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    Metodologia para diagnóstico e intervenção em edifícios correntes: habitação social no Porto e Recife

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    De acordo com o INE (2010), o parque de habitação social distribui-se por 246 Municípios, sendo constituído por cerca de 97 mil fogos e 22 mil edifícios. O município do Porto detém 12 682 fogos, correspondendo a 13% do total. Durante o ano de 2009 os municípios portugueses executaram obras de conservação em 2 252 edifícios (10,2% do total) e procederam à reabilitação de 6 636 fogos (6,8% do total). Este património municipal gerou, em 2009, uma receita média por fogo de 706 euros, entre rendas cobradas e fogos vendidos. Por seu lado a despesa média (incluindo os encargos fixos) ficou-se pelos 676 euros por fogo. Atendendo apenas a estas rubricas de receitas e despesas relacionadas com o parque de habitação social dos municípios, verifica-se a existência de um “défice” nas regiões do Norte de 12,7 milhões, o que demonstra o investimento em curso actualmente. O Município do Porto registou um défice superior a 1 000 euros por fogo (receita de 604 euros e despesa de 1 718 euros). A Habitação Social resulta de uma necessidade passada e presente de pensar nas pessoas, isto é, pensar numa política de valorização da qualidade de vida da população que passando muito pela habitação, não acaba nela. A política social da habitação dá início a um processo global de melhoria da qualidade de vida das pessoas, sendo necessário fazer coincidir a melhoria das condições de alojamento, com a melhoria das condições envolventes aos conjuntos habitacionais. Só com uma participação activa dos moradores é possível a sua identificação com o conjunto habitacional onde residem. A missão descrita é incompatível com habitação social em deficiente estado de conservação ou mesmo muito degradada, tal como se verifica em inúmeros países. Importa desta forma assegurar a reabilitação deste património construído e a sua posterior conservação. Nos últimos anos ocorreram desenvolvimentos muito significativos no que diz respeito à capacidade de utilizar técnicas experimentais (in situ ou em laboratório) e simulações em computador. Um aspecto relevante é que a engenharia “de conservação” deve ter uma abordagem e capacidade diferentes das usadas em construções novas. Frequentemente, os materiais e técnicas tradicionais são desconhecidos para os envolvidos. Também se verifica que a tendência das entidades reguladoras e dos projectistas para que os regulamentos actuais sejam cumpridos. Isto é muitas vezes inaceitável, visto que os regulamentos foram escritos tendo em mente outras formas de construção, pelo que a sua aplicação em materiais, tecnologias e formas tradicionais é excessivamente conservadora ou penalizadora. A necessidade de reconhecer a diferença entre o projecto moderno e a conservação também é relevante no contexto dos custos associados à contribuição da engenharia. O procedimento habitual de cálculo de honorários de engenharia, como uma percentagem do trabalho realizado, está claramente em oposição com as melhores práticas de conservação. Ser capaz de recomendar não tomar qualquer medida pode, na realidade, implicar mais estudos e mais custos reais do que uma recomendação para grandes intervenções. Os procedimentos das intervenções modernas exigem um levantamento cuidado da construção, bem como a compreensão da sua história, tendo em vista obter um diagnóstico claro, que requer muitas vezes técnicas de inspecção adequadas e experiência adquirida relevante, num processo muito semelhante à medicina Após reconstituir o historial do paciente (o edifício) e requerer exames (técnicas de inspecção e ensaios), é possível um diagnóstico. Este diagnóstico permite, se necessário, uma terapia adequada (projecto de intervenção) e o respectivo controlo de resultados (monitorização dos resultados). Tendo em vista demonstrar a abordagem metodológica necessária, no presente artigo serão apresentados casos de estudo em Portugal e Brasil, onde os autores estiveram envolvidos

    The Current Status of Social Risks on Educational Systems. An Analysis Through Social Media

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    Este trabajo ha sido publicado en las actas del citado congreso, y revisados los documentos donde ha sido publicado, no se muestran impedimentos legales para que pueda ser publicado el documento.Social Risk in education such as bullying, are usually invisible to teachers and parents, at all educational levels. However, these risks remain a reality everywhere in the world, turning into a problem that is rapidly globalizing due to the widespread access to the Internet. The Internet has permeated our entire society and is now present in almost every activity. The education and most aspects associated with it, such as Social Risks, are not exempt of this new form of communication within our society. This has led to a significant increase in damage Social Risks can exhort on the victims, due to several causes such as their capacity for dissemination, repetition and virality; greater anonymity of aggressors and the chance for more people joining them; continuity over time even when after school hours; display of intimacy before an endless crowd of people; ease of permanent control through geolocation, control of online statuses and connections; and even the risk of easily impersonating a victim. The first step to prevent these issues is to carry out a study on the current state of Social Risks. An updated snapshot would allow to draw up action plans based on reliable data and develop countermeasures to minimize the damage caused by current Social Risks to minors. The objective of this work is to conduct a study on unsolicited data obtained from Social Media on three of the most prominent Social Risks of our society, namely Bullying, Addictions and Xenophobia within the field of education, with the aim of obtaining an updated snapshot of their current status. The study was carried out during the second semester of 2017 and the first semester of 2018, quantifying the presence and emotion of said risks in Social Media, determining the most relevant terms, as well as the most used communication channels

    Shamanic interfaces for computers and gaming platforms

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    Simpósio de informática, realizado no Porto de 4-5 de setembro de 2014Natural user interfaces are becoming widespread as a focus of research in human-computer interaction. Gestural interaction is an important part of this field, but generally done by mimicry. This raises concerns such as the necessity of creating abstractions for non-imitable commands and the difficulty of finding gestures that are meaningful for a worldwide audience. Cultural backgrounds impart different meanings to gestures. In this research , we explore the concept of allowing individuals to interact with computer systems using gesture from the individual’s own culture, focusing on a software engineering approach to support this idea. The aim is to leverage the rich semantics of non-mimicry cultural gestures to expand gestural interaction to support abstract commands for instructions that do not have a matching gestural imitation. This approach also holds the potential to support the learning of gestural commands, by linking them to the cultural background of each user. The proposed software engineering approach demonstrates the feasibility of planning applications with commands in mind, not specific gestures, separating concerns between gestural identification (which can include cultural background elements) and actual commands

    Credible Equilibria in Games with Utility Changing during the Play

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    Publicado por Tilburg Center Economic Research 1992Whenever one deals with an interactive decision situation of long duration, one has to take into account that priorities of the participants may change during the conflicto In this paper we propose an extensiveform game model to handle such situations and suggest and study a solution concept, called credible equilibrium, which generalizes the concept of Nash equilibrium. We also discuss possible variants to this concept and applications of the model to other types of games

    Bergson, Einstein, Coimbra e o problema do tempo

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    Texto publicado publicado num volume de actas de homenagem a Leonardo Coimbr

    Metáforas verbais e pictóricas, média e comunicação: a cascata de metáforas de “geringonça” nos cartunes

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    Por que é que geringonça, que nasceu como metáfora ofensiva no debate político para uma determinada área, se tornou rapidamente tão popular e não apenas para quem a usa como arma de ataque (a direita sociopolítica), mas também para a comunicação social, sendo mesmo aceite e até acarinhada pelo campo atacado? Por que é que uma metáfora política (que normalmente para agradar a uns desagrada a outros) quanto mais é usada como ofensa mais tacitamente é aceite pelos ofendidos, pelos média e por todos os falantes da língua, sendo mesmo escolhida como a “palavra do ano”, preferida a “campeão” num ano em que um país doido por futebol conquistou pela primeira vez na sua história um título de campeão (europeu)? Procurando dar respostas às questões colocadas, este texto procura, em primeiro lugar constatar como o cartune é uma estratégia comunicativa privilegiada para a expressão metafórica por poder combinar imagem e verbalização. Complementarmente, procurará demonstrar como a visão cognitiva da metáfora concetual nos permite entender as relações entre a linguagem e as perceções cognitivas, evidenciar o poder cognitivo da metáfora e comprovar como o fenómeno metafórico implica cascatas de encadeamentos cognitivos complexos possibilitadores de múltiplas inferências comunicativas tão necessárias às variadas leituras que os média necessitam de poder sugerir.The word geringonça (contraption) was used in the political debate as an offensive metaphor directed to a certain area (three parties of the Portuguese political left wing that made a government agreement). However, such a metaphor quickly became very popular, not only for those who used it as a weapon of attack (the sociopolitical right), but also for social communication, even it being accepted and cherished by the attacked field. Why is it that a political metaphor (which usually if it please some dislikes others), the more it is used as an offense more tacitly was accepted by the offended, by the media and by all the speakers, and it was even chosen as the "word of the year" and preferred to "champion" in a year when a football-crazy country won for the first time in its history a "champion" title (European Cup)? In order to answer these questions, this text seeks, firstly, to verify how cartoon is a privileged communicative strategy for the metaphorical expression for being able to combine images and verbalization. Complementarily, we will try to demonstrate how conceptual metaphor allows us to understand the relations between language and cognitive perceptions; we also will try to see how the metaphorical phenomenon implies cascades of complex cognitive linkages that allow multiple communicative inferences that are very important for the various readings that the media need to be able to suggest.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    Marriage and Divorce since World War II: Analyzing the Role of Technological Progress on the Formation of Households

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    Publicado por New York: Sociedad para la Economía dinamíca. 2004. UC3M Working paper. 65Since World War II there has been: (i) a rise in the fraction of time that married households allocate to market work, (ii) an increase in the rate of divorce, and (iii) a decline in the rate of marriage. What can explain this? It is argued here that technological progress in the household sector has saved on the need for labor at home. This makes it more feasible for singles to maintain their own home, and for married women to work. To address this question, a search model of marriage and divorce is developed. Household production benefits from labor-saving technological progress
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