Extensão universitária: a Escola Operária da Universidade do Oriente (1953-1955)

Abstract

Since its establishment in 1947, the University of Oriente forged a solid tradition of reverence for José Martí’s intellectual legacy, which became the central axis of its academic and social mission. This orientation was evident not only in its modern academic vision—linked to regional economic development and committed to the comprehensive education of individuals—but also in the university’s vigorous program of cultural outreach, coordinated by the Department of Cultural Relations and the University Student Federation of Oriente (FEUO). The creation of the Workers’ School was closely connected to the political crisis triggered by the coup d’état of March 10, 1952, as well as to the ideological effervescence surrounding the centenary of José Martí. Within this context, the University organized a cycle of Martí-themed lectures that underscored the contemporary relevance of the Apostle’s thought in opposition to the dictatorship, inspiring students and faculty to promote an educational initiative aimed at raising workers’ general cultural level and strengthening their social and national consciousness. The school initially operated under the joint leadership of professors and students, offering instruction free of charge. Its open enrollment policy and the lack of ideological prerequisites facilitated broad and diverse participation. Institutional support, together with strong student engagement, consolidated an unprecedented extension initiative in eastern Cuba—one that combined popular education, cultural activism, and ethical-political commitment. This study therefore seeks to examine the emergence, development, and eventual dissolution of the Workers’ School “Rafael María de Mendive” as one of the most significant expressions of extension work at the University of Oriente prior to 1959.La Universidad de Oriente, desde su fundación en 1947, desarrolló una sólida tradición de veneración al ideario martiano, convirtiéndolo en eje articulador de su proyección intelectual y social. Este compromiso se expresó tanto en su visión académica moderna, vinculada al desarrollo económico regional y con énfasis en la formación integral del hombre como en la intensa labor de extensión cultural, coordinada por el Departamento de Relaciones Culturales y la Federación Estudiantil Universitaria de Oriente (FEUO). Su surgimiento estuvo estrechamente ligado a la crisis política generada por el golpe de Estado del 10 de marzo de 1952 y a la efervescencia ideológica del centenario de José Martí. En ese ambiente, la Universidad promovió un ciclo de conferencias martianas que subrayó la vigencia del pensamiento del Apóstol frente a la dictadura y que inspiró a estudiantes y profesores a impulsar un proyecto educativo para elevar la cultura general de los trabajadores y fortalecer su conciencia social y nacional. Funcionó inicialmente bajo la conducción conjunta de profesores y estudiantes, brindando formación gratuita, principalmente. La matrícula abierta y la ausencia de requisitos ideológicos permitieron una participación plural. El apoyo institucional, sumado a la voluntad estudiantil, consolidó una experiencia extensionista inédita en la región oriental, que combinó educación popular, militancia cultural y compromiso ético-político. De ahí que esta investigación persiga como objetivo: Explicar el surgimiento, desarrollo y terminación de la escuela obrera “Rafael María de Mendive”, como una de las principales manifestaciones de la labor extensionista en la Universidad de Oriente antes de 1959.Desde a sua fundação em 1947, a Universidade do Oriente cultiva uma forte tradição de veneração pelos ideais de José Martí, tornando-os a pedra angular do seu desenvolvimento intelectual e social. Este compromisso expressa-se tanto na sua visão académica moderna, ligada ao desenvolvimento económico regional e com ênfase na formação integral do indivíduo, como na sua ampla divulgação cultural, coordenada pelo Departamento de Relações Culturais e pela Federação dos Estudantes Universitários do Oriente (FEUO). O seu surgimento esteve intimamente ligado à crise política desencadeada pelo golpe de Estado de 10 de março de 1952 e ao fervor ideológico em torno do centenário do nascimento de José Martí. Neste contexto, a Universidade promoveu um ciclo de palestras sobre a obra de Martí, sublinhando a relevância duradoura do pensamento do Apóstolo face à ditadura e inspirando alunos e professores a desenvolver um projeto educativo com o objetivo de elevar o nível cultural da classe trabalhadora e fortalecer a sua consciência social e nacional. Inicialmente, a escola funcionava sob a liderança conjunta de professores e alunos, oferecendo principalmente ensino gratuito. A matrícula aberta e a ausência de requisitos ideológicos permitiam uma participação diversificada. O apoio institucional, aliado à iniciativa estudantil, consolidou uma experiência de extensão sem precedentes na região leste, combinando educação popular, ativismo cultural e compromisso ético-político. Portanto, esta pesquisa visa explicar o surgimento, o desenvolvimento e o encerramento da escola operária "Rafael María de Mendive" como um dos principais exemplos de trabalho de extensão da Universidade do Oriente antes de 1959

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