research article
Eduardo Neira Alva e John F. C. Turner: (Des)construindo paradigmas sobre autoconstrução, autogestão e ação comunitária, 1958–1963
Abstract
Although John F. C. Turner's output is broad and significant, one can say that it is through some specific reference works that we can understand his basic thinking on slums and housing problems in so-called "underdeveloped" countries, which has made him known worldwide. This does not mean in any way that these topics were not discussed and/or addressed in the countries of the continent (with greater or lesser emphasis); or in other words, Turner’s approach to these topics was not new to us, but it was to the "developed" countries, especially European ones and the United States, as demonstrated by some researchers. What can be seen is that, from the 1960s onwards, we witnessed the consolidation and affirmation of a theoretical basis that focused on topics such as self-construction, self-management, and community action. Contrary to the aforementioned scenario, we are interested in focusing in this chapter on a debate that also brings to light characters and experiences (erased, forgotten or ignored) that, in our understanding, were fundamental for the elaboration of such theoretical corpus. Thus, we are interested, on the one hand, in understanding how this appropriation of experiences occurred by identifying (or not) parallels, advances, and possible contributions; and, on the other, in relativizing and challenging the originality of Turner's theoretical basis.Si bien la producción de John F. C. Turner es amplia y significativa, es posible afirmar que es a través de algunos referentes específicos que se puede entender su pensamiento básico sobre las barriadas y los problemas habitacionales en los países llamados “subdesarrollados”, lo que le permitiría ser conocido mundialmente. Esto no quiere decir de ninguna manera que estos temas no hayan sido discutidos y/o abordados en los países del continente (con mayor o menor énfasis); o dicho de otra manera, el enfoque de los temas tratados por Turner no era nuevo para nosotros, sino para los países “desarrollados”, especialmente los europeos, además de Estados Unidos, como lo demuestran algunos investigadores. Lo que se puede observar es que a partir de la década de 1960 hemos visto la consolidación y afirmación de una base teórica que se centra en temas como la autoconstrucción, la autogestión y la acción comunitaria. Contrario a este escenario establecido, nos interesa centrarnos en este capítulo en un debate que también traiga a la luz personajes y experiencias (borradas, olvidadas o ignoradas) que, a nuestro entender, fueron fundamentales para la elaboración de tales cuerpos teóricos. Así, nos interesa, por un lado, comprender cómo se produjo esa apropiación de experiencias, identificando o no, paralelismos, avances y posibles aportes; y por el otro, relativizar y tensionar la novedad de la base teórica de Turner.Apesar de a produção de John F. C. Turner ser ampla e significativa, é possível afirmar que é através de algumas referências pontuais que se pode entender seu pensamento basilar sobre as favelas e os problemas de moradia nos países chamados “subdesenvolvidos”, o que viria a torná-lo conhecido mundialmente. Isso não significa de forma alguma que esses temas não tenham sido discutidos e/ou encarados nos países do continente (com maior ou menor ênfase); ou, dito de outra forma, a abordagem dos temas tratados por Turner não era novidade para nós, mas sim para os países “desenvolvidos”, em especial os europeus, além dos Estados Unidos, como demonstrado por alguns pesquisadores. O que pode ser percebido é que a partir da década de 1960 vemos a consolidação e a afirmação de uma base teórica que traz como foco de discussão temas como a autoconstrução, a autogestão e ação comunitária. Ao contrário do cenário ilustrado, interessa-nos apostar neste capítulo em um debate que traga à luz, também, personagens e experiências (apagadas, esquecidas ou ignoradas) que, no nosso entender, foram fundamentais para a elaboração de tais corpos teóricos. Assim, interessa-nos, de um lado, entender como se deu essa apropriação de experiências, identificando ou não, paralelos, avanços e eventuais contribuições; e, do outro, relativizar e tensionar o ineditismo da base teórica turneriana- info:eu-repo/semantics/article
- info:eu-repo/semantics/publishedVersion
- Eduardo Neira Alva
- John F. C. Turner
- autoconstrução
- autogestão
- ação comunitária
- Eduardo Neira Alva
- John F. C. Turner
- autoconstrucción
- autogestión
- acción comunitaria
- Eduardo Neira Alva
- John F. C. Turner
- self-construction
- self-management
- community action