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    Um estudo retrospectivo dos achados histopatológicos em 894 casos de megacólon: qual é a relação entre megacólon e o câncer de cólon?

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    Patients with megaesophagus (ME) have increased prevalence of cancer of the esophagus. In contrast, a higher incidence of colorectal cancer is not observed in patients with megacolon (MC). MC is very common in some regions of Brazil, where it is mainly associated with Chagas disease. We reviewed the pathology records of surgical specimens of all patients submitted for surgical resection of MC in the Hospital das Clínicas of the Faculty of Medicine of Ribeirão Preto (HC-FMRP), from the University of São Paulo. We found that 894 patients were operated from 1952 until 2001 for MC resection. Mucosal ulcers, hyperplasia and chronic inflammation were frequently found, while polyps were uncommon. No patients with MC presented any type of colonic neoplasm. This observation reinforces the hypothesis that MC has a negative association with cancer of the colon. This seems to contradict the traditional concept of carcinogenesis in the colon, since patients with MC presents important chronic constipation that is thought to cause an increase in risk for colon cancer. MC is also associated with other risk factors for cancer of colon, such as hyperplasia, mucosal ulcers and chronic inflammation. In ME these factors lead to a remarkable increase in cancer risk. The study of mucosal cell proliferation in MC may provide new insights and useful information about the role of constipation in colonic carcinogenesis.Pacientes com megaesôfago (ME) possuem incidência aumentada de câncer de esôfago. Em contraste, há poucos relatos na literatura de associação entre megacólon (MC) e câncer de cólon. O MC é muito comum em algumas regiões do Brasil, e na maioria das vezes, está associado à Doença de Chagas. Nós reavaliamos os arquivos de patologia de peças cirúrgicas de todos os pacientes submetidos à ressecção de MC no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP), da Universidade de São Paulo. Encontramos o número de 894 pacientes que foram operados de 1952 até 2001 para a ressecção do MC. Úlceras da mucosa, hiperplasia e inflamação crônica foram frequentemente encontrados, enquanto pólipos foram incomuns. Nenhum paciente com MC apresentou qualquer tipo de neoplasia do cólon. Essa observação reforça a hipótese de que o MC tem uma associação negativa com câncer de cólon. Isso parece contradizer o conceito tradicional de carcinogênese do cólon, uma vez que pacientes com MC apresentam constipação crônica importante, a qual é tida como uma causa que aumenta o risco de câncer de cólon. MC também está associado a outros fatores de risco para o câncer de cólon, como hiperplasia, úlceras da mucosa e inflamação crônica. No megaesôfago (ME), tais fatores aumentam o risco de câncer esofágico. O estudo da proliferação celular da mucosa no MC pode fornecer informações úteis sobre o papel da constipação na carcinogênese colônica
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