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Algumas contribuições do feminismo à psicologia social comunitária
Neste artigo, analisamos as contribuições do debate feminista sobre interseccionalidade de categorias sociais para a psicologia social comunitária no Brasil. Esta se constituiu como campo teórico dedicado a analisar as desigualdades sociais que marcam as sociedades contemporâneas e a propor processos metodológicos de intervenção para problematização e transformação dessas realidades. Discutimos como a emergência de novos atores e demandas no espaço público, de forma distinta dos anos 1960/1970, tem exigido compreender as opressões a partir de sistemas de poder diversos, como os de gênero, de raça e de sexualidade. Conclui-se que a análise interseccional deve considerar diversos níveis de relação entre as categorias, o histórico diferenciado destas e os aspectos comuns dos distintos sistemas de poder, como naturalização das desigualdades, relação entre o público e o privado e relação entre igualdade e diferença. As análises baseadas na interseccionalidade podem contribuir para processos de intervenção social que considerem a complexidade das sociedades contemporâneas.This article analyzes the contributions of feminist debate about intersectionality of social categories for Community Social Psychology in Brazil. This was set up as dedicated to theoretical analyze the social inequalities that characterize contemporary societies and propose methodological processes of intervention for questioning and processing of these realities. We discuss how the emergence of new actors and demands on public space, as distinct from the 60/70, is required to understand the oppression from various power systems such as gender, race and sexuality. We conclude that intersectional analysis should consider different levels of relationships between categories, the history of the same differential and common aspects of different systems of power as naturalization of inequality, the relationship between public and private relationship between equality and difference. Analyses based on intersectionality can contribute to processes of social intervention that considers the complexity of contemporary societies
Terapia Afirmativa LGBT+, Direitos Humanos e Interseccionalidade: a importância de um olhar integrado.
Monografia apresentada ao Programa
de Pós Graduação Interdisciplinar em
Estudos
Latino-Americanos
da
Universidade Federal da Integração
Latino-Americana, como requisito de
obtenção do título de Especialista em
Direitos Humanos na América Latina.
Orientador: Prof. Dr. Marcos de Jesus
OliveiraEste trabalho busca apresentar a relação entre a Terapia Afirmativa LGBT+, os direitos humanos e a análise interseccional com o intuito de demonstrar a relevância da junção destas três áreas para debruçar-se sobre o estudo de pessoas LGBT+, chamando a atenção para considerar outros marcadores sociais além da orientação afetiva sexual e identidade de gênero que compõe suas identidades. Os estudos da Terapia Afirmativa destacam particularmente estes recortes da experiência dos indivíduos, carecendo de um olhar que os leve a considerar horizontalmente outras características das experiências dos sujeitos que também influem em suas existências. Esta é uma relevante discussão que ainda não realizou-se nos aportes teóricos e práticos da Terapia Afirmativa, seja no plano nacional como internacional. Da mesma maneira, tampouco empreendeu-se até o presente momento uma conversa no tocante ao respeito e cumprimento dos direitos humanos através do exercício da Terapia Afirmativa, os quais, embora sem reflexão explícita, nitidamente a mesma valoriza. Em vista disso, este trabalho existe para levar a conhecimento as presentes pautas. A primeira parte consiste em uma contextualização dos direitos humanos relacionados à orientação afetiva e identidade de gênero, informações que precisam ser adicionadas e conhecidas para uma atualizada teoria e prática da Terapia Afirmativa, a seguir de uma correlação entre a Terapia Afirmativa e os Direitos Humanos propriamente ditos, para assim chegar à discussão sobre o acréscimo do olhar interseccional, que se subdivide em dois tópicos, o primeiro para compreender o que é interseccionalidade e segundo para conhecer quais são as categorias de análise, as quais podem consistir em raça, classe social, origem, geração, ao total tendo como resultado uma proposta de trabalho mais profunda e qualificada com as pessoas LGBT+.This paper aims to present the relationship between LGBT + Affirmative Therapy,
human rights and intersectional analysis in order to demonstrate the relevance of the
combination of these three areas to address the study of LGBT + people, drawing
attention to consider other social markers besides the sexual affective orientation and
gender identity that composes their identities. Affirmative Therapy studies particularly
highlight these cutbacks in the experience of individuals, lacking a look that considers
horizontally other characteristics of the subjects' experiences that also influence their
existences. This is a relevant discussion that has not yet been made in the
theoretical and practical contributions of Affirmative Therapy, both nationally and
internationally. In the same way, a discussion about the respect and fulfillment of
human rights through the exercise of Affirmative Therapy has not been undertaken
until the present moment, which, although without explicit reflection, clearly values it.
In view of this, this work exists to bring to knowledge the present guidelines. The first
part consists of a contextualization of human rights related to sexual affective
orientation and gender identity, information that needs to be added and known to an
up-to-date theory and practice of Affirmative Therapy, followed by a correlation
between Affirmative Therapy and Human Rights itself so as to arrive at the
discussion on the addition of the intersectional gaze, which is subdivided into two
topics, the first to understand what is intersectionality and the second to know which
are the categories of analysis, which may consist of race, social class, origin,
generation, in total resulting in a deeper and qualified work proposal with LGBT +
peopl
Encarceramento em massa e maternidade desde a perspectiva interseccional
Anais do Pré-Evento Interseccionalidade e Fronteiras, realizado pelo Programa de Pós-
Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPGIELA) da Universidade
Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em parceria com a Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC) - 18a Congresso Mundial de Antroplogia (IUAES) nos dias 12 e
13 de Julho de 2018O presente trabalho pretende debater as implicações e impossibilidades das mulheres
privadas de liberdade exercerem a maternidade após serem encarceradas. Estima-se que 74% das
mulheres presas têm filhos fora dos muros da prisão, sendo, o encarceramento, um marco na
ruptura dessa relação.(Infopen,2016) A maternidade, por sua vez, acaba sendo utilizada como
mais uma ferramenta punitiva e de violação contra a vida das mulheres privadas de liberdade,
visto que a penalidade para esse grupo é maior perante a homens presos pelo mesmo crime e,
ainda seus filhos também sofrem a precarização da vida depois da prisão de suas mães. Para
tanto, a interseccionalidade como análise teórico-metodológica propõe observar tal fenômeno
intercruzando as categorias de violação dentro das instituições penitenciárias, de modo que,
quanto mais categorias se interseccionam, maior será a punição contra essa população, tais
como: gênero, raça, classe, sendo a maternidade o centro dessas intersecçõe
Pensando a Interssecionalidade a partir da narrativa fílmica "Domésticas": Uma pesquisa propositiva para a Didática da História
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História da niversidade
Federal da Integração Latino- Americana, como requisito
parcial à obtenção do título de Licenciada em História. Orientador: Prof. Doutor Éder Cristiano de SouzaA proposta deste artigo consiste em analisar a produção áudio- visual “Domésticas. O
filme” (2001), Por meio dos aportes teóricos do campo da Didática da História, sobretudo cultura
histórica (RÜSEN, 1994), narrativa histórica (RÜSEN, 2007). A análise tem em vista a proposição
do uso do filme enquanto fonte no ensino de história para se trabalhar as desigualdades sociais de
gênero, raça e classe, bem como a intersecção entre elas. Essa abordagem se justifica pela
compreensão de que as produções cinematográficas assumem características peculiares, no que
remete ao conhecimento histórico. Para o grande público, os filmes tem sido hoje uma maneira de
acessar a História, mais do que a própria leitura e o ensino nas escolas (NOVA, 1996). As produções
audiovisuais, por sua vez encontram-se atreladas a cultura histórica. Souza (2014), afirma que os
filmes por suas características de linguagem específica, dão a sensação de transmitirem os
acontecimentos em si. Sendo assim, seus conteúdos agregam a cultura histórica, dando densidade as
ideias históricas que se desdobram socialmente. Neste sentido, a linguagem fílmica pode ser
utilizada como uma ferramenta didática para o ensino de História. Ademais, o presente texto
caminha rumo as discussões sobre as desigualdades sociais de gênero, raça e classe pautadas no
conceito de interseccionalidade (CREANSHAW, 2002) a partir da película Domésticas.La propuesta de este artículo consiste en analizar la producción audio visual "Doméstica.
La película "(2001), por medio de los aportes teóricos del campo de la Didáctica de la Historia,
sobre todo lo referente a cultura histórica (RÜSEN, 1994), narrativa histórica (RÜSEN, 2007). El
análisis tiene en vista la proposición del uso de la película como fuente en la enseñanza de la
historia para si desarrollar
las desigualdades sociales de género, raza y clase, así como la
intersección entre ellas. Este enfoque se justifica por la comprensión de que las producciones
cinematográficas asumen características peculiares, en lo que se refiere al conocimiento histórico.
Para el Publico en general las películas han sido hoy una manera de acceder a la Historia, más que
la propia lectura y la enseñanza en las escuelas (NOVA, 1996). Las producciones audiovisuales, a
su vez, se encuentran vinculadas a la cultura histórica. SOUZA (2014), afirma que las películas por
sus características de lenguaje específico, dan la sensación de transmitir los acontecimientos en sí.Siendo así, sus contenidos agregan a la cultura histórica, dando densidad a las ideas históricas que
se desdoblan socialmente. En este sentido, el lenguaje fílmico puede ser utilizado como una
herramienta didáctica para la enseñanza de la historia. Además, el presente texto camina rumbo a
las discusiones sobre las desigualdades sociales de género, raza y clase pautadas en el concepto de
interseccionalidad (CREANSHAW, 2002) a partir de la película Doméstica
Integração e Direitos Humanos desafios a partir de Foucault, Butler, Lugones e Mignolo
Anais do Pré-Evento Interseccionalidade e Fronteiras, realizado pelo Programa de Pós-
Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPGIELA) da Universidade
Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em parceria com a Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC) - 18a Congresso Mundial de Antroplogia (IUAES) nos dias 12 e
13 de Julho de 2018A presente pesquisa se trata de um exercício de compreensão e articulação de
diferente autores, com intuito de firmar bases para um pensamento crítico biopolítico,
feminista, decolonial acerca de Direitos Humanos e Integração Latino-Americana, o método é
a revisão bibliográfica em especial das obras de Foucault, Butler, Lugones e Mignolo. A
aproximação do pensamento biopolítico com a crítica queer e o giro ao feminismo decolonial,
tem como resultado esperado a percepção do desafio que se apresenta aos debates de
integração e direitos humanos na América-Latina a intersecionalidade entre gênero, sexo,
colonialidade, raça e classe. As conclusões muito antes de respostas trazem um desafio de
pensar a partir do que Mignolo chama de esferas de controle a partir dos 4 níveis
interrelacionados, englobando controle da economia; da autoridade; do gênero e sexualidade;
e do conhecimento e subjetividad
Pode o sucesso do Brasil na resposta à intersec\cão de desigualdades ser um modelo para o resto do mundo?
Sempre citado como tendo uma das sociedades mais desiguais do mundo, o Brasil progrediu significantemente na redu\cão da disparidade, entre 2002 e 2013, principalmente entre os que sofrem com interseccionalidade de desigualdades múltiplas e acumuladas. Em um esbo\co de seu recente artigo para o Instituto de Desigualdade Internacional, Naila Kabeer (LSE International Development/Gender Studies) e Ricardo Santos (UNU-WIDER) argumentam que entender melhor o progresso brasileiro ..
Dar visibilidade científica a assuntos na sombra: contribuições mútuas entre os estudos de género e a investigação qualitativa
A relação entre os estudos de género, desenvolvidos sobretudo a partir de perspetivas feministas, e as metodologias qualitativas é o eixo matricial da reflexão a que este trabalho se propõe. Os estudos de género têm contribuído para a construção de um conhecimento crítico que põe em causa alguns dos pilares da investigação mais tradicional, designadamente, a independência entre o/a investigador/a e objeto de estudo, a neutralidade ideológica da ciência e a homogeneidade das categorias sociais. Neste sentido, é nossa intenção ilustrar os contributos dos estudos de género para a afirmação da investigação qualitativa e simultaneamente referir como é que estes desenvolvimentos, cujos pilares epistemológicos parecem entrar em contradição com os pressupostos positivistas de construção do conhecimento científico, permitem a apreensão e a análise da complexidade que caracterizao campo interdisciplinar dos estudos de género e áreas afins
Discursos do Preconceito
Resumo
Este trabalho retoma o tema dos preconceitos sociais de grupo na filosofia, esclarecendo seu modo de funcionamento a partir das identificações sociais e destacando que os discursos de preconceito – xenophobia, racismo, homofobia etc. – seguem o mesmo paradigma, independentemente de seu conteúdo. Primeiramente procederemos a um breve delineamento histórico do conceito de preconceito na filosofia, a fim de delimitar o escopo do trabalho no preconceito social de grupo. Em
seguida, a discussão se dará sobre a constituição da identidade de grupo e a exclusão do outro dela decorrente. Por fim, chegaremos à conclusão de que os diversos tipos de preconceito não só possuem uma estrutura similar como seguem a mesma lógica e funcionam conjuntamente para a hierarquização complexa da sociedade por meio da interseccionalidade.
Abstract
This paper takes up the issue of social prejudice in philosophy, clarifying its way of functioning by the means of social identifications as well as highlighting that the discourses of prejudice – xenophobia, racism, homophobia etc. – follow the same paradigm, regardless of their content. First, we will briefly delineate the concept of prejudice throughout the history of philosophy, in order to delimit the scope of this work in the group-related social prejudice. Then, the discussion will follow to the constitution of the group identity and the exclusion of the others from it. Finally, we will conclude that the different types of prejudice not only have a similar structure but follow the same logic and work together for the complex hierarchization of society through intersectionality
The intervention bioethics in decolonial contexts
O presente artigo pretende mostrar o alinhamento da bioética de intervenção com as propostas descoloniais, entendidas como críticas e alternativas ao modo de operação da lógica da colonialidade. O vínculo da referida proposta bioética com as críticas ao padrão de poder colonial ocorre por meio da proposição da vinculação inexorável com a parte mais vulnerável da sociedade. Para essa defesa da parcela mais atingida pela vulnerabilidade, propõe-se que eixos como a crítica, o diálogo, a relação com o Estado sejam revisados desde a perspectiva dos mais vulneráveis e não apenas para os mais vulneráveis. Neste contexto, a percepção da interseccionalidade de vulnerabilidades é fundamental. ______________________________________________________________________________________________ RESUMENEl presente artículo tiene como objetivo mostrar el alineamiento de la bioética de intervención con las propuestas descoloniales, entendidas como críticas y alternativas al modo de la operación de la lógica de La colonialidad. El vínculo de la referida propuesta bioética con las críticas del patrón colonial ocurre a través de proposición de la vinculación inexorable con la parte más vulnerable de la sociedad. Para esta defensa de la parte más afectada por la vulnerabilidad, se propone que ejes como la crítica, el diálogo, la relación con El Estado sean revisados desde la perspectiva de los más vulnerables y no sólo para los más vulnerables. En este contexto, la percepción de la interseccionalidad de vulnerabilidades es esencial. ______________________________________________________________________________________________ ABSTRACTThe present study aims to show the alignment of bioethics of intervention with decolonial proposals, understood as criticisms and alternatives to the coloniality logic’s operation mode. The bond of the refereed bioethics proposal with the criticisms towards the colonial power pattern is through the proposition of the inexorable link with the most vulnerable part of society. For the defense of the group that is most affected by the vulnerability, it is suggested that the axes such as criticism, dialogue, relations with the State must be reviewed from the perspective of the most vulnerable ones and not just for those most vulnerable. In this context, the perception of intersectionality vulnerabilities is essential
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