Primeiro trabalho de descrição anatômica de Clusia organesis e estudo químico da espécieClusiaceae Lindl., é uma família botânica que alberga indivíduos de porte arbóreo, arbustivo, hemiepífitas, lianas, trepadeiras e volúvel, possuindo representantes dióicos e monóicos; com inflorescências axilares ou terminais e ductos secretores. O Brasil abriga ampla diversidade de representantes da família possuindo espécies em todos os estados do país, nos mais diversos domínios fitogeográficos. Do ponto de vista químico, Clusiaceae é marcada pela presença de cumarinas, benzofenonas, xantonas, terpenos, flavonoides, esteroides e terpenoides, sendo muitas destas substâncias constituintes do arsenal químico de defesa das plantas. Muitas destas substâncias apresentam propriedades biológicas que lhes conferem relevância enquanto recurso terapêutico. A literatura evidencia que o estresse oxidativo está relacionado com aceleramento do envelhecimento cutâneo e a patogênese de inúmeras doenças, como doenças crônicas, neurodegenerativas, cardiovasculares e câncer. Diante desse cenário, a busca por novos antioxidantes tem aumentado, principalmente os derivados de produtos naturais, tendo em vista que há registros na literatura de antioxidantes sintéticos com potencial carcinogênico. Tendo em vista que a literatura registra atividade antioxidante para outra espécie do gênero Clusia, Clusia fluminensis, procuramos analisar a produção metabólica de C. organensis, por meio da prospecção química, e verificar seu potencial antioxidante, além de realizar sua descrição anatômica. Os estudos anatômicos demonstraram a presença de caracteres comuns ao do gênero, no entanto também evidenciaram algumas singularidades na espécie, como a presença de cristais prismáticos e ráfides e a ocorrência de parênquima paliçádico frouxo. A prospecção química de extratos de diferentes polaridades de folhas e ramos de C. organensis e os testes histoquímicos, ambos utilizando reveladores específicos, indicaram a presença de substâncias fenólicas e terpenoides. A avaliação da atividade antioxidante dos extratos etanólicos de folhas e ramos foi realizada pelo método do sequestro do radical livre DPPH. O extrato etanólico das folhas demonstrou melhor atividade antioxidante, com cerca de 10 a 15% de DPPH remanescente nas maiores concentrações testadas (125 e 250 µg/mL). Os caracteres anatômicos observados em C. organensis são semelhantes aos observados em outras espécies de Clusia. A produção de metabólitos em C. organensis corrobora os dados da literatura e a espécie apresenta potencial atividade antioxidante, o que incentiva estudos mais aprofundados que permitam a identificação das possíveis substâncias responsáveis pelo efeito observado.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e TecnológicoClusiaceae Lindl. is a botanical family comprising trees, shrubs, hemiepiphytes, lianas, vines, and vines, with dioecious and monoecious representatives, with axillary or terminal inflorescences and secretory ducts. Brazil is home to a wide diversity of members of the family, with species found in every state and across a wide range of phytogeographic domains. Chemically, Clusiaceae is characterized by the presence of coumarins, benzophenones, xanthones, terpenes, flavonoids, steroids, and terpenoids, many of which constitute the chemical arsenal of plant defenses.Many of these substances have biological properties that make them valuable therapeutic resources. The literature shows that oxidative stress is associated with accelerated skin aging and the pathogenesis of numerous diseases, such as chronic, neurodegenerative, cardiovascular, and cancer. Given this scenario, the search for new antioxidants has increased, particularly those derived from natural products, given that there are reports in the literature of synthetic antioxidants with carcinogenic potential. Given that the literature reports antioxidant activity for another species of the Clusia genus, Clusia fluminensis, we sought to analyze the metabolic production of C. organensis through chemical prospecting, verify its antioxidant potential, and perform an anatomical description. The anatomical studies demonstrated the presence of characteristics common to the genus, but also revealed some unique features of the species, such as the presence of prismatic crystals and raphides and the occurrence of loose palisade parenchyma.Chemical prospecting of extracts of different polarities from C. organensis leaves and branches and histochemical tests, both using specific indicators, indicated the presence of phenolic and terpenoid substances. The antioxidant activity of the ethanolic extracts from leaves and branches was evaluated using the DPPH free radical scavenging method. The ethanolic extract from the leaves demonstrated better antioxidant activity, with approximately 10 to 15% DPPH remaining at the highest concentrations tested (125 and 250 µg/mL). The anatomical characteristics observed in C. organensis are similar to those observed in other Clusia species. The production of metabolites in C. organensis corroborates the literature data, and the species exhibits potential antioxidant activity, encouraging further studies to identify the substances possibly responsible for the observed effect.52 p
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