Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto
Abstract
Neste artigo, será analisada, sob o enfoque da amizade4, a correspondência pessoal de Gonçalves de Magalhães endereçada a seu amigo e companheiro, Manuel de Araújo Porto-Alegre. Busca-se, a partir da ética foucaultiana, refletir sobre a carta enquanto modalidade das escritas de si e das práticas literárias privadas, articulando-a à emergência de uma nova subjetividade moderna. Além disso, tenciona-se discutir as especificidades dessa correspondência, evidenciando a assistência espiritual prestada por Magalhães ao amigo, a questão da presença e das várias temporalidades, espacialidades e redes de correspondentes que são mobilizadas nessas cartas. Argumentamos que Magalhães, mediante a prática epistolar e a prática amistosa, constitui um modo de vida romântico distinto da moralidade brasileira oitocentista, baseado no cuidado de si
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