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    Produção de agroenergia e agricultura familiar : o caso do centro de formação e promoção de alimentos e bioenergia São Francisco de Assis - Santa Cruz do Sul, RS

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    Este trabalho analisa como a produção de agroenergia pelos agricultores familiares pode fortalecer a capacidade de agência dos mesmos, contribuindo com o processo de desenvolvimento rural. Mostra como - no contexto da sociedade de risco, de Ulrich Beck - iniciativas em torno da sustentabilidade emergem em um espectro internacional, onde a agroenergia constrói-se como alternativa. O Brasil destaca-se nesse cenário, com uma produção de etanol consolidada, e um recente programa governamental que dá forte incentivo à produção de biodiesel. Argumenta-se, contudo, que tais formas de produção não têm conseguido gerar bons resultados para agricultura familiar. À luz da Perspectiva Orientada ao Ator, defende-se que o Estado não é o único ator com exclusividade de projetos neste setor. Assim, através do Centro de Formação e Produção de Alimentos e Bioenergia São Francisco de Assis, localizado em Santa Cruz do Sul/RS, demonstra-se como os agricultores familiares produzem os agrocombustíveis de maneira integrada com alimentos, fortalecendo sua capacidade de agência na condução e promoção do desenvolvimento, em um processo marcado por diversas formas de resistência e busca por autonomia

    Agroenergy Production by Family Farmers: a contribution of “small” family enterprises to the “big” current problems

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    This paper addresses the agroenergy as a response to the self-confrontation with development and modernity side effects, in a risk society context. Brazil stands out in this scenario with a consolidated production of ethanol, and a recent program that encourages the biodiesel production. We argue, however, that such forms of production do not generate, necessarily, positive effects on rural development, neither socio-economically, neither environmentally. Nevertheless, agrofuel production experiences arise, headed by family farmers, which can be considered as a self-confrontation to side effects of the traditional Brazilian agroenergy model, based on large and modern monocultures. Through two initiatives in Rio Grande do Sul, we demonstrate how the family farmers make agrofuels in an integrated way with food, strengthening their agency capacity in promoting and driving rural development processes more sustainable. Thus, agroenergy arises as an alternative to diversify the family farm, contributing to the autonomy and the construction of social and economic reproduction strategies. Besides, it provides answers to environmental risks generated by modern society.Neste artigo, aborda-se a agroenergia como uma resposta à autoconfrontação com os efeitos colaterais do desenvolvimento e da modernidade em um contexto de sociedade de risco. O Brasil destaca-se neste cenário com uma produção consolidada de etanol, além do recente programa que incentiva a produção de biodiesel. Argumenta-se, contudo, que tais formas de produção não geram, necessariamente, efeitos positivos sobre o desenvolvimento rural, seja socioeconômica, seja ambientalmente. Neste sentido, emergem experiências de produção de agrocombustíveis, desencadeadas por agricultores familiares, que podem ser consideradas uma autoconfrontação aos efeitos colaterais do tradicional modelo brasileiro de agroenergia, baseado em grandes e modernas monoculturas. À luz de duas iniciativas da agricultura familiar no Rio Grande do Sul, pretende-se evidenciar como os agricultores familiares, ao produzirem agrocombustíveis de maneira integrada aos alimentos, fortalecem sua capacidade de agência na promoção e condução de processos de desenvolvimento rural mais sustentáveis. Desta forma, a agroenergia coloca-se como uma alternativa de diversificação à agricultura familiar, contribuindo para uma maior autonomia e para a construção de estratégias de reprodução social e econômica das famílias, além de oferecer respostas aos riscos ambientais gerados pela sociedade moderna.En este trabajo se aborda el tema de la agroenergía como una respuesta a la auto-confrontación con los efectos secundarios del desarrollo y de la modernidad en el contexto de la sociedad del riesgo. Brasil se destaca en este escenario con una producción de etanol consolidada, además del reciente programa que fomenta la producción de biodiesel. Se argumenta, sin embargo, que tales formas de producción pueden no generar efectos positivos en el desarrollo rural, sea en la economía, sea en el medio ambiente. En este sentido, emergen experiencias de producción de agrocombustibles, dirigidas por los agricultores, que pueden ser consideradas como una confrontación con los efectos secundarios de los grandes monocultivos modernos de base agrícola tradicionales de Brasil. A través de dos iniciativas en Rio Grande do Sul, se intenta mostrar cómo los agricultores familiares producen agrocombustibles de manera integrada a los alimentos, sin dejar de fortalecer su capacidad de agencia, para promover y conducir los procesos de desarrollo rural más sostenibles. Así, la agroenergía surge como una alternativa para diversificar la agricultura familiar, lo que contribuye a una mayor autonomía y a la construcción de estrategias de reproducción social y económica de las familias. Además, proporciona respuestas a los riesgos ambientales generados por la sociedad moderna.
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