Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA, Anápolis - Goiás - Brasil
Doi
Abstract
The COVID-19 pandemic presented unprecedented clinical, ethical, and organizational challenges to healthcare professionals, particularly in Intensive Care Units (ICUs). This qualitative and exploratory field study aimed to understand the perception of the multidisciplinary team (physicians, nurses, physiotherapists) in a university ICU regarding the promotion of palliative care during the pandemic, informed by principlist bioethics. Findings revealed intense physical, emotional, and moral overload, exacerbated by resource scarcity, lack of protocols, and insufficient palliative care training, impacting care quality and the application of bioethical principles. Family communication was a fragile point, remotely mediated and lacking connection. Shared decision-making, though conceptually valued, was undermined by practical obstacles. Palliative care was often narrowly associated with terminality, reinforcing stigmas. Nevertheless, ethical virtues like compassion and responsibility emerged, sustaining patient dignity. The study underscores the urgent need for public and institutional policies integrating palliative care into ICUs, with ethical and technical training, advance planning, and valuing listening.A pandemia de COVID-19 impôs desafios clínicos, éticos e organizacionais sem precedentes aos profissionais de saúde, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Este estudo de campo qualitativo e exploratório objetivou compreender a percepção da equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas) de uma UTI universitária sobre a promoção de cuidados paliativos durante a pandemia, sob a ótica da bioética principialista. Os resultados revelaram intensa sobrecarga física, emocional e moral, exacerbada pela escassez de recursos, ausência de protocolos e capacitação insuficientes em cuidados paliativos, impactando a qualidade da assistência e a aplicação dos princípios bioéticos. A comunicação com familiares foi identificada como um ponto frágil, mediada remotamente e carente de vínculo. A tomada de decisão compartilhada, embora valorizada, foi comprometida por entraves práticos. Observou-se uma associação restrita dos cuidados paliativos à terminalidade, reforçando estigmas. Contudo, virtudes éticas como compaixão e responsabilidade emergiram, sustentando a dignidade dos pacientes. A pesquisa destaca a urgência de políticas públicas e institucionais que integrem sistematicamente os cuidados paliativos às UTIs, com formação ética e técnica, planejamento antecipado e valorização da escuta
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