O uso de esteróides anabolizantes-androgênicos representa um risco cardiovascular silencioso com alterações miocárdicas que podem levar à cardiomiopatia e insuficiência cardíaca. Para consolidar as evidências sobre os mecanismos fisiopatológicos da cardiotoxicidade, foi realizada uma revisão da literatura nas bases de dados Pubmed/MEDLINE, Scopus e Cochrane (2020-2025), da qual 14 artigos foram selecionados para análise. Os resultados apontaram para um padrão de dano miocárdico multifatorial, mesmo em indivíduos assintomáticos, que apresentaram vidências de hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, disfunção diastólica e fibrose miocárdica identificadas por meio de ecocardiograma com strain e ressonância magnética. Também
foram encontrados marcadores laboratoriais que indicam um estado pró-inflamatório e pró-trombótico. Ficou claro que, apesar de a disfunção ventricular ser, em parte, reversível com a abstinência, o remodelamento estrutural e a fibrose costumam permanecer como sequelas permanentes. Isso nos leva a concluir que a cardiomiopatia induzida pelo uso crônico de esteróides anabolizantes-androgênicos é progressiva e silenciosa, tornando essencial o diagnóstico por imagem em estágios iniciais para que se possa intervir antes que as
alterações se tornem irreversíveis. A continuidade dessas mudanças estruturais enfatiza a gravidade do perigo, convertendo benefícios estéticos de curto prazo em constante ameaça à integridade cardiovascular
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