Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    Servitude and organization: An approximation of Spinoza and critical organizational studies

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    The objective of this article is to relate Spinoza’s thought to critical organizational studies, using the servitude in organizations as a guide. To accomplish this, we analyze Spinoza’s thought and discuss the relationship between his ontology and political approach to understand relevant themes to critical studies, as freedom and servitude. This article contributes to a discussion, analyzing the oxymoron of voluntary servitude, and it anchors itself in Spinoza’s thought to understand critically the relationship between company and person in contemporary organizations, establishing a resistance to the domination and totalitarianism of neoliberalism.O objetivo deste artigo é o de aproximar o pensamento espinosano dos estudos organizacionais críticos, tendo como fio condutor a servidão nas organizações. Para tanto, analisamos o pensamento de Espinosa e discutimos o entrelaçamento de sua ontologia e de sua abordagem política para se compreender temas caros aos estudos críticos, como a liberdade e a servidão. O artigo, além de problematizar o voluntário do oximoro da servidão voluntária, realiza uma ancoragem no pensamento espinosano para compreender criticamente a relação indivíduo-empresa nas organizações contemporâneas, configurando-se como resistência à dominação e ao totalitarismo do modelo neoliberal

    Spinoza and the sky

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    The present text examines some of Spinoza’s references to astronomical phenomena, based on the ontological connections that various scholars and historians, from Bayle to Jacobi, have made between his thought and that of Giordano Bruno — particularly regarding the issue of pantheism. Spinoza’s thought, as well as optics, teaches that the infinite is not a harmony and that the infinite substance (the infinite power to produce infinite things in infinite modes) does not house one world below the moon and another above it, but rather only one indeterminate and open world. It proposes to conceive Spinozism as a “crossroads” between sky and earth, which does not sacrifice the science of celestial phenomena to the science of affections, nor the latter to the former.O texto discorre sobre algumas referências feitas por Espinosa aos fenômenos astronômicos, a partir de vínculos ontológicos efetuados por certos historiadores e estudiosos (desde Bayle a Jacobi) entre o pensamento espinosano e o de Giordano Bruno – em particular os elementos que se referem à questão do panteísmo. O pensamento de Espinosa, assim como a ótica, postula que o infinito não é uma harmonia e que a substância infinita (potência infinita de produzir infinitas coisas em infinitos modos) abrigaria um mundo sob a lua e outro acima, mas apenas um mundo único, indeterminado e aberto. Propõe-se uma concepção do espinosismo como uma “encruzilhada” entre céus e terra, que não submete a ciência dos fenômenos celestes à ciência dos afetos, nem esta àquela.El presente texto recorre algunas referencias de Spinoza a los fenómenos astronómicos, a partir de vinculaciones (ontológicas) que algunos estudiosos e historiadores desde Bayle y Jacobi han realizado entre su pensamento y el de Giordano Bruno - en particular la referida a la cuestión del panteísmo. El pensamiento de Spinoza, así como la óptica, enseñan que el infinito no es una armonía, y que la sustancia infinita (potencia infinita de producir infinitas cosas en infinitos modos) no aloja un mundo bajo la luna y otro sobre ella, sino solo uno indeterminado y abierto. Se propone concebir al spinozismo como “encrucijada” entre el cielo y la tierra, que no sacrifica la ciencia de los fenómenos celestes a la ciencia de los afectos, ni ésta a aquella

    Divine law and human law in Spinoza’s Theological-Political Treatise

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    Este artigo pretende examinar os primeiros parágrafos do capítulo 4 do Tratado teológico-político de Espinosa para compreender o conceito espinosano de Lei, com especial interesse nas noções de lei divina e lei humana. A análise parte do sentido absoluto de lei, como determinação necessária, que se divide em leis dependentes da necessidade da natureza da coisa e leis dependentes da decisão humana, e mostrará como o segundo tipo de lei é ontologicamente absorvido pelo primeiro, ao mesmo tempo em que guarda sua importância do ponto de vista imaginário.This article aims to examine the first paragraphs of Chapter 4 of Spinoza\u27s Theological-Political Treatise to understand the Spinozian concept of Law, with a special interest in the notions of divine law and human law. The analysis starts from the absolute sense of law, as necessary determination, which is divided into laws dependent on the necessity of nature and laws dependent on human decision, and will show how the second type of law is ontologically absorbed by the first, while still retaining its importance from an imaginary standpoint

    Pascal e a aposta: tradução do fragmento "Infinito Nada" e de alguns fragmentos correlatos

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    Tradução do fragmento "Infinito Nada" e de alguns fragmentos correlatos dos Pensamentos de Pascal.

    Poderia o riso emendar a tristeza?

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    Trata-se de pensar o riso (enquanto expressão da hilaritas) como uma possível maneira de operar a emendatio espinosana, no sentido de dispor o corpo e a mente, por um treino e instrução propiciados a partir de uma articulação de afetos alegres, ao fortalecimento e manutenção crescentes de sua potência de agir. No entanto, por que escolhemos o riso, aparentemente uma manifestação mais física da hilaridade, como o ponto privilegiado de análise? Tal escolha se justifica através da interpretação fornecida por Henri Bergson em seus ensaios sobre o cômico. Enquanto censura satírica e ato de correção, o riso observado pelo filósofo francês contemporâneo visa restaurar a espontaneidade dos sujeitos alijados da duração e da intuição do mundo. Recuperar essa criatividade intuitiva de princípio – que se correlaciona com o conceito espinosano de felicidade, escopo do Tratado da Emenda do Intelecto, mas que se cumpre efetivamente na Ética – é o objetivo de nosso estudo.This article focuses on laughter (as an expression of hilaritas) as a possible way to operate the Spinozan emendatio, in the sense of arranging the body and mind, through training and instruction provided by a confluence of joyful affects, towards the strengthening and growing maintenance of their capacity to act. However, why did we choose laughter, seemingly a more physical manifestation of hilarity, as the privileged point of analysis? This choice is justified through the interpretation provided by Henri Bergson in his essays on the comic. As satirical censure and an act of correction, the laughter observed by the French contemporary philosopher aims to restore the spontaneity of subjects that are detached from the duration and intuition of the world. To recover this intuitive creativity — which correlates with Spinoza’s concept of happiness, the scope of the Treatise on the Emendation of the Intellect, which is effectively fulfilled in the Ethics—is the goal of our study

    History in Spinoza through the confrontation of six readings

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    To deal with the theme of History in Spinoza, we compared six readings, defining conveniences, differences and oppositions between them, in order to explain the relevance, scope and difficulties of this theme. We observe that the relation between metaphysics and history is the common basis of the considered readings, with their reciprocal differences to be measured from the different conceptions of this relation. By this criterion, we divided the authors into two groups: Cassirer, Strauss and Gueroult separated metaphysics and history in Spinoza; Matheron, Althusser and Negri link them. We spent more time reading Negri, because, among these readers, the Italian philosopher took further the proposition according to which History – in his terms, as the production of the real and as the ontology of the social – is at the heart of this philosophy and, therefore, constitutes it. Our basic argument, however, involves highlighting that none of these interpretations satisfactorily discerned the accordance, in Spinoza’s philosophy, between the geometric and historical methods, or even between metaphysics and the interpretation of experience.Para abordar o tema da História em Espinosa, confrontamos seis leituras, definindo conveniências, diferenças e oposições entre elas, de maneira a explicitar a pertinência, o alcance e as dificuldades desta temática. Observamos que a relação entre metafísica e história é a base comum das leituras consideradas, com suas diferenças recíprocas a se medir desde as distintas concepções desta relação. Por este critério, dividimos os autores em dois grupos: Cassirer, Strauss e Gueroult separaram metafísica e história em Espinosa; Matheron, Althusser e Negri as vinculam. Demoramo-nos mais na leitura de Negri, pois, entre estes leitores, é aquele que levou mais longe a proposta segundo a qual a História – em seus termos, como produção do real e como ontologia do social – está no cerne desta filosofia e, portanto, a constitui. Nosso argumento de fundo, entretanto, passa por destacar que nenhuma destas interpretações discerniu a contento a conveniência, na filosofia de Espinosa, entre os métodos geométrico e histórico, ou, ainda, entre metafísica e interpretação da experiência

    Editar os Pensamentos de Pascal: considerações históricas e análise da edição de Alain Cantillon

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    The posthumous discovery of Blaise Pascal’s writings on Christianity posed a challenge for his family and friends: how should these writings be edited? The present work makes a brief inquiry into this challenge and offers an overview of the main editions of Pascal’s Pensées since the Seventeenth century, including that of Allain Cantillon, published in 2023. The purpose of the present work, therefore, encompasses the following steps: (I) some historical remarks concerning the task of editing Pensées, (II) an overview of its main editions, and finally (III and IV) a description and analysis of Cantillon’s editorial proposal.A descoberta póstuma de escritos de Blaise Pascal tratando da religião cristã colocou um desafio a seus familiares e amigos: como editá-los? O presente artigo pretende realizar um estudo desse desafio e elaborar um quadro amplo das principais edições realizadas desde o século XVII, incluindo-se a edição de Allain Cantillon publicada em 2023. O propósito do presente artigo se subdivide, portanto, nos seguintes passos: (I) considerações históricas sobre a tarefa de editar os Pensamentos, (II) panorama das principais edições e, por fim, (III e IV) descrição e análise da proposta editorial de Alain Cantillon

    O que fazer do que somos?

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    Resenha de: Luís César Guimarães Oliva, Natureza e graça em Blaise Pascal, São Paulo, Paulus, 2023

    The government of the passions: Encounters and disagreements between Descartes and Spinoza

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    This article aims to explore the similarities and differences between Descartes and Spinoza\u27s views on governing the passions. The analysis will draw on articles from the Passions of the Soul to support the Cartesian perspective that the will should control the passions by the guidance of reason. As a counterpoint, this text will focus on propositions 7, 8, and 14 of part IV of Spinoza\u27s Ethics. These propositions suggest moderating the force of the affects based on the power of the mind itself, which is also presented as affectivity. Through a critique of Descartes, Spinoza\u27s innovations will be explored, particularly his studies on the affects and passions.O objetivo deste artigo é explicitar alguns pontos de aproximação e divergência entre Descartes e Espinosa no que diz respeito ao governo das paixões. Para tanto, utilizaremos alguns artigos do Tratado das paixões, que fundamentarão a análise cartesiana de império da vontade sobre as paixões a partir da condução da razão. Como contraponto, trataremos principalmente das proposições 7, 8 e 14 da parte IV da Ética de Espinosa, na medida em que propõem uma moderação da força dos afetos baseada na própria potência da mente, que se apresenta também enquanto afetividade. Dessa forma, a partir de uma crítica a Descartes, será possível constatar as inovações de Espinosa, principalmente por seus estudos sobre os afetos e, portanto, sobre as paixões

    Labor and libido: Imperial processes of valuation in a spinozist landscape

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    Neste artigo, operamos metodologicamente dentro de uma paisagem mental spinozista, isto é, a partir das ideias de Spinoza, mas provocadas por ideias de outros pensadores. Nossa reflexão parte do questionamento da fórmula latina, retomada por Spinoza, segundo a qual os humanos tendem a fugir do labor para se entregar à libido. Nossa intenção é mostrar que essa tendência não é absoluta, mas relativa aos processos de valoração que, a partir do desejo, se estabelecem como experiência coletiva. Para tanto, investigamos os conceitos de império e de libido. E, com base nisso, buscamos compreender a oposição entre vida laboriosa e vida libidinosa, existente nos impérios capitalistas de tipo clássico-comercial e moderno-industrial, e sua surpreendente composição no império capitalista de tipo contemporâneo-neoliberal.In this article, we operate methodologically within a Spinozist mental landscape, that is, starting with Spinoza’s ideas, but instigated by the ideas of other thinkers. Our reflection begins by questioning the Latin formula, taken up by Spinoza, according to which humans have a tendency to avoid labor in favor of indulging in libido. Our intention is to show that this tendency is not absolute, but relative to the processes of valorisation that, based on desire, are established as a collective experience. To do this, we investigate the concepts of imperium and libido. On this basis, we seek to understand the opposition between labor and libidinous life that exists in the classical-commercial and modern-industrial capitalist imperia, and its surprising composition in the contemporary-neoliberal capitalist imperium

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