Os transtornos mentais representam um dos principais desafios de saúde pública do século XXI, agravados pela pandemia de COVID-19 e pela carência de profissionais especializados. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) surge como ferramenta promissora para ampliar o acesso à saúde mental, personalizar intervenções e otimizar o trabalho clínico. Esta revisão narrativa analisou evidências recentes sobre o uso terapêutico da IA na saúde mental, destacando benefícios, riscos e implicações éticas. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo publicações de 2020 a 2025. Foram incluídos sete estudos — revisões, ensaios clínicos e uma meta-análise — que abordaram a eficácia, segurança e
aplicabilidade da IA em contextos terapêuticos. Os resultados indicam melhora significativa em sintomas depressivos e ansiosos, maior adesão ao tratamento e boa aceitação entre usuários. Chatbots baseados em terapia cognitivo-comportamental e plataformas digitais demonstraram impacto positivo na saúde emocional, sobretudo quando supervisionados por profissionais. No entanto, persistem desafios quanto à privacidade, vieses algorítmicos e responsabilidade ética. Conclui-se que a IA possui potencial para transformar a prática terapêutica em saúde mental, desde que seu uso seja orientado por princípios éticos e supervisão humana, garantindo um cuidado digital seguro e empático
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