This article explores how new generations of filmmakers represent the last Uruguayan dictatorship (1973–1985) through a comparative analysis of two documentaries directed by filmmakers born in democracy: Ópera Prima (Banina, 2018) and Delia (Pena, 2022). Framed within debates on memory, postmemory, and intergenerational transmission, the study identifies a shift from the cinematographic discourses of earlier generations, which were generally characterized by the direct depiction of historical events and explicit political advocacy. In contrast, recent productions adopt first-person narratives that examine the consequences of the past from an intimate, domestic, and affective perspective.El artículo explora la forma en la que las nuevas generaciones de cineastas representan la última dictadura uruguaya (1973-1985), a partir de un análisis comparativo de dos documentales dirigidos por realizadores nacidos en democracia: Ópera prima (Marcos Banina, 2018) y Delia (Victoria Pena, 2022). El trabajo, enmarcado en los debates sobre la memoria, la posmemoria y la transmisión intergeneracional, permite identificar un desplazamiento de los discursos cinematográficos desarrollados sobre la temática por otras generaciones, en general caracterizados por una exposición directa de los hechos históricos y una reivindicación política explícita. En contraste, las producciones recientes evidencian un giro hacia narrativas en primera persona que cuestionan las consecuencias de lo ocurrido desde un punto de vista que privilegia lo íntimo, lo doméstico y lo afectivo.O artigo explora a forma como as novas gerações de cineastas representam a última ditadura uruguaia (1973-1985), a partir de uma análise comparativa de dois documentários dirigidos por realizadores nascidos na democracia: Ópera prima (Marco Banina, 2018) e Delia (Victoria Pena, 2022). A pesquisa, situada nos debates sobre memória, pós-memória e transmissão intergeracional, permite identificar um deslocamento dos discursos cinematográficos desenvolvidos sobre a temática por outras gerações, em geral caracterizados por uma exposição direta dos fatos históricos e uma reivindicação política explícita. Em contraste, as produções recentes evidenciam uma mudança para narrativas em primeira pessoa que problematizam as consequências do ocorrido a partir de um ponto de vista que privilegia o íntimo, o doméstico e o afetivo
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