A terapia com Células T portadoras de Receptor de Antígeno Quimérico (CAR-T)
transformou o tratamento das neoplasias hematológicas, alcançando eficácia notável e
remissões duradouras em leucemia pediátrica. Contudo, sua aplicação em tumores sólidos
enfrenta grandes desafios, resultando em sucesso clínico limitado em estudos iniciais. Tais
restrições são amplamente atribuídas ao microambiente tumoral imunossupressor (TME) e à
fraca infiltração de linfócitos T, o que impulsiona o desenvolvimento de células CAR-T de
nova geração com engenharia genética para reforçar a imunidade antitumoral. Esta revisão
integrativa buscou analisar criticamente avanços recentes em terapias celulares contra tumores
sólidos, com foco em inovações CAR-T, otimização de entrega e modificações genéticas. As
buscas foram feitas nas bases PubMed e BVS com os termos “Pacientes com tumores sólidos
metastáticos” e “Terapias celulares adotivas com CAR-T”. Dos 331 estudos, 15 preencheram
os critérios de inclusão, abrangendo ensaios clínicos e pré-clínicos. Os alvos avaliados
incluíram mesotelina, GD2, CD70, B7-H3, PRAME e MAGEA1. Ensaios iniciais mostraram
segurança favorável, com baixas taxas de síndrome de liberação de citocinas e
neurotoxicidade, porém eficácia modesta. O TCR-T anti-PRAME obteve 28,9% de resposta, e
CAR-T locorregional anti-B7-H3 em glioma pontino intrínseco difuso alcançou sobrevida
mediana de 19,8 meses. Apesar da segurança e viabilidade promissoras, eficácia sustentada
exigirá maior persistência das células T, modulação do TME e otimização da afinidade do
receptor para o avanço da imunoterapia
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