Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Doi
Abstract
The present text examines some of Spinoza’s references to astronomical phenomena, based on the ontological connections that various scholars and historians, from Bayle to Jacobi, have made between his thought and that of Giordano Bruno — particularly regarding the issue of pantheism. Spinoza’s thought, as well as optics, teaches that the infinite is not a harmony and that the infinite substance (the infinite power to produce infinite things in infinite modes) does not house one world below the moon and another above it, but rather only one indeterminate and open world. It proposes to conceive Spinozism as a “crossroads” between sky and earth, which does not sacrifice the science of celestial phenomena to the science of affections, nor the latter to the former.O texto discorre sobre algumas referências feitas por Espinosa aos fenômenos astronômicos, a partir de vínculos ontológicos efetuados por certos historiadores e estudiosos (desde Bayle a Jacobi) entre o pensamento espinosano e o de Giordano Bruno – em particular os elementos que se referem à questão do panteísmo. O pensamento de Espinosa, assim como a ótica, postula que o infinito não é uma harmonia e que a substância infinita (potência infinita de produzir infinitas coisas em infinitos modos) abrigaria um mundo sob a lua e outro acima, mas apenas um mundo único, indeterminado e aberto. Propõe-se uma concepção do espinosismo como uma “encruzilhada” entre céus e terra, que não submete a ciência dos fenômenos celestes à ciência dos afetos, nem esta àquela.El presente texto recorre algunas referencias de Spinoza a los fenómenos astronómicos, a partir de vinculaciones (ontológicas) que algunos estudiosos e historiadores desde Bayle y Jacobi han realizado entre su pensamento y el de Giordano Bruno - en particular la referida a la cuestión del panteísmo. El pensamiento de Spinoza, así como la óptica, enseñan que el infinito no es una armonía, y que la sustancia infinita (potencia infinita de producir infinitas cosas en infinitos modos) no aloja un mundo bajo la luna y otro sobre ella, sino solo uno indeterminado y abierto. Se propone concebir al spinozismo como “encrucijada” entre el cielo y la tierra, que no sacrifica la ciencia de los fenómenos celestes a la ciencia de los afectos, ni ésta a aquella
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