6 research outputs found

    How Brazilian therapeutic communities are facing COVID-19?

    Full text link
    Purpose This paper aims to reflect upon the findings of a fast-track study carried out in April 2020, by the Brazilian Federation of Therapeutic Communities, focused on the impact of the first measures taken by the Brazilian therapeutic communities (TCs) in response to COVID-19. Design/methodology/approach An electronic survey was disseminated to TCs in the different regions of Brazil through online platforms. A total of 144 TCs responses were used in the final analysis. The survey collected the following information: suspected and confirmed cases of COVID-19 (only one case of COVID-19 was confirmed), changes in treatment protocols, the impact in admissions and daily activities and the safety measures adopted to stop or reduce the transmission between residents, families and staff. Findings The survey successfully collected general data regarding interruptions (82.6% of TCs interrupted admissions, 100% of TCs interrupted volunteer’s activities, 94% of TCs interrupted family visits and 93% of TCs interrupted external activities). Research limitations/implications The caveat of this study is the fact that there were tight deadlines for the TCs to generate their responses and the limited availability of staff to answer long surveys. Because of this, the study could not explore other important qualitative data. The results were shared in Brazil and Latin America with the staff of TCs, the national Federations of Therapeutic Communities and government agencies linked with them, in all Latin America. Originality/value This research aims to contribute to the adoption of developed prophylaxis and prevention protocols in response to COVID-19. </jats:sec

    Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III): Caderno Temático – Resultados Consumo de Álcool na População Brasileira.

    No full text
    O consumo de álcool permanece, de longe, o principal fator de risco para mortalidade e morbidade associadas ao uso de substâncias psicoativas no Brasil. Os dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III, 2023) reforçam a magnitude desse fenômeno: aproximadamente 73,9 milhões de brasileiros (42,5% da população com 14 anos ou mais) relataram uso de bebidas alcoólicas, e cerca de 19,9 milhões apresentam critérios de transtorno por uso de substâncias (TUS) ou uso problemático. Nenhuma outra substância ou comportamento analisado — como tabaco, cocaína, crack ou mesmo as apostas — alcança tamanha dimensão em termos de prevalência e carga para a saúde pública. A despeito desse impacto, o álcool mantém elevada aceitação social e ampla disponibilidade, o que representa um obstáculo considerável à formulação e implementação de políticas públicas eficazes de prevenção e controle. A naturalização de seu consumo ofusca os danos associados, invisibilizando a relação direta com milhares de mortes evitáveis, adoecimento físico e mental, além de repercussões sociais e econômicas expressivas. Nesse cenário, torna-se crucial rastrear de forma detalhada os padrões de consumo de bebidas alcoólicas. O Brasil configura-se como uma exceção no contexto internacional, marcado por dois extremos: de um lado, uma elevada proporção de pessoas abstinentes; de outro, entre aqueles que bebem, uma forte concentração de padrões abusivos de consumo. A identificação de indicadores de uso de risco, uso nocivo e alcoolismo é fundamental não apenas para estimar a carga de doença, mas também para orientar o planejamento de estratégias de prevenção e a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS. Nesse sentido, o LENAD III não se limita a dimensionar o consumo de álcool, mas também investiga a busca por tratamento entre pessoas com alcoolismo e a utilização dos serviços da rede de apoio, oferecendo uma visão abrangente sobre como a população brasileira lida com os problemas decorrentes do consumo de álcool. É nesse contexto que se evidencia a relevância do monitoramento epidemiológico contínuo do consumo de álcool no país. O presente Caderno Temático de Álcool dedica-se a aprofundar a análise do consumo no Brasil a partir dos dados do LENAD III, trazendo indicadores que permitem compreender tanto a amplitude da exposição quanto a gravidade de seus desfechos. Trata-se de um esforço essencial para iluminar a formulação de políticas públicas mais efetivas e para enfrentar aquele que se consolida como o maior desafio brasileiro em saúde pública no campo das drogas

    Caderno Temático – Resultados Tabagismo e Uso de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) na População Brasileira

    No full text
    Este Caderno Temático apresenta os resultados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD) sobre o hábito de fumar, abrangendo os indicadores sobre tabagismo advindos das edições de 2006, 2012 e 2023 — e inaugura a investigação sobre o uso dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), em uma amostra representativa da população brasileira de 14 anos ou mais. Os aprimoramentos metodológicos desta edição do LENAD combinados à comparação com os indicadores advindos das suas edições anteriores permitem que este relatório ofereça um retrato robusto da trajetória do tabagismo no País – das quedas expressivas obtidas pela aplicação consistente das políticas públicas de redução de acesso do tabaco ao desafio contemporâneo representado pelos DEFs. Serão apresentados os seguintes resultados: As prevalências nacionais de usuário de produtos fumígenos, seja ela fumada nos cigarros convencionais ou usada através dos DEFs; Investigação dos padrões de uso, incluindo a precocidade da experimentação, uso pesado e dependência; Indicadores de cessação e fumo passivo; Indicadores sobre a percepção de risco, intenção de uso e acesso, especialmente entre menores de idade. O desenho amostral do LENAD permite a estratificação dos indicadores principais por sexo, grupo etário e macrorregiões brasileiras, proporcionando informações fundamentais para embasar o planejamento de políticas públicas e intervenções de controle do tabagismo ajustadas às especifi cidades de cada segmento populacional e região do país. Reduzir o dano do Uso de Produtos Fumígenos continua a exigir barreiras efetivas de acesso, tributação progressiva e fiscalização rigorosa da comercialização, complementadas por tratamento universal da dependência. Os achados aqui sintetizados auxiliam gestores públicos, profissionais de saúde, educadores e legisladores a direcionar recursos para os grupos mais vulneráveis — adolescentes, mulheres jovens, pessoas de menor escolaridade e moradores das regiões com maior carga de consumo. O combate ao tabagismo no Brasil é uma história de sucesso que não pode ser interrompida. Diante dos novos desafios impostos pela indústria de Produtos Fumígenos, é urgente que comunidade científica, sociedade civil e poder público renovem sua aliança em defesa da saúde pública. Este Caderno é um chamado à ação: que ele inspire políticas mais justas, amplie o acesso à prevenção e ao tratamento, e fortaleça a proteção das novas gerações frente aos riscos antigos e emergentes do consumo de Produtos Fumígenos.OutraTED n 003/201

    Women who use drugs in open drug scenes: a brief report from Brazil

    No full text
    Background: Despite increasing recognition of gender’s role in drug use, research gaps remain in understanding the women who use drugs (WWUD). This study examines WWUD in Brazil’s open drug scenes(ODSs) by: (i) comparing their sociodemographic characteristics, ODS involvement, and healthcare utilisation with men and (ii) exploring their parental status, pregnancy experiences, and contraception. Methods: A secondary analysis of the 2021–22 Survey of Drug Use Scenes in Capitals (LECUCA) in São Paulo, Fortaleza, and Brasília. Data from 489 individuals recruited at ODSs were analysed. Results: Women (25.37% of the sample) were younger than men, less likely to have paid employment, and more often parents of dependent children but did not receive welfare benefits more frequently. They were nearly twice as likely to live at ODS most days and had longer involvement (≥5 years). Women faced higher rates of sexually transmitted infections, suicide attempts, and trauma, including childhood abuse, domestic and physical violence within ODS. On average, they reported 3.9 pregnancies, with stillbirths occurring at age 18. Only 52.63% had access to pregnancy tests. Conclusion: Women in ODS face compounded social and health vulnerabilities. Addressing these disparities requires gender-specific, trauma-informed, and harm-reduction-focused interventions to improve service utilisation and health outcomes for WWUD
    corecore