Este artigo apresenta uma revisão bibliográfica sobre o desenvolvimento da política de cotas
raciais no Brasil, mostrando como o trabalho de José Jorge de Carvalho foi fundamental para
compreendermos como essas políticas ajudam a tornar o acesso ao ensino superior mais
democrático. O trabalho parte de uma questão que aparece repetidamente nos estudos sobre o
tema: de que forma políticas públicas podem corrigir desigualdades históricas sem ignorar as
especificidades raciais e sociais que estruturam a sociedade brasileira. Apesar de autores como
Yvonne Maggie, Thomas Sowell e Walter Williams apresentarem críticas ao modelo de ações
afirmativas, muitas delas baseadas na experiência norte-americana, Carvalho demonstra que a
realidade brasileira exige interpretações e soluções próprias. Ele destaca a relevância das cotas
como mecanismo eficaz de inclusão e reparação histórica no qual elas se tornaram mais do que
necessárias, representando um momento transformador ao abrir novas possibilidades para
milhares de estudantes negros. O objetivo deste artigo é analisar e comparar essas diferentes
perspectivas e evidenciar como a produção de Carvalho, ao observar dados, argumentos
sociológicos e experiências brasileiras, demonstra a necessidade e o impacto positivo das cotas
na ampliação da diversidade universitária. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão
bibliográfica de textos clássicos e estudos recentes sobre desigualdade racial e políticas
públicas. Conclui-se que as cotas raciais tiveram efeitos positivos importantes no Brasil,
principalmente ao ampliar oportunidades, promover mobilidade educacional e romper barreiras
de acesso para que pessoas negras chegassem a lugares que antes eram praticamente
inacessíveis
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