O ato poético estaria entre a linguagem e a emotividade, isto é, na possibilidade de junto às estruturas de manifestação da língua permitir a expressão de nossa paisagem interior. Neste sentido, emoções e poesia não estão subordinadas à racionalização do eu determinado, mas a razão inclusiva, em que os sistemas são abertos e, portanto, abrangentes. Em vista disso, empreendemos uma investigação que congratula poesia e filosofia na obra do poeta cacerense Edson Flávio, em especial seus livros Aldrava (2020) e Intermitência (2023). Nosso objetivo é, com base na filosofia das emoções (Nussbaum, 2003) e da teoria literária (Lima, 206; 2015; 2018; 2021) apontar a maneira mesma da presença do eu poiético como ser capaz de criar sua própria existência, inventando emoldando o seu landscape de maneira a tornar-se o principal agente na produção de sentido poético
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