research article
O nacional como espetáculo transnacional: O caso de Digan lo que digan (Mario Camus, 1968)
Abstract
This article examines a largely unexplored dimension of 1960s transnational popular cinema through the case study of Digan lo que digan (Mario Camus, 1968), a Spanish–Argentine co-production starring singer Raphael. By analyzing this film, the study seeks to shed light on the industrial, aesthetic, and cultural transformations of commercial cinema within the triangulated relations among Argentina, Spain, and Italy. It argues that film industries in these countries developed strategies of convergence with the recording and television industries, organized around international song festivals such as Sanremo and Eurovision. These events functioned as platforms for the circulation of cultural products, the construction of transnational stardom, and the promotion of shared imaginaries. The research demonstrates how these productions operated as instruments of cultural diplomacy and as vectors for identity construction within the framework of the peripheral modernization processes of the 1960s.Este artículo analiza una dimensión poco explorada del cine popular transnacional de los años 60 a partir del estudio de caso de Digan lo que digan (Mario Camus, 1968), una coproducción hispano-argentina protagonizada por el cantante Raphael. Por medio del examen de esta película, se busca comprender las transformaciones industriales, estéticas y culturales del cine comercial en el marco de las triangulaciones entre Argentina, España e Italia. Se argumenta que las cinematográficas de estos países desarrollaron estrategias de convergencia con las industrias discográficas y televisivas, articuladas en torno a festivales internacionales de la canción como San Remo y Eurovisión. Estos eventos funcionaron como plataformas de circulación de productos culturales, construcción de estrellatos transnacionales y promoción de imaginarios compartidos. La investigación evidencia cómo estas producciones obraron como dispositivos de diplomacia cultural y vectores de construcción identitaria en el marco de la modernización periférica de los años 60.Este artigo analisa uma dimensão pouco explorada do cinema popular transnacional dos anos 1960, a partir do estudo de caso de Digan lo que digan (Mario Camus, 1968), uma coprodução hispano-argentina protagonizada pelo cantor Raphael. Por meio da análise desse filme, busca-se compreender as transformações industriais, estéticas e culturais do cinema comercial no contexto das triangulações entre Argentina, Espanha e Itália. Argumenta-se que as produtoras cinematográficas desses países desenvolveram estratégias de convergência com as indústrias fonográficas e televisivas, articuladas em torno de festivais internacionais da canção como San Remo e Eurovision. Esses eventos funcionaram como plataformas de circulação de produtos culturais, construção de estrelatos transnacionais e promoção de imaginários compartilhados. A pesquisa evidencia como essas produções atuaram como dispositivos de diplomacia cultural e vetores de construção identitária no contexto da modernização periférica dos anos 1960- info:eu-repo/semantics/article
- info:eu-repo/semantics/publishedVersion
- Artículos
- cinema
- song
- film industry
- cultural industry
- festival
- national identity
- cultural expression
- Italy
- Spain
- Argentina
- cine
- canción
- industria cinematográfica
- industria cultural
- festival
- identidad nacional
- manifestación cultural
- Italia
- España
- Argentina
- cinema
- canção
- indústria cinematográfica
- indústria cultural
- festival
- identidade nacional
- manifestação cultural
- Itália
- Espanha
- Argentina