Este artigo analisa a construção de uma cartografia do sobrenatural na transição do Medievo à Modernidade, a partir de A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e do mapa La Voragine dell’Inferno, de Sandro Botticelli. Com base na História Cultural, investiga-se como texto e imagem representam o Inferno, articulando códigos simbólicos e religiosos. Argumenta-se que tais produções expressam um mapeamento moral e espiritual, no qual o visível e o invisível se entrelaçam, revelando uma geografia sagrada marcada pela contrariedade e pelo medo. O trabalho propõe que essas obras funcionam como instrumentos para compreender imaginários sociais e crenças no espaço da longa duração
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