Portal de Periódicos da Universidade do Estado de Mato Grosso
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DO LOCUS DA INFÂNCIA EM CONTOS DO NASCER DA TERRA
A partir de Contos do Nascer da Terra, de Mia Couto, aborda-se a infância enquanto estádio de fantasia e criatividade. Os narradores de Mia Couto “brincam” com a linguagem, através dos neologismos, e confrontam a realidade com o sobrenatural. Neste sentido, o trágico e o onírico são convocados para a criação de atmosferas em que o realismo mágico sobressai
VAMPIROS E TEMAS TABUS: O UNIVERSO SUBVERSIVO EM “A MORTE AMOROSA” E CARMILLA
O objetivo do artigo é estudar o conto “A morte amorosa”, de Théophile Gautier e o romance Carmilla, de Joseph Sheridan Le Fanu para discutir o tema da subversão ligado ao vampirismo. Em um estudo comparativo, pretende-se analisar as narrativas ligadas ao tema da sexualidade e do tabu. Como um monstro cheio de práticas proibidas, o vampiro literário possui um forte apelo sexual e sua presença costuma abalar o status quo, além de provocar repulsa e atração em suas vítimas
À SOMBRA TRÁGICA DO SOBRADO: O DRAMA DE ROSALINA E A POÉTICA DE AUTRAN DOURADO EM ÓPERA DOS MORTOS
O presente trabalho visa estabelecer os princípios composicionais que regem a narrativa de Autran Dourado. Procuraremos observar como a poética autraniana produz e nos introduz em um universo mítico-simbólico e como o estatuto da narrativa personativa descortina a subjetividade das personagens envolvidas na trama imagética de efabulação de suas obras
LÍNGUA E DIREITO
Neste trabalho propomos uma análise do texto de introdução da “Declaração Universal dos Direitos Linguísticos”, publicada em 1996 pela UNESCO, refletindo sobre como esta significada a questão linguística. Para isto colocamos a questão: que lugar ocupa o sentido da palavra língua nestes textos e como este sentido produzirá um conhecimento articulado e regulado pela Instituição que o enuncia? Este percurso nos permitirá refletir sobre uma história de ideias linguísticas à que tentaremos articular o lugar institucional que, ao enunciar, faz funcionar determinados sentidos sobre o que significa(ria) a palavra língua, objeto de nossa análise, produzindo, portanto, um saber linguístico. Esta análise linguística nos coloca dentro do quadro epistemológico da História das Ideias Linguísticas e da Semântica da Enunciação
NARRATIVAS DE UMA ESCRITORA VIAJANTE: MARIA ARCHER E A CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Tendo nascido no limiar do século XX, (1899-1982), e vivido parte de sua vida entre Portugal, África e Brasil, em sua longa e produtiva atividade literária, a autora portuguesa Maria Emília Archer Eyrolles Baltazar Moreira estabeleceu relações com um tipo de público diferente do de seus livros – o(a)s leitore(a)s de jornais. Em destaque, não só periódicos portugueses, como também publicações brasileiras como A Gazeta, O Estado de São Paulo, e Portugal Democrático. Assim, a presença da escritora Maria Archer na imprensa do seu tempo pressupõe que nos voltemos para a caracterização da sua produção criativa aí. O estudo de sua contribuição para o alargamento da inserção da mulher como autora nas páginas impressas, nos países que se comunicam através da Língua Portuguesa levará ao entendimento da forma como a escritora, a partir do exílio se adapta à realidade cultural portuguesa e brasileira. Em boa medida, para a realização desta pesquisa, nos baseamos nos documentos que fornecem um testemunho da gênese da obra e vida da autora portuguesa, em sua produção criativa, nas entrevistas, em microfilmes de sua contribuição jornalística, em depoimentos de quem conviveu com a escritora na situação da diáspora em idioma fraterno.
FILIMONE MEIGOS, A POESIA COMO PRÁTICA PROFANATÓRIA E COMO ARTE DA PARÓDIA
A poesia produzida por Filimone Meigos nos últimos vinte anos e reunida neste livro Mozambique meu corpus quantum é dos exemplos mais impressivos e mais importantes- dessa arte discursiva neo-barroca no panorama actual da poesia moçambican
DISCURSO DE POSSE DE AGNALDO RODRIGUES DA SILVA ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS CADEIRA Nº 10
Senhor Presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, Acadêmico Eduardo Mahon, em nome de quem cumprimento a todos os acadêmicos desta Casa Barão de Melgaço.Magnífico Senhor Reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso, Professor Doutor Dionei José da Silva, em nome de quem cumprimento professores, técnico-administrativos e alunos da Universidade do Estado de Mato Grosso
A REDE SOCIAL FACEBOOK E O SUJEITO INDÍGENA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA
Neste artigo, buscamos compreender o uso da rede social Facebook pela “Aty Guasu”, assembleia dos Guarani e Kaiowá. Tendo como norteadora de nossos estudos, a Semiótica francesa, abordamos o local e o regional sul-mato-grossenses, por meio do ciberdiscurso, buscando resgatar no ciberespaço a representação do discurso desses grupos sociais. Foram contempladas na análise questões acerca da semântica discursiva do percurso gerativo de sentido, a fim de perceber em que medida tais discursos produzem determinadas práticas de subjetivação nos indivíduos de forma a (re)construir a identidade do sujeito indígena sul-mato-grossense. Os resultados apontam temas como: genocídio indígena, poder dos grandes latifundiários, necessidade de reforma agrária, opressão dos fazendeiros sobre os índios, desigualdade social, discriminação e desrespeito à cultura indígena