314 research outputs found

    A Carne e os Ossos do Ofício Acadêmico

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    Considero muito feliz a frase de Caetano Veloso que diz: “gente nasceu para brilhar”. Nos dias de hoje é o mundo do trabalho que, geralmente, fornece o palco que permite às pessoas exibirem os seus talentos, receberem aplausos e alimentarem - de forma mais ou menos saudável - o seu narcisismo. Todos os tipos de trabalho são úteis para se construir um mundo, porém nem todos eles são geradores de alegrias, de descobertas, de encontros e de crescimento. Alguns trabalhos são repetitivos, sujos e mesmo repugnantes. Nesses casos, o trabalho é encarado apenas como um emprego, um meio de sobrevivência, uma ocupação remunerada, sem trazer a alegria e o desafio como partes integrantes. Felizmente, os talentos parecem ser democraticamente distribuídos, pois as pessoas são boas apenas em algumas coisas e medíocres ou insignificantes em umas tantas outras. Uma parte significativa das pessoas pode encontrar oportunidades de demonstrar as suas competências no trabalho que realiza, o que não quer dizer que todas as competências sejam igualmente valorizadas na sociedade e cultura circundantes. Discutiremos aqui alguns pontos que julgamos essenciais no trabalho e na carreira acadêmica, buscando explicitar alguns motivos de gozo e também armadilhas, desafios e mal-estares que parecem fazer parte do novo cotidiano dessa profissão

    Entrevista com Eugène Enriquez

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    Tributo a Fernando Prestes Motta: um acadêmico e sua obra docente

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    Discussão da dimensão do poder na obra de Fernando C. Prestes Motta, um dos principais objetos de análise do autor

    Contexto, Políticas Públicas e Práticas Empresariais no Tratamento da Diversidade no Brasil

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    O artigo traz uma perspectiva integrada do tema no Brasil, enfatizando 6 categorias sociais (Afrodescendentes, Índios, Idosos, Comunidade LGBT, Mulheres e Pessoas com Deficiências) a partir do que existe até o momento em relação a políticas públicas e práticas organziacionais. Foi feita pesquisa bibliográfica nos principais periódicos de ADM, anais do EnANPAD e banco de teses e disseratação da Capes para levantar os interesses e as contribuições no campo no período de 2000 a 2014. Foram consultados sites de repartições diretas e indiretas da Administração Pública bem como o Censo de 2010. Os resultados demonstram um quadro bastante assimétrico em relação às categorias, bem como no tratamento que o tema recebe na esfera pública e na privada

    Velhice como destino

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    A velhice não é apenas um fenômeno biológico e psicológico. Depende do modo como cada cultura e sociedade concebem o que é ser jovem e velho, bem como a intensidade do valor atribuído a cada uma dessas etapas da vida. Particularmente hoje, com a aceleração do tempo e a apologia da boa forma e da performance, a velhice é repetidas vezes negada. O artigo destaca que ser velho é um destino, e que, na passagem do tempo, é a condição humana que prevalece

    Tributo a Fernando Prestes Motta: um acadêmico e sua obra docente

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    Tribute to Fernando C. Prestes Motta, who worked as a professor at FGv-EAESP for 28 years in the Department of General Administration and Human Resources.Discusión sobre la dimensión del poder en la obra de Fernando C. Prestes Motta, uno de los principales objetos de análisis del autor.Discussão da dimensão do poder na obra de Fernando C. Prestes Motta, um dos principais objetos de análise do autor

    Lições organizacionais vindas da Antártica

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    This article was written in 2011, based on the research report presented to FGV/GVPesquisa em 2010, so before the accident at Comandante Ferraz Antarctic Station, on 02.25.2012. Our focus is a managerial model based on cooperation, represented by the Brazilian Antarctic Program (Proantar), on which we conducting an empirical research on the daily life of Brazilian researchers who work in Antarctica, searching to understanding how the teams organize their work, interact to different colleagues, institutions and nationalities, deal with isolating and so limited conditions of work. Based on these findings we expanded the scope of the study to conduct an organizational analysis which takes the Antarctic continent as an organization. Our key-question is: how might an organizational analysis of Antarctic Program contribute to the management of organizations based on knowledge and cooperation?Este artículo fue escrito en 2011, basándose en el informe de investigación presentado a la FGV/GVPesquisa, así que antes del accidente ocurrido en la estación antártica Comandante Ferraz el 25/2/2012. Nuestro estudio se centra en un modelo de gestión pública basada en la cooperación, representada por el Programa Antártico Brasileño (Proantar), en el que llevamos a cabo una investigación exploratoria empíricos sobre la vida cotidiana de los científicos que trabajan en la Antártica, tratando de comprendercómo se forman los equipos, realizan su trabajo, interactúan con colegas de otras instituciones y hacen frente a las exigencias de aislamiento y las condiciones limitadas de trabajo. Con base en estos resultados ampliamos el alcance del estudio para un análisis de la organización, el uso de metáforas sobre la base de analogías, teniendo el continente antártico como una  organización específica. Nuestra pregunta clave es: ¿cómo un análisis organizacional de la Antártica puede contribuir al aprendizaje en la gestión de organizaciones públicas o privadas basadas en el conocimiento y la cooperación?Este artigo foi escrito em 2011, com base em relatório de pesquisa apresentado ao FGV/GVPesquisa em 2010; portanto, antes do acidente ocorrido na Estação Antártica Comandante Ferraz, em 25 de fevereiro de 2012. Nosso estudo foca um modelo de gestão pública que se fundamenta na cooperação, representado pelo Programa Antártico Brasileiro (Proantar), em relação ao qual realizamos uma pesquisa empírica exploratória sobre o quotidiano dos pesquisadores que trabalham na Antártica. O objetivo foi entender como as equipes são formadas, como executam seus trabalhos e interagem com os colegas de outras instituições e, também, a maneira como lidam com o isolamento e as condições limitadas de trabalho. Com base nesses resultados, ampliamos o escopo do estudo para uma análise organizacional através de analogias baseadas em metáforas, tomando o continente antártico como uma organização específica. Nossa pergunta-chave é: como uma análise organizacional da Antártica poderá contribuir para a gestão de organizações públicas ou privadas baseadas no conhecimento e na cooperação

    Radiografia de medos

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    A lista de medos experimentados pelos seres humanos é, com certeza, extensa. Neste artigo, baseado em uma pesquisa inédita, são apresentados alguns medos comuns, cuja intensidade pode ter um impacto alegórico como também paralisant

    A Mobilidade Como Novo Capital Simbólico nas Organizações ou Sejamos Nômades?

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    O objetivo deste artigo, de natureza exploratória, é o de analisar a mobilidade como um novo capital simbólico no mundo organizacional. Argumentamos três questões-chave: a) a de que a mobilidade já é uma necessidade sócio-organizacional; b) a de que a transformação ideológica dessa necessidade em virtude legitima a mobilidade como um novo capital; e c) a de que a circulação mundial de profissionais, por meio de processos de expatriação, e a de empresas, a partir de processos de relocalização, fusões e aquisições, traduzem um novo tipo de nomadismo que reforça a mobilidade como um valor desejável. Em virtude da ausência de bibliografia específica sobre o tema no universo organizacional, construímos ao longo do texto alguns conceitos, dentre eles o de mobilidade. Esta se refere à capacidade, à disposição e ao desejo que um individuo tem de mudar de país para interagir com diferenças em relação à sua cultura, à sua profissão, aos seus saberes e ao seu cargo. O conceito de capital simbólico foi tomado de empréstimo de Bourdieu, que desenvolveu e consolidou, progressivamente, elementos conceituais para uma teoria da ação social (1972, 1980 e 1994) e, junto com Passeron (1964 e 1970), analisou mecanismos de reprodução social
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