O presente estudo analisa como a ideologia da mestiçagem e os mitos da democracia racial se articulam com opressões estruturais, como racismo e sexismo, no contexto escolar do Pará. A pesquisa combina análise histórica, revisão bibliográfica e levantamento empírico por meio de questionários aplicados a estudantes do Ensino Médio, buscando compreender as formas de autoclassificação racial, a percepção de violência e a internalização de estereótipos. Os resultados evidenciam a naturalização da brancura como padrão estético e social, a fragmentação da identidade negra e a reprodução de estigmas nos materiais didáticos. O estudo também discute estratégias pedagógicas baseadas na educação intercultural — incluindo o uso de mídias digitais — para fomentar debates sobre raça, gênero e classe, contribuindo para a valorização das identidades negras e para a desconstrução de estereótipos históricos. Conclui-se que a escola, apesar de seu potencial emancipatório, ainda reproduz desigualdades simbólicas e materiais, tornando essencial a atuação de movimentos sociais, coletivos de mulheres negras e políticas públicas voltadas à inclusão e ao reconhecimento da diversidade
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