Análise das folhas de coca como tratamento do mal agudo da montanha

Abstract

Introduction: Acute Mountain Sickness (AMS) is a common condition among individuals ascending rapidly to high altitudes with symptoms such as headache, nausea, and fatigue. While pharmacological treatments are available, indigenous South American communities have traditionally used coca leaves as a natural remedy. Materials and Methods: To analyze the available evidence on the metabolites of the coca leaves and their potential therapeutic relationship with Acute Mountain Sickness. Results: Coca leaves contain flavonoids such as quercetin and kaempferol which have antioxidant and anti-inflammatory properties that may alleviate the effects of hypoxia. Studies show that the amount of cocaine in coca leaf infusions does not reach pharmacologically significant levels. Research findings are mixed: some studies show partial symptom relief, while others observe no benefit. One experimental study suggests that the effects may be more related to flavonoids than to alkaloids. Conclusions: Although there are metabolites with therapeutic potential and significant traditional value, the scientific evidence remains limited and inconclusive. Coca leaves could represent a viable complementary treatment, but large, controlled clinical trials are needed to confirm their efficacy and safety.Introducción. El Mal Agudo de Montaña (MAM) es una condición frecuente en personas que ascienden rápidamente a grandes alturas, caracterizada por síntomas como dolor de cabeza, náuseas y fatiga. A pesar de la existencia de tratamientos farmacológicos, diversas comunidades indígenas sudamericanas han empleado tradicionalmente la hoja de coca como remedio tradicional. Objetivos. Analizar la evidencia disponible sobre los metabolitos de la hoja de coca y su potencial relación terapéutica con el MAM. Materiales y métodos. Se realizó una revisión narrativa de literatura publicada entre 2000 y 2023 priorizando artículos enfocados en fisiología de altura, biología de la hoja de coca y estudios sobre MAM. Se incluyeron investigaciones provenientes principalmente de regiones andinas, integrando datos fitoquímicos, fisiológicos y clínicos. Resultados. La hoja de coca contiene flavonoides como quercetina y kaempferol, con propiedades antioxidantes y antiinflamatorias que podrían aliviar efectos de la hipoxia. Estudios muestran que la cantidad de cocaína en infusiones no alcanza niveles farmacológicos significativos y señalan resultados mixtos como alivio parcial de síntomas, mientras que otros no observan beneficios. Un estudio experimental sugiere que los efectos podrían relacionarse más con flavonoides que con alcaloides. Conclusiones. Aunque existen metabolitos con potencial terapéutico y un valor tradicional importante, la evidencia científica sigue siendo limitada y no concluyente. La hoja de coca podría constituir un tratamiento complementario viable, pero se requieren estudios clínicos amplios y controlados para confirmar su eficacia y seguridad.Introdução. O Mal Agudo de Montanha (MAM) é uma condição frequente em pessoas que sobem rapidamente a grandes altitudes, causando sintomas como dor de cabeça, náusea e fadiga. Apesar dos tratamentos farmacológicos existentes, as comunidades indígenas sul-americanas tradicionalmente utilizam a folha de coca como remédio natural. Objetivos. Analisar a evidência disponível sobre os metabólitos da folha de coca e sua possível relação terapêutica com o Mal Agudo de Montanha. Materiais e Métodos. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura publicada entre 2000 e 2023, priorizando artigos focados em fisiologia de altitude, biologia da folha de coca e estudos sobre MAM. Foram incluídas investigações provenientes principalmente de regiões andinas, integrando dados fitoquímicos, fisiológicos e clínicos. Resultados. A folha de coca contém flavonoides como quercetina e kaempferol, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que poderiam aliviar os efeitos da hipóxia. Estudos mostram que a quantidade de cocaína em infusões de folha de coca não atinge níveis farmacologicamentesignificativos. As pesquisas apresentam resultados mistos: alguns evidenciam alívio parcial dos sintomas, enquanto outros não observam benefícios. Um estudo experimental sugere que os efeitos podem estar mais relacionados aos flavonoides do que aos alcaloides. Conclusões. Embora existam metabólitos com potencial terapêutico e um importante valor tradicional, a evidência científica continua limitada e não conclusiva. A folha de coca poderia constituir um tratamento complementar viável, mas são necessários estudos clínicos amplos e controlados para confirmar sua eficácia e segurança

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This paper was published in Revistas de la Universidad El Bosque.

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