Tensões e performance no discurso sobre igualdade étnico-racial do Banco do Brasil

Abstract

Fundamentado na Análise de Discurso materialista, este artigo analisa a comunicação oficial do Banco do Brasil, instituição que integra o pacto de cooperação em prol da igualdade étnico-racial do atual governo federal, com o objetivo de observar como se configuram as disputas em torno de sua participação na manutenção do regime escravista no Brasil. Para tanto, são considerados os processos de disjunção, recalque e silenciamento no discurso, tensões que mobilizam o performativo como mecanismo equívoco, entendido como uma tentativa de gestão da memória discursiva. As análises evidenciam como, no material, a promessa e o pedido de perdão se instituem como compromisso inscrito na história e, em seu batimento, deixam emergir o imprevisto na língua.Fundamentado na Análise de Discurso materialista, este artigo analisa a comunicação oficial do Banco do Brasil, instituição que integra o pacto de cooperação em prol da igualdade étnico-racial do atual governo federal, com o objetivo de observar como se configuram as disputas em torno de sua participação na manutenção do regime escravista no Brasil. Para tanto, são considerados os processos de disjunção, recalque e silenciamento no discurso, tensões que mobilizam o performativo como mecanismo equívoco, entendido como uma tentativa de gestão da memória discursiva. As análises evidenciam como, no material, a promessa e o pedido de perdão se instituem como compromisso inscrito na história e, em seu batimento, deixam emergir o imprevisto na língua.Grounded in Materialist Discourse Analysis, this article examines the official communication of Banco do Brasil, an institution that is part of the cooperation pact in favor of ethno-racial equality promoted by the current federal government, to observe how disputes are configured around its involvement in the maintenance of the slave regime in Brazil. To this end, the analysis considers processes of disjunction, repression, and silencing in discourse, tensions that include the performative as an ambiguous mechanism of memory management. The findings reveal how, within the material, the promise and the request for forgiveness are established as equally ambiguous commitments within a discursive functioning that enables the unforeseen to emerge in language

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Last time updated on 30/12/2025

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