A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais emergências obstétricas e uma das maiores causas de morbimortalidade materna, sobretudo em países de média e baixa renda. Apesar de medidas profiláticas, como o uso de uterotônicos, sua instalação abrupta e rápida para choque hemorrágico mantêm o desafio clínico. O manejo sistematizado com protocolos é essencial para diagnóstico precoce, intervenção imediata e redução de complicações. Este estudo consiste em revisão integrativa de literatura realizada nas bases PubMed/MEDLINE e BVS, utilizando os descritores “postpartum”, “hemorrhage” e “management”. Foram incluídos artigos dos últimos
cinco anos diretamente relacionados ao tema. Os resultados demonstram que o fibrinogênio mostrou-se como marcador precoce de gravidade, embora nem todos os casos graves apresentam alteração. A reposição empírica de concentrado de fibrinogênio não reduziu perdas sanguíneas, mas sua administração dirigida a pacientes com hipofibrinogenemia demonstrou potencial benefício. Protocolos multiprofissionais e auditorias clínicas mostraram impacto positivo na adesão às condutas e na redução de casos graves. Transfusões precoces de pequenas unidades
de hemácias em casos moderados foram associadas a aumento de morbidade, enquanto o papel do crioprecipitado permanece incerto. Especialistas recomendam unificação da definição de HPP e resposta imediata diante de perdas a partir de 500 mL ou instabilidade clínica. Conclui-se que o manejo da HPP deve combinar detecção precoce, intervenção imediata e terapias hemostáticas individualizadas, além de protocolos multiprofissionais e auditorias. Novos estudos multicêntricos são necessários para consolidar recomendações adaptadas a diferentes realidades
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