EDITORA UNIVERSITÁRIA LEOPOLDIANUM - Universidade Católica de Santos
Abstract
O artigo analisa como o protagonismo juvenil é mobilizado nos discursos das políticas educacionais em relação à inovação educacional e à racionalidade neoliberal. A partir de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, examina-se a trajetória do conceito e suas disputas no contexto escolar. Argumenta-se que, embora apresentado como estratégia de autonomia, o protagonismo tem sido apropriado como responsabilização individual, alinhado à lógica do “empreendedor de si”, deslocando a experiência educativa para práticas de autogestão e desempenho. O estudo mostra que o protagonismo não é capacidade natural do jovem, mas construção pedagógica que requer mediação crítica. Retomando a perspectiva freireana como prática de liberdade, conclui-se que o protagonismo só assume caráter transformador quando articulado a um projeto emancipador comprometido com ação social e formação democrática.The article examines how youth protagonism is mobilized in educational policy discourses in relation to educational innovation and neoliberal rationality. Based on qualitative, bibliographic, and documentary research, it analyzes the concept’s trajectory and its disputes within the school context. It argues that, although presented as strategy for autonomy, protagonism has been appropriated as mechanism of individual accountability aligned with the logic of the “entrepreneur”, shifting educational experience toward practices of self-management and performance. The study shows that protagonism is not natural capacity, but a pedagogical construction requiring mediation. Drawing on Freirean perspective of education as practice of freedom, it concludes that protagonism becomes transformative only when articulated with emancipatory project committed to social action and democratic formation
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