56 research outputs found

    Experiência de infectologistas frente à morte e ao morrer de seus pacientes ao longo da epidemia de AIDS na cidade de São Paulo: estudo qualitativo

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    CONTEXT AND OBJECTIVE: With the emergence of the acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) in 1981, infectologists' care practices went through great changes. The objective of this study was to describe and analyze the experiences of infectologists in dealing with death and dying among their patients, over the course of the AIDS epidemic in the city of São Paulo. DESIGN AND SETTING: A qualitative approach was used. Twenty infectologists from five hospitals that treat human immunodeficiency virus (HIV)/AIDS patients in the municipality of São Paulo were interviewed. METHODS: The sample was formed through the snowball process. The sample size was determined using the saturation criterion. To analyze the material obtained from the interviews, the procedure of thematic analysis was used. This consisted of finding the core meaning relating to the study objective, within the set of materials obtained. RESULTS: Analysis of the material obtained from the interviews led to three main themes: 1. The initial context of AIDS and its impact on infectologists; 2. Modifications to the infectologists' attachments to patients after the introduction of highly active antiretroviral therapy (HAART); 3. Coping with death and dying. CONCLUSIONS: This study shows the importance of considering the distress, emotional overload and adaptive mechanisms relating to death and dying among patients, both in training and in professional practice.CONTEXTO E OBJETIVO: Com o surgimento da síndrome da imunodeficiência adquirida (aids), em 1981, os infectologistas passaram por grandes modificações em sua prática assistencial. Este estudo tem por objetivo descrever e analisar as vivências de médicos infectologistas frente à morte e ao morrer de seus pacientes ao longo da trajetória da epidemia de aids na cidade de São Paulo. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Adotou-se a abordagem qualitativa. Foram entrevistados 20 médicos infectologistas pertencentes a cinco instituições hospitalares que atendem portadores de vírus da imunodeficiência humana (HIV)/aids no município de São Paulo. MÉTODOS: A composição da amostra foi realizada pelo processo de snowball e o tamanho da amostra determinado pelo critério de saturação. Para a análise do material obtido nas entrevistas, foi utilizado o procedimento da análise temática, que consiste em descobrir os núcleos de sentido existentes no conjunto do material obtido e que têm relação com o objetivo do estudo. RESULTADOS: Da análise do material obtido nas entrevistas resultaram três eixos temáticos: 1. O contexto inicial da aids e o impacto vivido pelos infectologistas; 2. Modificações na vinculação com os pacientes depois da introdução da terapia antirretroviral potente (HAART); 3. Lidando com a morte e o morrer. CONCLUSÕES: O estudo aponta para a importância de considerar, tanto na formação como no exercício profissional, o sofrimento, a sobrecarga emocional e os mecanismos adaptativos relacionados à morte e o morrer de pacientes.Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Sexually-Transmitted Diseases-AIDS (STD-AIDS) Reference and Training CenterState Health Department of São Paulo Institute of HealthUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Department of PsychiatryUNIFESP, Department of PsychiatrySciEL

    Attitudes towards sources of tension during undergraduate medical education: an exploratory study of second and sixth-year students

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    Two random samples of medical students (50 each from the second and sixth years) were interviewed with the Scale of Attitudes Towards Sources of Tension During Medical School, which assesses four factors: psychological aspects and adaptation to medical school; career choice and characteristics of medical school; manifestations of dysfunctional behavior; personal health; and lifestyle. The students also answered open questions on their experience during undergraduate training. According to the scale, 24.1% of the interviewees were potentially subject to developing adaptive crises. The material obtained from analysis of the open questions allowed constructing two discourses, corresponding to second and sixth-year students, respectively. Based on an analysis of the quantitative and qualitative data, we discuss themes related to the second year (teaching/learning process, faculty's teaching practice, and grading) and sixth year (organization of hands-on experience with patients, admissions process for residency programs, and ethical aspects of medical practice). We comment on preventive measures and interventions on the basis of the themes developed in the discussion.A duas amostras randomizadas de 50 alunos do segundo e 50 do sexto ano médico foi aplicada a Escala de atitudes frente a algumas fontes de tensão do curso médico, que avalia quatro fatores: aspectos psicológicos e adaptação ao curso médico; escolha profissional e características do curso médico; manifestações de comportamento disfuncional; saúde pessoal e estilo de vida. Os alunos também responderam a questões abertas, que versavam sobre as experiências vivenciadas durante o curso de Medicina. Os dados oriundos da aplicação da escala revelaram que 24,1% dos estudantes pesquisados foram considerados potencialmente sujeitos a desenvolver crises adaptativas. O material obtido na análise das questões abertas permitiu a construção de dois discursos: o do aluno de segundo ano e o do aluno de sexto ano. A partir da análise dos dados quantitativos e dos qualitativos, são discutidos temas relacionados ao segundo ano (processo de ensino-aprendizagem, prática pedagógica dos docentes, avaliação da aprendizagem) e ao sexto ano (organização do trabalho assistencial, seleção para a residência médica, aspectos éticos das práticas assistenciais). Considerações sobre medidas preventivas e interventivas são apresentadas com base nos temas desenvolvidos na discussão.Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Instituto de SaúdeUNIFESPSciEL

    How mothers and educators perceive the care provided by daycare centers

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    OBJECTIVE: The objectives of this study were to (a) know how mothers of infants (0 to 2 years) perceived the care provided to their children by daycare centers and (b) know how educators perceived their roles in the care provided to infants and their families. METHODS: The quantitative approach to research was used together with the focus group technique. Five focus groups were conducted with mothers and two with educators from public daycare centers of the municipality of São Paulo. RESULTS: Three themes were identified in the material collected from the mothers: family relationship with the daycare center, care provided to the infant by the daycare center and the public policy on daycare. Among educators, the themes were: difficulties in the work routine, relationship with the infant's family, relationship with the coordinators of the daycare facility, professional training and starting a career. CONCLUSION: Since the mothers considered themselves privileged to be able to leave their infants in a free-of-charge daycare facility, they were not very demanding of the quality of care provided to their infants. What they value the most are the aspects associated with feeding, hygiene and administration of medications. Regarding the educators, there are many limitations in their working conditions, especially regarding the shortage of educators. The relationship between the educator and the family is ambiguous: sometimes the educators consider the mothers to be careless and irresponsible and sometimes longing for attention and help. Two issues deserve to be investigated in future researches: the relationship between the daycare centers and the health services and the working conditions of the educators.OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivos: a) conhecer as percepções de mães de crianças de zero a dois anos sobre os cuidados desenvolvidos pelas creches freqüentadas por seus filhos; b) conhecer as percepções das educadoras sobre o seu papel nos cuidados oferecidos às crianças e suas famílias. MÉTODOS: Foi utilizada a abordagem qualitativa de pesquisa, com aplicação da técnica do grupo focal. Foram realizados, em creches da Prefeitura do Município de São Paulo, cinco grupos focais com mães e dois com educadoras. RESULTADOS: No material obtido com as mães, foram identificados três eixos temáticos: relações da família com a creche; cuidados prestados à criança pela creche; creche enquanto política pública. Nos grupos das educadoras, os eixos foram: dificuldades dentro das rotinas de trabalho; relação educadora-família; relações com a coordenação da creche; inserção e capacitação profissional. CONCLUSÃO: As mães, por se considerarem privilegiadas em terem acesso às creches, apresentam baixa exigência com relação aos cuidados prestados. O que mais valorizam são os aspectos relacionados com alimentação, higiene e administração de medicamentos. Quanto às educadoras, há grandes limitações quanto às suas condições de trabalho, principalmente no que diz respeito ao pequeno número de profissionais. A relação educadora-família é ambígua: as educadoras ora consideram as mães omissas e irresponsáveis ora as consideram carentes e necessitadas de ajuda. São recomendadas futuras pesquisas sobre dois temas: a relação entre as creches e os serviços de saúde e as condições de trabalho das educadoras.Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública Departamento de Prática de Saúde PúblicaInstituto de Saúde Núcleo de Práticas de SaúdeUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Departamento de Pediatria Disciplina de NutrologiaUNIFESP, Depto. de Pediatria Disciplina de NutrologiaSciEL

    Preditores de qualidade de vida relacionada à saúde durante a residência médica em uma amostra randomizada e estratificada de médicos residentes

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    OBJECTIVE: To evaluate the quality of life during the first three years of training and identify its association with sociodemographicoccupational characteristics, leisure time and health habits. METHOD: A cross-sectional study with a random sample of 128 residents stratified by year of training was conducted. The Medical Outcome Study -short form 36 was administered. Mann-Whitney tests were carried out to compare percentile distributions of the eight quality of life domains, according to sociodemographic variables, and a multiple linear regression analysis was performed, followed by a validity checking for the resulting models. RESULTS: The physical component presented higher quality of life medians than the mental component. Comparisons between the three years showed that in almost all domains the quality of life scores of the second year residents were higher than the first year residents (p < 0.01). The mental component scores remained high for third year residents (p < 0.01). Predictors of higher quality of life were: second or third year of residency, satisfaction with the training program, sufficient time for leisure, and care of critical patients for less than 30 hours per week. CONCLUSION: The mental component of quality of life was the most impaired component, indicating the importance of caring for residents' mental health, especially during their first year and when they are overloaded with critical patients.OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida do médico residente durante os três anos do treinamento e identificar sua associação com as características sociodemográficas-ocupacionais, tempo de lazer e hábitos de saúde. MÉTODO: Foi realizado um estudo transversal com amostra randomizada de 128 residentes, estratificada por ano de residência. O Medical Outcome Study-Short Form 36 foi aplicado; as distribuições percentis dos domínios de qualidade de vida de acordo com variáveis sociodemográficas foram analisadas pelo teste de Mann-Whitney e regressão linear múltipla, bem como estudo de validação pós-regressão. RESULTADOS: O componente físico da qualidade de vida apresentou medianas mais altas do que o mental. Comparações entre os três anos mostraram que quase todos os domínios de qualidade de vida tiveram escores maiores no segundo do que no primeiro ano (p < 0,01); em relação ao componente mental observamos maiores escores no terceiro ano do que nos demais (p < 0,01). Preditores de maior qualidade de vida foram: estar no segundo ou terceiro ano, satisfeito com o treinamento, ter tempo suficiente para lazer e atender paciente critico por menos do que 30 horas semanais. CONCLUSÃO: O componente mental da qualidade de vida foi o mais prejudicado, indicando a importância do cuidado da saúde mental, especialmente durante o primeiro ano do treinamento, e quando eles estão sobrecarregados por pacientes críticos.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Department of PsychiatryNational Health Agency Department of PlanningDepartment of Health of the State of São PauloUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Department of PediatricsUNIFESP, Department of PsychiatryUNIFESP, Department of PediatricsSciEL

    Residência médica: fatores relacionados à dificuldade para ajudar na relação médico residente-paciente

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    CONTEXT AND OBJECTIVE: Previous studies have attempted to understand what leads physicians to label patients as 'difficult'. Understanding this process is particularly important for resident physicians, who are developing attitudes that may have long-term impact on their interactions with patients. The aim of this study was to distinguish between patients' self-rated emotional state (anxiety and depression) and residents' perceptions of that state as a predictor of patients being considered difficult. DESIGN AND SETTING: Cross-sectional survey conducted in the hospital of Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). METHODS: The residents completed a sociodemographic questionnaire and rated their patients using the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) and Difficulty in Helping the Patient Questionnaire (DTH). The patients completed HADS independently and were rated using the Karnofsky Performance Status scale. RESULTS: On average, the residents rated the patients as presenting little difficulty. The residents' ratings of difficulty presented an association with their ratings for patient depression (r = 0.35, P = 0.03) and anxiety (r = 0.46, P = 0.02), but not with patients' self-ratings for depression and anxiety. Residents from distant cities were more likely to rate patients as difficult to help than were residents from the city of the hospital (mean score of 1.93 versus 1.07; P = 0.04). CONCLUSIONS: Understanding what leads residents to label patients as having depression and anxiety problems may be a productive approach towards reducing perceived difficulty. Residents from distant cities may be more likely to find their patients difficultCONTEXTO E OBJETIVO: Estudos têm tentado compreender o que leva os médicos a rotularem pacientes como difíceis. Entender este processo é particularmente importante para os médicos residentes, que estão desenvolvendo atitudes que podem ter impacto a longo prazo em suas interaç ões com pacientes. O objetivo deste estudo foi de distinguir entre o estado emocional (ansiedade e depressão) auto-avaliado pelos pacientes e a percepção dos residentes desse estado, como preditor de pacientes serem considerados difíceis. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo transversal realizado no hospital da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). MÉTODOS: Os residentes responderam a um questionário sociodemográfico e pontuaram seus pacientes com a Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) e o Difficulty in Helping the Patient Questionnaire (DTH). Os pacientes completaram a HADS de forma independente e foram avaliados usando o Karnofsky Performance Status Scale. RESULTADOS: Em média, os residentes avaliaram seus pacientes como mobilizadores de pouca dificuldade. Os escores de dificuldade dos residentes apresentaram associação com os escores de depressão (r = 0.35, P = 0,03) e ansiedade (r = 0,46, P = 0,02) que atribuíram aos pacientes, mas não com os escores de ansiedade e depressão na auto-avaliação dos pacientes. Residentes provenientes de cidades distantes mostraram-se mais propensos a classificar os pacientes como difíceis de ajudar do que os residentes provenientes da mesma cidade do hospital (pontuação média de 1.93 versus 1.07, P = 0,04). CONCLUSÕES: Compreender o que leva os residentes a classificar pacientes como tendo problemas de ansiedade e depressão pode ser uma abordagem produtiva para reduzir a dificuldade percebida. Residentes de cidades distantes do local do hospital podem ser mais propensos a considerar seus pacientes como difíceisFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Department of PsychiatryHealth Department of the State of São Paulo Health InstituteJohns Hopkins Bloomberg School of Public Health Department of Health Policy and ManagementUNIFESP, Department of PsychiatrySciEL

    Attitudes toward relevant aspects of medical practice: a cross-sectional study with a random sample of second- and sixth-year students

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    This was a cross-sectional study with two random samples: 50 second-year and 50 sixth-year undergraduate medical students. An open-ended questionnaire was applied, in addition to a scale known as the Instrument for evaluating medical students' attitudes towards key aspects of medical practice (Colares, 2002). The scale contains 52 questions on: 1. Psychological and emotional aspects of physical and mental illness; 2. managing situations related to death; 3. primary healthcare; 4. aspects related to mental illness; 5. the physician's contribution to scientific progress in medicine; and 6. other aspects of medical work and health policies. The attitudes are categorized as positive, negative, or conflictive. According to the findings, students had positive attitudes towards at least three of the six aspects. Second-year and sixth-year students differed significantly (chi² = 6.901, d.f. = 1, p < 0.05) in their attitudes toward factor 2 (managing situations related to death).Estudo transversal com duas amostras randomizadas de 50 alunos do segundo e 50 do sexto ano de graduação em Medicina. Foi aplicado um questionário com questões abertas e a escala Instrumento de avaliação de atitudes de estudantes de medicina frente a aspectos relevantes da prática médica (Colares, 2002). A escala contém 52 questões referentes à: 1. Aspectos psicológicos e emocionais nas doenças orgânicas e mentais; 2. Manejo de situações relacionadas à morte; 3. Atenção primária à saúde; 4. Aspectos relacionados à doença mental; 5. Contribuição do médico ao avanço científico da medicina; 6. Outros aspectos relacionados à atuação médica e às políticas de saúde. As atitudes são categorizadas em positivas, negativas e conflitantes. Observou-se que os estudantes apresentaram atitudes positivas frente a pelo menos três dos seis aspectos abordados; os alunos do segundo ano e do sexto ano apresentaram diferença estatisticamente significativa (chi² = 6,901, g.l. = 1, p < 0,05) nas atitudes relacionadas ao fator 2 (manejo de situações relacionadas à morte).Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Instituto de SaúdeUNIFESP, Psiquiatra-EPMSciEL

    Considerações sobre a metodologia qualitativa como recurso para o estudo das ações de humanização em saúde

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    Health humanization is one of the major politics of the health sector, currently being implemented in our country. The authors relate humanization with health promotion. Promoting health and humanizing health care are long term and continuous efforts, which are dynamic and closely related with the context in which they are brought in. The diagnosis is critical for the proposition of actions and for adequate interventions, while monitoring and evaluating these interventions can guarantee the actions support. As the actions and activities involved are much complex, diagnosing, monitoring and evaluating must be approached in an amplified way that includes the process's "reasons" and "means". In order to achieve that, the article highlights the utility of multiple methods (quantitative and qualitative), focusing on the qualitative approach. Some considerations concerning this research methodology are presented, including "sampling" strategies, the most used techniques (interview, focal group and observation) and material analysis. In that way, the authors intend to contribute to administrators' and health professionals' improvement in situation diagnoses (which aid decisions on future strategies) as well as in accompanying and evaluating the implemented actions in order to bring about adequate modifications.A humanização em saúde é uma das políticas prioritárias do setor da saúde, atualmente em implementação em nosso país. As autoras relacionam a humanização com a promoção em saúde. Promover saúde e humanizar a atenção à saúde são trabalhos processuais de longo prazo, dinâmicos e intimamente relacionadas com o contexto em que se desenvolvem. O diagnóstico é importante para proposição de ações e intervenções adequadas, e o monitoramento e a avaliação das intervenções é o que garante a sustentabilidade das ações. Considerando o caráter complexo das ações e atividades envolvidas, o diagnóstico, o monitoramento e a avaliação exigem uma abordagem ampliada que inclua os "comos" e os "porquês" do processo. Para isso, o artigo destaca a utilidade do uso de múltiplos métodos (quantitativos e qualitativos), detendo-se na explicitação da abordagem qualitativa. São apresentadas algumas considerações sobre essa metodologia de pesquisa, incluindo as estratégias de "amostragem", as técnicas mais utilizadas (entrevista, grupo focal e observação) e a análise do material. As autoras pretendem, assim, contribuir com elementos para que gestores e profissionais de saúde possam aprimorar tanto os diagnósticos situacionais (que auxiliam as decisões sobre estratégias a serem adotadas), como também o acompanhamento e avaliação de ações implementadas no sentido de fazer as adequações necessárias

    Prevalence of anxiety, depression and quality of life in HTLV-1 infected patients

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    The HAM/TSP caused by HTLV-1 infection usually affects patients to disabling states, and\ud sometimes can lead them to paraplegia presenting symptoms of depression and anxiety, impacting\ud on quality of life. Objective: The purpose of this study was to evaluate the frequency of\ud depression and anxiety and its impact on quality of life in HTLV-1-infected TSP/HAM patients.\ud Material and Methods: This was a cross-sectional study including 67 asymptomatic (control group)\ud and 63 with TSP/HAM subjects. The instruments used were a demographic questionnaire, scales\ud for anxiety and depression diagnosis (BDI and BAI), questionnaire for the assessment of Quality\ud of Life of the World Health Organization (WHOQOL-Brief) and neurological scale to measure the\ud disability level (Osame’s Disability Status Scale). All patients had HTLV-I diagnosis by serological\ud and molecular approaches, monitored at Instituto de Infectologia Emílio Ribas from May 2008 to\ud July 2009. Data were analyzed statistically by frequencies, the Mann-Whitney test and the Spearman\ud correlation test. Data among groups were analyzed and correlated with functional and severity aspects.\ud Results: The results showed that patients with HAM/TSP compared to asymptomatic carriers\ud had higher rates of depression (p < 0.001) and anxiety (p < 0.001), and impairment on quality of\ud life in the areas of: dissatisfaction with health (p < 0.001), physical (p < 0.001) and the environment\ud (p = 0.003). The main factors that correlated with levels of depression and anxiety and the domains of\ud the WHOQOL-brief were: education, family income and social class. Conclusion: A well conducted\ud evaluation and counseling may help in treatment, for a better quality of life of these patients.Financial Support: FAPESP e Coordenadoria de Controle de Doenças CCD/SES-SP

    Life projects of young adults with HIV acquired by vertical transmission: an exploratory study with patients of an infectious diseases' outpatients department

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    Esta pesquisa teve o intuito de conhecer os projetos de vida de jovens adultos que convivem com o HIV/aids a partir da transmissão vertical, com relação a: estudo, trabalho e constituição familiar. Outro objetivo foi o de conhecer sua vivência no que diz respeito à assistência recebida. Como instrumentos, foram utilizados: questionário sociodemográfico e entrevista semiestruturada. Foram realizadas 16 entrevistas com jovens de idade entre 18 e 22 anos, usuários de um ambulatório de um hospital público especializado na área de Infectologia. O material obtido nas entrevistas foi analisado segundo os princípios da análise temática. Foram encontradas seis categorias temáticas: estudo e escolaridade; trabalho e emprego; sexualidade e constituição familiar; vivência de preconceito; adesão ao tratamento; acolhimento. Os entrevistados referiram que a escola é importante meio para a inserção social e para a conquista da autonomia. O trabalho foi apresentado como principal fonte de subsistência e de independência. O exercício da sexualidade foi marcado pela situação de existência do HIV, determinando cuidados especiais; quanto à conjugalidade, os projetos dos entrevistados são variados: união informal, casamento oficial, vida sem cônjuge. No que diz respeito à maternidade/paternidade, os projetos são marcadamente influenciados pela portabilidade do HIV, despertando dúvidas e receios. Os entrevistados relataram a existência do preconceito em vários contextos. Quanto à adesão ao tratamento, revelaram a existência tanto de dificuldades como de mecanismos criados para enfrentá-las. O acolhimento por parte de familiares, amigos e profissionais da saúde foi considerado fundamental para o desenvolvimento e a manutenção de seus projetos de vida.This research had the intention to understand the life projects of young adults living with HIV/Aids infected through vertical transmission: how they deal with studies, work and with building a family. Another objective was to know their experiences regarding health assistance received. The research method was: socio-demographic questionnaires and semi-structured interviews. Sixteen interviews were performed with people between eighteen and twenty two years-old who were users of a public out patients service specialized in Infectious Diseases. Data from the interviews was analyzed according to the principles of thematic analysis. Six thematic categories were found: study and schooling; labor and employment; sexuality and family building; experiences of prejudice; adherence to treatment and reception at the health service.I Interviewees appointed the whole education ambient as an important way to reach social inclusion, as well as autonomy. They presented their working life as the first source of subsistence and independence. The exercise of their sexuality was marked by HIV, implicating in special care. Regarding conjugality, the interviewees' projects were varied: informal union, legal marriage and life without partner. The projects involving maternity/paternity were strongly influenced by the presence of HIV, which results in many doubts and worries. Interviewees reported the existence of prejudice in various situations. As regarding the adherence to treatment, subjects talked about difficulties and coping mechanisms. Being well received by friends, coworkers and family was considered pivotal to developing and maintaining life projects
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