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    Flora de Cabo Verde

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    O Projecto Flora de Cabo Verde é uma iniciativa conjunta do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) e do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) de Cabo Verde, iniciado em 1990. O objectivo do projecto é a publicação, em português e em forma de Flora, de fascículos contendo, cada um, o estudo de uma família de plantas vasculares ocorrendo no Arquipélago de Cabo Verde, tanto as nativas, em que se incluem as endémicas, como as exóticas naturalizadas. A obra é dirigida por uma Comissão Editorial constituída por dois elementos do IICT, dois do INIDA e um do Instituto Botânico de Coimbra. O estudo das diversas famílias é feito de acordo com o sistema de classificação de Cronquist, de utilização comum na região oeste-africana. O tratamento taxonómico é o mais uniforme possível. Todos os taxa são introduzidos em chaves dicotómicas para permitir uma rápida distinção com recurso a características facilmente observáveis e descritos morfologicamente. Para cada espécie ou taxon infra-específico é citada a bibliografia respectiva respeitante à área geográfica, assim como as sinonímias igualmente respeitantes à área. É referida a sua distribuição em Cabo Verde com uma ou duas citações de materiais por ilha e a distribuição mundial. São ainda feitas referências à ecologia, utilizações e nomes vulgares nas diversas ilhas. A obra é iconografada com estampas relativas a todos os géneros com espécies nativas ou naturalizadas. A base do estudo é constituída pelos materiais depositados nos diversos herbários que reconhecidamente possuem plantas colectadas na região, com particular ênfase nos Herbários do Instituto de Investigação Científica Tropical (LISC), do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário, de Cabo Verde (CECV), do Instituto Botânico da Universidade de Coimbra (COI), do Instituto Botânico da Universidade de Lisboa (LISU), do Muséum National d’Histoire Naturelle, de Paris (P) e do Botanical Garden and Museum, de Oslo (O). Quando finalizada, a Flora de Cabo Verde irá abranger mais de 700 taxa pertencentes a diversas famílias de Pteridófitos, a 97 famílias de Dicotiledóneas e a 18 famílias de Monocotiledóneas. Até à data foram publicadas 88 famílias, incluindo 232 géneros e 417 taxa. Este projecto, ao ter por finalidade o conhecimento da diversidade vegetal nas ilhas do Arquipélago, constituirá um suporte básico para outros tipos de estudos como sejam a caracterização da vegetação, a avaliação de impactos ambientais, o planeamento de políticas ambientais e agrárias ou conservação da biodiversidade

    Barragem Canto da Cagarra e Sistema de Adução - Vale da Garça - Ilha de santo Antão

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    A Barragem do Canto da Cagarra é uma obra que se insere no plano de desenvolvimento de recursos hídricos lançado pelo Governo de Cabo Verde, visando armazenar e mobilizar o maior volume de água possível no apoio ás actividades agrícolas, minimizando assim a dependência das exportações destas matérias. Este projecto está inserido num pacote de 6 barragens, financiados por uma linha de crédito disponibilizada pelo Governo Português, estando o projecto de Canto de Cagarra avaliado em 575.000.000$00. A infra-estrutura em desenvolvimento contempla a fase I e fase II, respectivamente a construção do paramento principal e a construção dos sistema de adução. Ao nível socioeconómico estima-se que durante a fase de obra serão gerados cerca de 200 empregos directos e 100 indirectos, prevendo-se a criação de muitos mais empregos e oportunidades de negócio no pleno funcionamento da infra-estrutura. A empreitada terá a duração contratual de 24 meses, estando á responsabilidade da Prospectiva como entidade Fiscalizadora dos trabalhos e do Consórcio Armando Cunha /Tâmega como entidade construtora. Os dados gerais da empreitada caracterizam este projecto como um sistema moderno de armazenamento, captação e distribuição de águas, com uma barragem capaz de armazenar 420 mil m3 de água, uma altura de paramento de 32 metros mais 20 metros de fundação, um sistema de adução com 12 quilómetros e com 5 reservatórios intermédios para armazenamento de água

    Monetary transitions in Cabo Verde : from the escudo zone to the exchange agreement with Portugal

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    During the colonial period and within the framework of the monetary system of the Portuguese colonies, Cabo Verde lived in a situation of relative monetary and exchange stability. After independence, in 1975, the country underwent two monetary transitions: the first, immediately after independence and with the abandonment of the exchange rate parity with the Portuguese escudo; and the second, from 1998 onwards, following an exchange cooperation agreement with Portugal. During both transitions, the country could rebuild monetary and exchange stability, as a result of the way in which institutional and external factors of stability were used in each of them. However, the second transition significantly affected the evolution of trade and international investments in Cabo Verde, whose expansion resulted in a strong growth of the economy and exports. This paper analyses not only the conditions of monetary and exchange stability in the two transitions, but also the nature of the changes that took place with the second transition. Those changes were reflected in a trend of structural transformation and consolidation of the market economy in Cabo Verde, paving the way to the good economic performance of the last few decades.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    The marine macroalgae of Cabo Verde archipelago : an updated checklist

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    An updated list of the names of the marine macroalgae of Cabo Verde, an archipelago of ten volcanic islands in the central Atlantic Ocean, is presented based on existing reports, and includes the addition of 36 species. The checklist comprises a total of 372 species names, of which 68 are brown algae (Ochrophyta), 238 are red algae (Rhodophyta) and 66 green algae (Chlorophyta). New distribution records reveal the existence of 10 putative endemic species for Cabo Verde islands, nine species that are geographically restricted to the Macaronesia, five species that are restricted to Cabo Verde islands and the nearby Tropical Western African coast, and five species known to occur only in the Maraconesian Islands and Tropical West Africa. Two species, previously considered invalid names, are here validly published as Colaconema naumannii comb. nov. and Sebdenia canariensis sp. nov.The present work was generated in the context of the Project PADDLE - Planning in the liquid world with tropical stakes, funded by the European Union’s Horizon 2020 Research and Innovation Programme under Grant 734271. DG was supported with the FCT postdoctoral grant SFRH/BPD/64963/2009. CIBIO-Açores is maintained with Portuguese (UID/BIA/50027/2013) and Azorean (POCI-01-0145-FEDER-006821) funding.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    Plantas Endémicas Medicnais de Cabo Verde

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    A quantidade de plantas medicinais do Arquipélago de Cabo Verde, actualmente, é de 308 espécies, distribuídas em 82 famílias pertencentes a Pteridófitas (5), Gimnospérmicas (2) e Angiospérmicas (75). Constata-se, assim, uma evolução positiva dos números, três vezes mais ao citado por Carvalho (1988), pelo que se confirma uma necessidade urgente em dar continuidade às pesquisas, tanto no campo como no laboratório, para uma maior valorização da flora medicinal de Cabo Verde. Portanto, existe matéria-prima em quantidade (número de espécies) para melhorar a farmacologia do País, o que permite intensificar os estudos da flora medicinal, nos aspectos químicos, farmacológicos, e clínicos, para o enriquecimento da matéria médico-vegetal, bem como valorizar melhor os recursos locais não utilizáveis actualmente, incluindo as espécies que não devem ser, na sua forma espontânea, subtraídas à natureza, quer pela sua raridade, quer pelo seu carácter endémico. É urgente um estudo científico com a finalidade de justificar o seu uso em bases correctas, e generalizar o conhecimento de algumas espécies endémicas medicinais num total de vinte e quatro espécies, existentes em Cabo Verde. Nesse âmbito, o INIDA (ex-INIA), desde 1986, através do seu Departamento, Recursos Naturais Renováveis, hoje Departamento Ciências do Ambiente, vem recolhendo informações de campo através de inquéritos à população local e publicações de algumas informações referentes a ecologia, distribuição por ilha e o uso tradicional das plantas. Actualmente, estes estudos estão a ser aprofundados, de modo a confirmar alguns aspectos fitoquímicos dessas plantas, nomeadamente, para as endémicas losna (Artemisia gorgonum) aipo-de-rocha (Lavandula rotundifolia)

    Efemérides A educação em Cabo Verde

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    As Ordens Religiosas em Cabo Verde

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    As Ordens Religiosas, como a dos Franciscanos, acompanharam logo os primeiros povoadores, no sentido de fornecerem os primeiros serviços religiosos e catequizarem as comunidades locais. Já havia a ideia inicial de formação de um clero local, que mais facilmente chegasse às comunidades africanas, logo pelos homens do infante D. Henrique, por 1444 e, depois, por D. João II, chegando a Santa Sé, por breve pontifício de 12 de Junho de 1518, a dar faculdades ao capelão-mor do monarca português para promover ordens sacras aos índios e africanos. Nos finais do século XVI, em 1584, já se refere na Guiné um jalofo, o padre João Pinto, seguindo-se depois outros, por certo formados em Lisboa, ou nos núcleos das ordens religiosas locais, o mesmo devendo ter acontecido em Cabo Verde e bem mais cedo.O bispo de Cabo Verde, D. Francisco da Cruz, por alvará régio de 4 de Janeiro de 1570, obtém de Lisboa que todos os benefícios e dignidades eclesiásticas na sua Diocese, desde que não envolvessem obrigações de pregação, aspecto que depois caiu no esquecimento, fossem providos localmente por candidatura, para assim favorecer os clérigos naturais de Cabo Verde. As vagas seriam afixadas nas portas das igrejas e as candidaturas eram depois apreciadas pelo prelado, em sínodo diocesano, ou não, pois que não temos especiais referências a ter acontecido, sendo os nomes enviados para o rei, para o mesmo os confirmar

    Relação intercultural entre Cabo Verde e França

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    Orientador: Mestre Alberto Cout

    Restructuring of the "Macaronesia" biogeografic unit: a marine multi-taxon biogeographical approach

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    The Azores, Madeira, Selvagens, Canary Islands and Cabo Verde are commonly united under the term “Macaronesia”. This study investigates the coherency and validity of Macaronesia as a biogeographic unit using six marine groups with very different dispersal abilities: coastal fishes, echinoderms, gastropod molluscs, brachyuran decapod crustaceans, polychaete annelids, and macroalgae. We found no support for the current concept of Macaronesia as a coherent marine biogeographic unit. All marine groups studied suggest the exclusion of Cabo Verde from the remaining Macaronesian archipelagos and thus, Cabo Verde should be given the status of a biogeographic subprovince within the West African Transition province. We propose to redefine the Lusitanian biogeographical province, in which we include four ecoregions: the South European Atlantic Shelf, the Saharan Upwelling, the Azores, and a new ecoregion herein named Webbnesia, which comprises the archipelagos of Madeira, Selvagens and the Canary Islandsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersio
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