This dissertation analyzes the differential implications of the COVID-19 pandemic on gender inequalities in unpaid domestic work in Brazil. Using data from the PNAD Contínua survey between 2016 and 2022 and a Differences-in-Differences (DiD) empirical strategy, the study analyzes how the pandemic affected the time allocation of men and women to unpaid household and caregiving activities. The findings do not identify causal effects due to the absence of a true control group. Rather, the analysis focuses on differential changes across gender and racial groups before and after the pandemic. The findings reveal a significant reduction in the gender gap, as women increased their unpaid work less than men during the pandemic. However, this narrowing was not equally distributed across racial groups. White and Yellow women experienced a sharper decline in the gender gap compared to Black and Brown women, indicating persistent racial disparities. The study contributes to the literature by highlighting the differentiated influences of the pandemic on unpaid work and reinforcing the importance of intersectional approaches in assessing gender inequalities.Esta dissertação analisa consequencias diferenciais da pandemia do COVID-19 sobre a desigualdade de gênero no trabalho doméstico não remunerado no Brasil. Utilizando dados da pesquisa PNAD Contínua entre 2016 e 2022 e uma estratégia empírica de Diferenças em Diferenças (DiD), o estudo investiga como a pandemia afetou a alocação de tempo de homens e mulheres em atividades domésticas e de cuidado não remuneradas. Os resultados não identificam efeitos causais devido à ausência de um grupo de controle verdadeiro. Em vez disso, a análise foca nas mudanças diferenciais entre grupos de gênero e raça antes e depois da pandemia. Os achados revelam uma redução significativa na desigualdade de gênero, já que as mulheres aumentaram menos seu trabalho não remunerado do que os homens durante a pandemia. No entanto, essa redução não foi igualmente distribuída entre os grupos raciais. Mulheres brancas e amarelas apresentaram uma queda mais acentuada na desigualdade de gênero em comparação com mulheres pretas e pardas, indicando a persistência de disparidades raciais. O estudo contribui para a literatura ao destacar os influências diferenciais da pandemia sobre o trabalho não remunerado e reforçar a importância de abordagens interseccionais na avaliação das desigualdades de gênero
Is data on this page outdated, violates copyrights or anything else? Report the problem now and we will take corresponding actions after reviewing your request.