Este artigo cartografa a experiência do grupo de pesquisa Tópos: Infância e Subjetividade, que, a partir do pensamento de Fernand Deligny, constrói práticas de educação e cuidado voltadas para o acolhimento da diferença autista. Por meio de grupos de estudo e imersões cartográficas, conceitos como “aracniano” e “topos” são mobilizados para forjar uma “clínica do espaço”, em oposição à lógica medicalizante e semelhantizante da psiquiatria tradicional. A experiência evidencia a potência de uma ética do espaço como fundamento para práticas educativas e clínicas que respeitem a singularidade e criem condições de existência para o inassimilável. O trabalho da Tópos ilustra, assim, como o legado de Deligny segue inspirando, no Brasil, experiências de formação e intervenção que articulam dimensões pedagógicas, clínicas, éticas e políticas
Is data on this page outdated, violates copyrights or anything else? Report the problem now and we will take corresponding actions after reviewing your request.