Narrativas escritas autobiográficas e a ressignificação das relações de sofrimento com a leitura e a escrita no ensino superior

Abstract

Anchored in a social and historical perspective, it is assumed that reading and writing practices are dialogical and that the constitution of readers and writers depends on the quality of interactions mediated by and from written language. Literacy conditions, collectively and individually, are continually established as part of an orchestra that brings together meanings, voices, and values ​​in a specific time and space. School/university represents an agency of literacy, where discourses circulate aiming at the production, reproduction, and dissemination of academic knowledge. This study aims to analyze the "suffering" relationships established with reading and writing by academics, as well as to discuss the potential of bibliographic written narratives in the resignification of such relationships. This qualitative study was conducted through the analysis of biographical reports written by academics as documents and sources for research. It was evidenced in this research that the problems and achievements of academics, facing academic literacy, occurred through the recognition of the status of the other's word and the fact that it requires active comprehension and a responsive-active attitude. The narratives resonate with the construction and reconstruction of knowledge that emerged from encounters with singularity and with others. The line of construction and reconstruction of this knowledge is anchored to processes of subjectivization and self-awareness, considering, in this bias, the literacies involved in the students' trajectories.Anclados en una perspectiva social e histórica, se parte del supuesto de que las prácticas de lectura y escritura son dialógicas y que la constitución de lectores y escritores depende de la calidad de las interacciones mediadas por y a partir del lenguaje escrito. Las condiciones de alfabetización, de manera colectiva e individual, se establecen continuamente como parte de una orquesta que reúne significados, voces y valores en un tiempo y espacio específicos. La escuela/universidad representa una agencia también de alfabetización, donde circulan discursos que tienen como objetivo la producción, reproducción y difusión del conocimiento académico. El objetivo de este estudio es analizar las relaciones de "sufrimiento" establecidas con la lectura y la escritura por parte de académicos, así como discutir el potencial de las narrativas escritas bibliográficas en la resignificación de tales relaciones. Este estudio cualitativo se llevó a cabo a través del análisis de informes biográficos escritos por académicos como documentos y fuentes para la investigación. Se evidenció en esta investigación que los problemas y logros de los académicos, frente a la alfabetización académica, ocurrieron mediante el reconocimiento del estatus de la palabra del otro y el hecho de que requiere comprensión activa y una actitud receptiva-activa. Las narrativas resuenan con la construcción y reconstrucción del conocimiento que surgió de los encuentros con la singularidad y con otros. La línea de construcción y reconstrucción de este conocimiento está anclada en procesos de subjetivación y autoconocimiento, considerando, en este sesgo, las alfabetizaciones involucradas en las trayectorias de los estudiantes.Ancorados numa perspectiva social e histórica, parte-se do pressuposto de que as práticas de leitura e escrita são dialógicas e que a constituição de leitores e de escritores dependem da qualidade das interações mediadas por e a partir da linguagem escrita. As condições de letramento, coletiva e singularmente, são estabelecidas continuamente como parte de uma orquestra que coloca em diálogo os sentidos, as vozes e os valores em um tempo e espaço determinados. A escola/universidade representa uma agência também de letramento, onde circulam discursos que objetivam a produção, reprodução e divulgação de conhecimentos acadêmicos. Objetiva-se, neste estudo, analisar as relações de “sofrimento” estabelecidas com a leitura e com a escrita por parte de acadêmicos, bem como discutir sobre as potencialidades das narrativas escritas bibliográficas na ressignificação de tais relações.  Tal estudo, de natureza qualitativa, foi realizado a partir da análise de relatos biográficos escritos por acadêmicos como documentos e como fontes para pesquisa. Evidenciou-se, nesta pesquisa, que as problemáticas e as superações dos acadêmicos, frente ao letramento acadêmico, ocorreram pelo reconhecimento do estatuto da palavra do outro e do fato da mesma requerer uma compreensão ativa e uma atitude responsiva-ativa. As narrativas reverberam a construção e a reconstrução de saberes que emergiram do encontro com a singularidade e com o outro. A linha de construção e de reconstrução desses saberes está ancorada aos processos de subjetivação e de autoconhecimento, considerando-se, nesse viés, os letramentos envolvidos nos percursos dos estudantes

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This paper was published in Portal de Periodicos UFSC.

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