A mudança e variação linguística são fenômenos complexos que permeiam todas as línguas naturais. Este artigo explora as razões por trás desses processos intrincados, lançando luz sobre o que leva as línguas a evoluírem ao longo do tempo e por que as pessoas variam em sua fala. Neste artigo, nosso objetivo é revisitar as visões da Sociolinguística, com foco especial no Constructo da Variação e da Mudança Linguística (Weinreich, Labov, Herzong, 2006), e considerar como essa abordagem se relaciona com de outras correntes linguísticas, como o Estruturalismo, o Gerativismo, o Funcionalismo e a Linguística Cognitiva. Neste contexto, também apresentamos os níveis de apreciação e avaliação social dos fenômenos linguísticos (Labov 2008[1972]), bem como o contínuo de urbanização de Bortoni-Ricardo (2004). Exploramos como as formas linguísticas se relacionam às dinâmicas sociais no processo de escolha dos fenômenos na fala, destacando como tais fenômenos são indexados às estruturas sociais durante esse o processo de variação linguística
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