Centro de Investigação em Educação, do Instituto de Educação, da Universidade do Minho.
Abstract
As políticas educativas reforçam consistentemente a importância de preparar os futuros professores com a confiança e a competência necessárias para lecionar, de forma eficaz, conteúdos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Estudos anteriores sugerem que o sucesso destas iniciativas depende das crenças, conhecimentos e compreensão dos futuros professores relativamente ao ensino STEM. Mais especificamente, a autoeficácia no domínio STEM é determinante para a sua capacidade de enfrentarem os desafios associados ao planeamento e à implementação de atividades STEM. O presente estudo visa compreender a evolução da
autoeficácia dos futuros professores no ensino integrado STEM durante a sua participação num programa de formação semestral, desenvolvido na unidade curricular de Introdução à Didática do
Estudo do Meio. A metodologia adotada foi de carácter misto, envolvendo um total de 27 estudantes do terceiro ano da licenciatura em Educação Básica. A recolha de dados quantitativos foi efetuada através do questionário de crenças de autoeficácia para o ensino STEM, aplicado antes e após o programa de formação. Os dados qualitativos foram obtidos a partir das reflexões finais dos estudantes após a participação no programa de formação. Os resultados sugerem que o programa teve um impacto positivo nas crenças de autoeficácia dos estudantes relativamente ao ensino STEM. Como fatores fundamentais destacam-se a orientação por parte dos docentes, a
colaboração entre pares e o feedback construtivo, que contribuíram significativamente para o reforço da confiança e da compreensão dos estudantes no planeamento de atividades STEM. No entanto, as oportunidades limitadas de aplicação prática das atividades planificadas dificultaram a possibilidade dos estudantes refletirem sobre as mesmas de forma crítica e ajustarem as suas práticas com base na experiência real. Os programas de formação STEM devem privilegiar oportunidades que permitam aos futuros professores implementar e refletir sobre as atividades planificadas. Além disso, é fundamental que incluam experiências diversificadas que envolvam a
observação de modelos pedagógicos eficazes, momentos de reflexão orientada e feedback construtivo ao longo do processo de formação. Abordar estas múltiplas fontes de autoeficácia de forma holística e intencional é essencial para fortalecer a confiança e a competência dos futuros professores, preparando-os para enfrentarem os desafios do ensino integrado de STEM
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