Objective: To understand the socio-health strategies implemented by the peasant population to cope with COVID-19.
Methods: A qualitative study with an ethnographic approach was conducted between 2020 and 2023 in eight rural regions of the country. Ethnographic interviews, participant observation, field diaries, and documentary review were employed. The information was organized and analyzed based on predefined analytical categories.
Results: Peasant families initially perceived COVID-19 as a mild respiratory illness. As deaths attributable to the disease began to occur, they activated a socio-health strategy grounded in local knowledge, aimed at prevention and treatment using the resources available in each territory. Another strategy emerged at the community level, where the official narrative regarding the disease was met with distrust. In response to the crisis, organizational experiences were strengthened around issues such as territorial control, mobility restrictions, collective care, and food sovereignty. In some regions, violence perpetrated by armed groups increased.
Conclusions: One socio-health strategy was activated within families by positioning their knowledge of respiratory diseases to understand, prevent, and manage COVID-19 using locally available therapeutic resources. Another strategy was promoted at the community level through the encouragement of social control processes, collective care, critical engagement with health policies, and the demand for the right to health.Objetivo: Comprender las estrategias sociosanitarias implementadas por la población campesina para afrontar el COVID-19.
Métodos: Estudio cualitativo con enfoque etnográfico, realizado entre 2020 y 2023 en ocho regiones rurales del país. Se emplearon entrevistas etnográficas, observación participante, diario de campo y revisión documental. La información se organizó y analizó a partir de categorías preestablecidas.
Resultados: Las familias campesinas consideraron inicialmente al COVID-19 como una enfermedad respiratoria leve. Una vez comenzó a morir gente por esta causa, dinamizaron una estrategia sociosanitaria centrada en saberes, para prevenirla y tratarla con los recursos disponibles en cada territorio. Otra estrategia se materializó en el escenario comunitario, en donde el relato oficial sobre esta enfermedad fue objeto de desconfianza. En respuesta a esta crisis, se fortalecieron experiencias organizativas en temas como el control territorial, la restricción de la movilidad, el cuidado colectivo y la soberanía alimentaria. En algunas regiones se incrementó la violencia por parte de grupos armados.
Conclusiones: Una estrategia sociosanitaria se dinamizó en las familias, al posicionar sus saberes sobre enfermedades respiratorias para entender, prevenir y atender el COVID-19 con los recursos terapéuticos del entorno. Otra estrategia se impulsó en las comunidades, al promover procesos de control social, el cuidado colectivo, la crítica a la política sanitaria y la exigibilidad del derecho a la salud.Objetivo: Compreender as estratégias socio-sanitárias implementadas pela população camponesa para enfrentar a COVID-19.
Métodos: Estudo qualitativo com abordagem etnográfica, realizado entre 2020 e 2023 em oito regiões rurais do país. Foram utilizadas entrevistas etnográficas, observação participante, diário de campo e revisão documental. As informações foram organizadas e analisadas a partir de categorias analíticas previamente estabelecidas.
Resultados: As famílias camponesas inicialmente consideraram a COVID-19 como uma doença respiratória leve. À medida que começaram a ocorrer óbitos atribuídos a essa causa, dinamizaram uma estratégia socio-sanitária centrada nos saberes locais, voltada à prevenção e ao tratamento com os recursos disponíveis em cada território. Outra estratégia se materializou no âmbito comunitário, no qual o relato oficial sobre a doença foi objeto de desconfiança. Em resposta à crise, fortaleceram-se experiências organizativas relacionadas ao controle territorial, à restrição da mobilidade, ao cuidado coletivo e à soberania alimentar. Em algumas regiões, observou-se o aumento da violência por parte de grupos armados.
Conclusões: Uma estratégia socio-sanitária foi dinamizada no âmbito familiar, ao valorizar os saberes sobre doenças respiratórias para compreender, prevenir e atender a COVID-19 com os recursos terapêuticos disponíveis no entorno. Outra estratégia foi impulsionada nas comunidades, ao promover processos de controle social, o cuidado coletivo, a crítica às políticas sanitárias e a exigibilidade do direito à saúde
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