Os acidentes de trabalho envolvendo as mãos configuram-se como um dos principais desafios para a saúde ocupacional, dada a elevada frequência e gravidade dessas ocorrências. Este estudo tem como objetivo identificar os contextos laborais e os perfis de trabalhadores mais suscetíveis a tais acidentes, a partir de uma revisão bibliométrica apoiada no protocolo PRISMA e nas diretrizes para rapid reviews. A pesquisa utilizou a base Scopus, com uma chave de busca abrangente, resultando inicialmente em 220 publicações. Após aplicação de filtros e critérios de inclusão, foram selecionados 15 artigos publicados entre 2014 e 2024, analisados qualitativamente e quantitativamente. Os resultados apontam que setores como frigoríficos, indústrias de transformação, agricultura, serrarias e hospitais concentram a maior parte dos registros. No Brasil, destaca-se a incidência em frigoríficos e no agronegócio, enquanto na Europa sobressaem estudos voltados a operações florestais e ambientes hospitalares. Observou-se ainda a crescente discussão sobre acidentes em contextos de home office, impulsionada pela pandemia da COVID-19. Constatou-se que a maioria dos acidentes decorre de falhas organizacionais, ausência de treinamentos e uso inadequado de EPIs, mais do que de condutas individuais. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas eficazes, cultura de segurança organizacional e abordagens preventivas estruturais
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