um corpo?". Com Espinoza, corpo e mente deverão ser ativos juntos ou passivos juntos. O corpo ocupa um lugar proeminente. Será ele também capaz de criação. Será ele um dos fulcros da liberdade. Eis o trabalho que procuramos empreender neste artigo. E, se muito já se escreveu sobre como, no século XVII, o corpo deixa de ser o lugar das doenças e pecados para tornar-se o lugar das relações necessárias e mecânicas, a inovação espinosana está justamente em ir para além do corpo-máquina. Contudo, o alcance desta empresa está estreitamente vinculado a certa tradição de comentadores que defendem o paralelismo na relação corpo e mente. A reflexão acerca do paralelismo faz-se portanto necessário para compreender como o sentido desta indagação espinosana suscita o desvelamento de todo um horizonte que se abre, finalmente, para o corpo e a liberdade.We intend to analyze some passages from Ethics in order to understanding a renowned Spinozian quote: what´s a body capable of? Traditionally, the mind has dominion over the body. Everything which becomes real through creation or innovation comes from an action of the mind over the body. The body being nothing more than the field of necessary and mechanical relations, or worse, the place of sins, freedom would come by the subjection of the body the mind. The mind could not be active unless the body were passive. For Spinoza, this traditional point of view ins completely inverted, and, based on this inversion, we can figure out the meaning of the quote: "what´s a body capable of?" According to Spinoza, body and mind must be active or passive together. The body has a prominent role. It´s also capable of creating. It is one of the fulcrums of freedom as well. That is what we intend to discuss in the present article. And, if much has been written on how, in the XVII century, the body ceases to be the place of sickness and of sins to become the place of necessary and mechanical relations, the innovation in Spinoza consists precisely in going beyond the body-machine concept. However, the reach of this undertaking is closely linked to a certain tradition of commentators who defend paralelism in the relation between body and mind. The reflection upon parallelism is, therefore, necessary for the understanding of how the meaning of the Spinozan quote brings forth the unfolding of a whole new horizon, which lays open, at long last, for both body and freedom

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    Divine goodness and contingency on Leibniz

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    Em sua correspondência com Arnaud, Leibniz mostra como o recurso à vontade divina é fundamental para garantir o espaço da contingência no interior de uma metafísica que não permite a indeterminação. No entanto, ainda resta perguntar se a bondade divina, uma das perfeições incluídas na noção de Deus, não torna necessário aquilo que Leibniz chamara de contingente. Por isso faremos um exame da concepção leibniziana de vontade divina, sobretudo a distinção entre vontade antecedente e vontade consequente, visando determinar até que ponto a bondade divina (entendida como vontade perfeitíssima) implica ou não um necessitarismo universal.In his correspondence with Arnauld, Leibniz shows us how the appeal to the divine will is fundamental to guarantee a space to contingency in a metaphysics that does not allow indetermination. Nevertheless, we must stil aks if divine goodness, one of the perfections included in the notion of God, does not render necessary what Leibniz had called contingent. This is why we will examine Leibniz´s notion of divine will, especially the distinction between antecedent and consequent will, intending to determine in which measure divine goodness (understood as the most perfect will) implies or not a universal ncessitarism

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