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Catálogo de salmos eborenses da segunda metade do século XVIII: compositores e instrumentação
Este documento retrata os principais dados resultantes do projecto de investigação “O enquadramento da Sé de Évora e da sua música sacra: o caso dos salmos concertados presentes no Arquivo da Sé de Évora na segunda metade do século XVIII e primeiras décadas do século XIX”, produto das pesquisas e investigações levadas a cabo no Doutoramento em Música e Musicologia da Universidade de Évora
Para uma Teorização da Metáfora para a Análise e Interpretação Musical
Este artigo aborda o uso da metáfora como uma prática recorrente do pensar e fazer musical. Estando presente como recurso desde os primórdios da reflexão e exposição oral sobre música, a metáfora tornou-se cada vez mais embebida em todos os fazeres musicais. Com as constantes aberturas estilísticas que a música ocidental tem sofrido desde o último quartel do século XX, pensa-se cada vez mais na metáfora como ferramenta privilegiada para a realização musical. Para uma consciente teorização da metáfora musical, apresentam-se dois estudos de caso em que a metáfora serve de eficiente fio condutor que parte desde a composição, passa pela análise, e imagina-se uma interpretação
Três poemas portugueses e um impasse
Neste trabalho fazemos a leitura dialética de três poemas da moderna lírica portuguesa. Acompanhamos a representação da crise histórica da Europa moderna que em Portugal assume aspectos peculiares. A capacidade que tem a poesia de prever a crise antes mesmo dela se fazer perceptível é tomada como forma de uma hermenêutica específica. _________________________________________________________________________________ ABSTRACTIn this article we propose a dialectic reading of three poems of the modern Portuguese lyric. We follow the representation of the historic Europe’s modern crisis that in Portugal assume peculiar aspects. The capacity of the poetry to foresee the historical crisis is taking as a kind of a special hermeneutic
Aspectos interpretativos em quartetos de cordas de Heitor Villa-Lobos
Mestrado em MúsicaEste trabalho tem por finalidade fazer um estudo interpretativo do
primeiro, quinto e décimo sétimo Quartetos de cordas de Heitor
Villa-Lobos, situá-los dentro da esfera nacionalista, e abordar
questões técnicas que auxiliem os instrumentistas na execução
dos mesmos. Composto em 1915, ano que marca o início de sua
apresentação oficial como compositor no Rio de Janeiro, o
Primeiro Quarteto é uma suíte de seis pequenas peças, onde
Villa-Lobos começa a mostrar traços de seu interesse pela
cultura popular brasileira. O Quinto Quarteto, escrito em 1931,
inicia a série de composição dos Quartetos nacionalistas e é
considerado o primeiro dos quartetos populares. O primeiro e o
último andamento são baseados em cantigas tradicionais
brasileiras. O Décimo Sétimo Quarteto foi composto em 1957 e
Villa-Lobos nunca chegou a escutá-lo. Possui quatro
andamentos e uma linguagem harmônica mais elaborada. Os
aspectos interpretativos de cada Quarteto foram estudados
separadamente por andamentos, mostrando suas características
bem como as ideias musicais propostas pelo compositor.This work aims to undertake an interpretive study of the First,
Fifth and Seventeenth String Quartets of Heitor Villa-Lobos,
addressing technical issues that may help performers.
Composed in 1915, the year of Villas-Lobos’ official
presentation as composer in Rio de Janeiro, the First Quartet is
a suite of six short pieces, in which Villa-Lobos began to display
his interest in Brazilian popular culture. The Fifth Quartet,
composed in 1931, begins a series of nationalistic Quartets and
is considered the first of the popular quartets. The first and last
movements are based on traditional Brazilian songs. The
Seventeenth Quartet was composed in 1957, and Villa-Lobos
never heard it. It has four movements and a more elaborate
harmonic language. The interpretive aspects of each quartet
were studied separately for each movement, discussing their
characteristics as well as the musical ideas proposed by the
composer
Os salmos concertados de Miguel Anjo do Amaral: um caso de estudo da música sacra vocal eborense na transição do séc. XVIII para o XIX.
O panorama actual do conhecimento sobre a realidade musical em Évora na segunda metade do século XVIII é diminuto; existe já bastante literatura sobre o que acontece noutras zonas do país, como é o caso de Lisboa, com a criação da Patriarcal. No entanto, para Évora, ainda existe um grande volume de trabalho a ser feito para que se possa trazer luz sobre o panorama musical da cidade. A música sacra em Évora no século XVIII não parece ter sido alvo de estudos exaustivos, existindo um hiato que urge colmatar. É neste sentido que se propõe este artigo, que pretende ser um ponto de partida para o estudo de música manuscrita e inédita – os salmos que se pretendem estudar encontram-se ainda por transcrever e analisar.
Partindo ainda de dados já conhecidos, pretende-se que este artigo faça perceber melhor qual o quadro musical da cidade na segunda metade do século XVIII. Tendo como base o estudo de um conjunto de salmos, pretende-se enquadrá-los dentro da liturgia e retirar algumas conclusões sobre um possível estilo de composição musical próprio da claustra eborense. Da análise dos seus salmos, pretende-se perceber não apenas características formais mas também características da interacção entre o texto e a música, bem como tendências de uso harmónico e análise das linhas solistas
Orquesta de Cámara de Madrid : jueves 5 de junio de 1947 a las once de la noche, viernes 6, a las siete y media de la tarde, en el Teatro Carrión, Valladolid
Curso 1946-1947, año quinto, 79 y 80 audiciones, conciertos XIII y XIVCopia digital. Valladolid : Junta de Castilla y León. Consejería de Cultura y Turismo, 2009-201
Memoria del año 2014
Memòria del funcionament i de les activitats de la Reial Acadèmia Catalana de Belles Arts de Sant Jordi i dels acadèmics realitzades durant l'any 2014 (castellà)
Uma viagem com vários caminhos: A minha experiência profissional como violinista
Como violinista, o que sei hoje, o que transmito ao tocar e ao ensinar, é
fruto de uma aprendizagem que começou em criança, que se foi
aprofundado em escolas cada vez mais exigentes, buscando e alcançando
níveis de formação cada vez mais elevados. No entanto, a aprendizagem de
qualquer ato performativo, só faz sentido quando complementada com a
experiência de palco. Essa experiência é, sem dúvida, aquilo que faz a ligação
entre a violinista que fui enquanto estudante, ou recém-formada e a que sou
hoje, como profissional.
É importante realçar que no meu caso, ser violinista passa por assumir uma
capacidade de abraçar diversas funções, diferentes papéis, por assim dizer, e
responsabilidades, sempre com o mesmo objetivo – ganhar o máximo de
experiência e crescer enquanto músico. O meu percurso profissional de mais
de doze anos desdobra-se em várias vertentes. Ser segundo violino de um
quarteto de cordas é certamente muito diferente do que tocar a solo com
orquestra, de ser tutti numa orquestra, ou até assumir o papel de concertino.
Embora todas estas experiências envolvam conhecimentos comuns, cada
uma das funções assumidas pelo violinista é distinta e tem objetivos
próprios que se coadunam com a especificidade do papel do violino em
cada uma das situações. Nesse sentido, ser violinista é ser capaz de tocar
sozinha, mas é também ser capaz de encontrar o equilíbrio quando toco em
duo com um pianista, ou perceber o meu papel quando toco em trio,
quarteto ou quinteto. É saber fazer parte de um naipe de orquestra, é
conseguir tocar a solo com orquestra e também gerir uma posição de líder,
como concertino. No meu caso, ser violinista é ser capaz de me adaptar a estas
situações, percebendo o contexto de cada uma delas, para melhor atingir o
objetivo musical pretendid
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