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Vinculação pré-natal e organização psicológica do homem e da mulher durante a gravidez:relação com o tipo de parto e com a patologia obstétrica dos II e III trimestres de gestação

By 1964- Ana Paula Forte Camarneiro

Abstract

Tese de doutoramento, Psicologia (Psicologia Clínica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2012A vinculação pré-natal (VPN) é a representação da vinculação dos pais ao feto. Está ligada a variáveis psicossociais que influenciam a saúde da gravidez e o resultado do parto. Foram objectivos desta investigação: estudar a articulação entre a VPN e as variáveis psicológicas que influenciam o resultado do parto e a ocorrência de patologia obstétrica; comparar as variáveis psicológicas dentro do casal e entre homens e mulheres na gravidez e depois do nascimento; identificar a influência das variáveis psicológicas das grávidas sobre a patologia obstétrica e no resultado do parto; averiguar o efeito do resultado do parto e da patologia obstétrica sobre a vinculação pós-natal. Realizaram-se três estudos quantitativos do tipo longitudinal (no segundo trimestre de gravidez, imediatamente após o parto e 8 a 12 meses depois do parto). A amostra inicial constituiu-se com 407 casais. Nos primeiro e terceiro estudos, foram aplicadas as seguintes escalas: EVPNMP (Escala de vinculação Pré-natal Materna e Paterna), EAGM (Escala de Atitudes sobre a Gravidez e a Maternidade), EASAVIC (Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal), IRP (Inventário de Resolução de Problemas), DASS-42 (Depression, Anxiety and Stress Scale), PSS (Perceived Stress Scale), adaptação ao contexto profissional e BSI (Brief Symptoms Inventory). Os resultados indicaram que a VPN é influenciada pelas variáveis psicológicas, pela idade e pelo planeamento da gravidez. A VPN materna e as características sociodemográficas não influenciam a ocorrência de patologia obstétrica, tipo de parto, idade gestacional e saúde do recém-nascido. A sensibilidade interpessoal materna e o coping pedido de ajuda influenciam a ocorrência de patologia obstétrica. Após o nascimento, os níveis de vinculação ao bebé mantêm-se nas mulheres e aumentam nos homens; o stress e os sintomas psicopatológicos são mais elevados nas mulheres; a satisfação conjugal decresce no casal e aumentam os valores da ideação paranóide e do controlo interno/externo dos problemas; as variáveis psicológicas, sociodemográficas e clínicas não comprometem a vinculação pós-natal. Concluiu-se que a VPN é sensível a variáveis psicológicas, idade e planeamento da gravidez mas não influencia a patologia obstétrica nem o resultado do parto. Após o nascimento, a vinculação paterna aumenta; a satisfação conjugal diminui e há mais risco psicológico nas mulheres. Estes são períodos críticos para os casais.Prenatal attachment is the representation of parents’ attachment to their fetus. It is connected to psychosocial variables which influence health in pregnancy and delivery outcomes. This research aimed: to understand the link between prenatal attachment and the psychological variables which influence delivery outcomes and the occurrence of obstetrical pathology; to compare the psychological variables within the couples, and between men and women, during pregnancy and after birth; to identify the influence of pregnant women’s psychological variables upon the occurrence of an obstetric disease and on delivery outcomes; to analyze the impact of delivery outcomes and obstetric disease on postnatal attachment. Three quantitative longitudinal studies were carried out (during the second pregnancy trimester, immediately after delivery and 8-12 months after delivery). The initial sample was composed by 407 couples. In the first and third studies, the following scales were applied: EVPNMP (Maternal and Paternal Antenatal Attachment Scale), EAGM (Pregnancy and Maternity Attitudes Scale), EASAVIC (Marital Satisfaction Assessment Scale), IRP (Problems Resolution Inventory), DASS-42 (Depression, Anxiety and Stress Scale), PSS (Perceived Stress Scale) for laboral context, and BSI (Brief Symptoms Inventory). Results showed that prenatal attachment is influenced by psychological variables, by age, and by pregnancy planning. Maternal prenatal attachment and socio-demographic characteristics do not influence the occurrence of an obstetrical pathology, the type of delivery, the gestational age and the newborn’s health. The maternal interpersonal sensitivity and the use of help-seeking coping strategies do influence the occurrence of obstetrical pathology. After delivery, it was observed that: women remain equally attached and men become more attached to the baby; women show increases in stress and in psychopathological symptoms; the couple is less satisfied with their married life; the levels of paranoid ideation and internal/external control coping increase; and that psychological, sociodemographic and clinical variables do not compromise postnatal attachment. It was concluded that prenatal attachment is sensitive to psychological variables, age and pregnancy planning, but it does not influence obstetrical pathology or delivery outcomes. After birth, paternal attachment increases; marital satisfaction decreases and there is a higher psychological risk for women. These are critical periods for couples.Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, SFRH/PROTEC/49389/2009

Topics: Vinculação, Gravidez - aspectos psicológicos, Obstetrícia, Teses de doutoramento - 2012
Year: 2011
OAI identifier: oai:repositorio.ul.pt:10451/6526

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