De Matrona a Enfermera Especialista en Enfermería Obstétrica: evolución de la formación entre 1836 y 1988

Abstract

Contexto: Em Portugal, a escolarização das Parteiras teve início no século XIX, a partir de 1836, altura em que os cursos de partos começaram a ser ministrados nas Faculdades de Medicina, pelos professores da “arte obstétrica”. Desde essa altura e até 1988, ano em que o Ensino de Enfermagem foi integrado no Sistema Nacional do Ensino Superior, esta formação foi palco de uma enorme evolução que importa explorar, realçando os marcos e os contextos que mais a caracterizaram: a partir de 1943 os cursos decorreram nas Maternidades Alfredo da Costa, Júlio Dinis e Bissaya Barreto, onde estavam sediadas as delegações do Instituto Maternal, cuja extinção, em 1967, motivou a transição desta formação para as escolas de enfermagem Calouste Gulbenkian em Lisboa, S. João no Porto e Bissaya Barreto em Coimbra; em 1983 os cursos transitaram para as Escolas de Enfermagem pós-básicas até 1988. Objetivo: Descrever a evolução da formação das enfermeiras parteiras entre 1836 e 1988 no contexto português, e em especial na cidade do Porto, desde a altura em que se designavam por “Parteiras” até ao momento em que passam a titular-se como “Enfermeiras Especialistas em Enfermagem Obstétrica”. Metodologia: Método histórico, através da revisão da literatura e da análise documental de fontes primárias e da produção legislativa. Resultados: Entre 1836 e 1988, a formação das parteiras passou por várias mudanças institucionais e identitárias. Inicialmente, os cursos eram ministrados por médicos nas faculdades de medicina. A partir de 1943, a formação começou a integrar monitoras Enfermeiras Puericultoras ou Enfermeiras Obstetras na docência. No total formaram-se 892 profissionais no Porto, incluindo cinco homens. Conclusão: Entre 1836 e 1988, a formação de Parteiras e Enfermeiras Especializadas na área da saúde materno-infantil na cidade do Porto decorreu em diferentes instituições e sob a influência de reformas sucessivas. Estas reformas elevaram o nível técnico e científico da profissão, contribuindo para fortalecer o reconhecimento social e a valorização profissional das Enfermeiras Especialistas em Enfermagem Obstétrica.Context: In Portugal, the education of midwives began in the 19th century, from 1836 onwards, when childbirth courses began to be taught in medical schools by professors of the “art of obstetrics”. From that time until 1988, the year in which nursing education was integrated into the national higher education system, this training underwent enormous developments that are important to explore, highlighting the milestones and contexts that most characterised it: from 1943 onwards, the courses were held at the Alfredo da Costa, Júlio Dinis and Bissaya Barreto Maternity Hospitals, where the branches of the Instituto Maternal were based. The closure of the Instituto Maternal in 1967 led to the transition of this training to the nursing schools Calouste Gulbenkian in Lisbon, S. João in Porto and Bissaya Barreto in Coimbra; in 1983, the courses were transferred to post-basic nursing schools until 1988. Objective: To describe the evolution of the training of midwives between 1836 and 1988 in the Portuguese context, and especially in the city of Porto, from the time when they were called “Midwives” until the time when they began to be called “Specialist Nurses in Obstetric Nursing”. Methodology: Historical method, through literature review and documentary analysis of primary sources and legislative production. Results: Between 1836 and 1988, midwifery training underwent several institutional and identity changes. Initially, courses were taught by doctors in medical schools. From 1943 onwards, midwifery nurses or obstetric nurses began to be included in the training. In total, 892 professionals graduated in Porto, including five men. Conclusion: The training of midwives and nurses specialized in the area of maternal and child health between 1836 and 1988 in the city of Porto took place in different institutions and under the influence of successive reforms. These reforms raised the technical and scientific level of the profession, contributing to strengthening the social recognition and professional appreciation of Nurses Specialized in Obstetric Nursing.Contexto: En Portugal, la formación de matronas comenzó en el siglo XIX, en 1836, cuando se empezaron a profesar cursos de preparación al parto en las facultades de medicina, impartidos por profesores de obstetricia. Desde entonces y hasta 1988, año en que la formación en enfermería se integró en el Sistema Nacional de Educación Superior, esta formación experimentó una enorme evolución que es necesario explorar, destacando los hitos y contextos que más la caracterizaron: a partir de 1943, los cursos se impartieron en las Maternidades Alfredo da Costa, Júlio Dinis y Bissaya Barreto, donde se ubicaban las sedes del Instituto Maternal. El cierre de este Instituto en 1967 propició la transición de esta formación a las escuelas de enfermería Calouste Gulbenkian en Lisboa, S. João en Oporto y Bissaya Barreto en Coímbra; en 1983, los cursos se transfirieron a escuelas de enfermería post básicas hasta 1988. Objetivo: Describir la evolución de la formación de las matronas entre 1836 y 1988 en el contexto portugués, y especialmente en la ciudad de Oporto, desde el momento en que fueron llamadas “Parteras” hasta el momento en que pasaron a ser llamadas “Enfermeras Especialistas en Enfermería Obstétrica”. Metodología: Método histórico, a través de revisión bibliográfica y análisis documental de fuentes primarias y producción legislativa. Resultados: Entre 1836 y 1988, la formación en partería experimentó varios cambios institucionales y de identidad. Inicialmente, los cursos eran impartidos por médicos en las facultades de medicina. A partir de 1943, se incorporaron enfermeras obstétricas o de partería en la docencia. En total, se graduaron en Oporto 892 profesionales, incluidos cinco hombres. Conclusión: La formación de Matronas y Enfermeras Especializadas en el área de salud materno infantil, entre 1836 y 1988 en Oporto, se desarrolló en diferentes instituciones y con sucesivas reformas curriculares que elevaron no sólo el nivel técnico y científico de la profesión, sino que también contribuyeron a fortalecer el reconocimiento social y la valoración profesional de Enfermeras Especialistas en Enfermería Obstétrica

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Last time updated on 26/01/2026

This paper was published in RUa Reposity University of Alicante.

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