Este artigo tem como objetivo problematizar, a partir de uma perspectiva metodológica exploratória e com base em relatos de experiências, os atravessamentos do racismo no acesso à educação por parte de estudantes negros que convivem com a doença falciforme. Em suma, consideramos o racismo um sistema de opressão que resultou em um processo histórico marcado pela invisibilização e subalternização de pessoas negras ao longo da formação social brasileira. Vale frisar que o racismo é especialmente marcante e perverso na trajetória de indivíduos com doença falciforme porque esta enfermidade acomete predominantemente pessoas negras. Dessa forma, as reflexões presentes neste artigo apontam que as pessoas negras com doença falciforme não são adequadamente acolhidas nos espaços escolares, além de que as estratégias didático-pedagógicas normalmente não estão adaptadas à realidade vivenciada por essas pessoas. Adicionalmente, o tema e as próprias especificidades da doença falciforme são frequentemente ignorados nos currículos dos estabelecimentos escolares. Sendo assim, as principais conclusões do estudo apontam para a urgência de que sejam instrumentalizadas políticas educacionais voltadas às pessoas com doença falciforme, com o propósito de que esses sujeitos tenham os seus direitos plenamente resguardados
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