O presente artigo tem o objetivo de apresentar as dificuldades encontradas nas salas de aula regular com aprendizes surdos, ressaltando como a literatura precisa e deve estar presente nesse processo de relações entre línguas. Para tanto, a pesquisa tem como base teórica e metodológica a Análise de discurso materialista de Pechêux (1969), Orlandi (2005; 2023), Indursky (2019), regida também em autores dos estudos literários como Candido (2011) e Lajolo (1996). É necessário promover o reconhecimento da relevância da língua de sinais no processo de subjetivação da pessoa surda, colocando-o no lugar de leitor e escritor em uma língua majorizada, na qual ele também se inscreve, em um viver entre-línguas (Buscácio, 2023). Buscamos analisar como dizeres literários possibilitam a circulação de efeitos de sentidos filiados a relações de poder, inclusive na comunidade surda, examinando de que modos os textos literários podem refletir e influenciar processos de passionalidade da criança surda
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