A integração regional na América Latina passou a influenciar de maneira crescente as dinâmicas das áreas de fronteira, impactando a mobilidade populacional, os intercâmbios econômicos e as formas de organização institucional. Nesse contexto, esta pesquisa analisou em que medida os processos integracionistas contribuem para a efetiva proteção dos direitos humanos de trabalhadores informais transfronteiriços. O estudo partiu da compreensão de que a informalidade constitui fenômeno estrutural, relacionado a desigualdades históricas, fragmentação normativa e limitações de coordenação entre diferentes níveis de governança. O objetivo geral consistiu em compreender como integração regional, informalidade laboral e governança multiescalar se articulam na proteção de direitos, enquanto os objetivos específicos buscaram examinar os efeitos institucionais da integração nas fronteiras, identificar fatores que produzem vulnerabilidade ocupacional e avaliar a atuação de atores locais na construção de respostas cooperativas. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise documental de instrumentos internacionais e regionais. Os resultados indicam que, embora a integração tenha produzido referências normativas e ampliado o reconhecimento da mobilidade, a efetividade das garantias permanece condicionada por assimetrias econômicas e por lacunas de implementação. Conclui-se que a consolidação dos direitos depende do fortalecimento da coordenação entre escalas de governo e da incorporação das demandas territoriais às agendas regionais, aproximando compromissos formais das realidades vividas pelos trabalhadores nas zonas fronteiriças
Is data on this page outdated, violates copyrights or anything else? Report the problem now and we will take corresponding actions after reviewing your request.